“É verdade que Bresson frequentemente começa seus filmes focalizando maçanetas e cintos, decapitando as pessoas. Mas não será isso para economizar, atrasar, para fazer esperar, preservar, para fazer desejar e, finalmente, mostrar o rosto no momento em que ele se torna importante, no momento em que esse belo rosto, mais uma vez insisto na beleza, em que esse belo rosto inteligente fala com doçura, gravidade, como se a pessoa falasse consigo mesma?” (François Truffaut)
"Compreender profundamente os desígnios da vida, na tragicidade de suas alegrias e tristezas, nos sentidos ocultos que reverberam por todos os cantos, em todos os encontros, em todos os imprevistos acontecimentos, eis a santidade de Bresson." (Tatiana Monassa)
"Ao fim e ao cabo, o que será que Bresson quis dizer com a história de, ao acaso, Balthazar? Que os seres humanos são erráticos, tolos, ambiciosos, egoístas, e muitas vezes extremamente cruéis? Pode ser – mas, sim, bem, disso a gente já sabia, né?
Como eu sou um burro, um jumento? (...) Então, como sou um burro, um jumento, um asno, e não consegui compreender o que, afinal de contas, ao fim e ao cabo, Bresson quis dizer com o filme, vou a outras opiniões.
(...) Encontro no AllMovie um longo elogio ao filme escrito por Wheeler Winston Dixon. Ele explica para mim o que Bresson quis dizer: ao enfrentar estoicamente todas as dificuldades da vida, Balthazar passa a merecer o paraíso.
Epa! Então é isso, é? Quem enfrenta estoicamente todas as dificuldades da vida passa a merecer o paraíso. Ah, bom… 'Muito tem sido escrito sobre este filme, e ele permanece tão poderoso hoje quanto era quando foi lançado', continua o AllMovie; 'ele nos faz lembrar um tempo em que filmes de considerável ambição artística poderiam ainda conseguir retorno razoável nas bilheterias, ao contrário de hoje. No clima de blockbusters do cinema do século XXI, Au Hasard Balthazar parece um milagre, um sopro de ar fresco de outro tempo e lugar, em que a originalidade artística e o espírito humano eram igualmente valorizados.' Então tá." (Sérgio Vaz - sempre ele)
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terça-feira, 20 de maio de 2014
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