"Desde maio de 2012, por decisão do Planalto, vigora a pirâmide social redesenhada pelo ministro Wellington Moreira Franco, chefe da Secretaria de Assuntos Estratégicos. Segundo esse monumento ao cinismo, a faixa dos miseráveis abrange quem ganha individualmente entre zero e R$ 70 reais. A pobreza vai de R$ 71 a R$ 250. A classe média começa em R$ 251 e a acaba em R$ 850. Os que embolsam mais de R$ 851 são ricos, e é nessa categoria que se enquadram milhares de seres andrajosos que se plantam de manhã à noite nos principais cruzamentos. Em São Paulo, esmolando oito horas por dia, cada um ganha de R$ 35 a R$ 40. Quase todos rondam os R$ 1.200 por mês. São, portanto, pedintes de classe média. Caso melhorem a produtividade, logo serão mendigos milionários." (Augusto Nunes)
"Parte-se de um fato inegável: ao longo dos últimos anos, a política de transferência de renda (via programas como Bolsa Família) e a política de valorização do salário mínimo foram o carro chefe de uma transformação significativa nas condições da população mais pobre em nosso País. Com elas vieram também a ampliação dos benefícios concedidos pela previdência social, a melhoria das condições no mercado de trabalho e o acesso ao crédito. No entanto, também é amplamente reconhecido que a política econômica desse período continuou a favorecer e beneficiar as camadas mais ricas de nossa sociedade, por meio da política de juros elevadíssimos (que só começou a mudar no último ano), das isenções fiscais, das desonerações tributárias, da ampliação da privatização e toda a sorte de benesses dirigidas ao capital em geral e ao setor financeiro em particular." (Paulo Kliass)
"De acordo com a definição da SAE, a classe média é aquela com renda familiar per capita mensal (ponto de corte) entre R$ 291,00 e R$ 1.019,00, a classe baixa, entre R$ 81,00 e R$ 291,00, e a classe alta, aquela com renda per capita mensal acima de R$ 1.019. Parece um número muito díspar, mas a diretora de programas da secretaria, Diana Grosner, defende que a pesquisa consegue mostrar bem a renda média da classe em ascensão. Outra pesquisa amplamente utilizada é a Critério de Classificação Econômica do Brasil (CCEB), elaborada pela Associação Brasileira de Empresas de Pesquisas (ABEP). Utilizada por órgãos como, por exemplo, o Ibope e a Datafolha, a pesquisa é feita com base nos dados da Pesquisa de Orçamento Familiar (POF) também do IBGE e busca estimar o poder de compra das pessoas e famílias urbanas, dividindo-as nas classes A, B1, B2, C1, C2, D, E. De acordo com a Critério Brasil, integram as classes D e E as famílias com renda média mensal de R$ 776,00; a classe C2, aqueles com renda média de R$ 1.147,00; C1, os que têm renda de cerca de R$ 1.685,00; B2, indivíduos com renda mensal familiar de R$ 2.654,00; B1, renda de 5.241,00; e da classe A, aqueles com renda mensal média de R$ 9.263,00." (Jornal do Comércio, 12/08/2013)
|
|
http://soundcloud.com/input_output |
:: trabalho artístico :: projeto musical input_output | desenhos | fotografia instagram | fotografia flickr | pesquisa de discos | pesquisa de filmes | programa podcast musical ::
:: catarses musicais inativas :: hotel | blanched | o restaurante | homem que não vive da glória do passado ::
:: no pé da página :: currículo | discografia ::
sábado, 31 de maio de 2014
Assinar:
Postar comentários (Atom)

Nenhum comentário:
Postar um comentário