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sábado, 11 de janeiro de 2014

Antes de qualquer coisa: 'Nymphomaniac' é uma comédia. Tem até o ator principal (Jens Albinus) da comédia anterior do Lars, 'Direktøren for det hele'. O Lars Von Trier deve ter se encarnado no Quentin Tarantino. Decidiu tirar onda do diretor que tira onda. Pensando, com certeza, de que a onda da onda seria uma onda maior. Fez o seu 'Kill Bill', inclusive com dois volumes e a presença da Uma Thurman no elenco. Cena em preto e branco não me lembro se 'Kill Bill' tem, até porque o considero um filme ruim, mas lembro que 'Death proof' tem, até porque esse é o meu preferido do QT. Odeio filme conduzido por alguém contando a história. Benjamin Button? Titanic? O dinamarquês é genial, inclusive fazendo filme pra tirar sarro. Toda a campanha publicitária, a expectativa, só pra cuspir água na nossa cara. Genial. Mas, pra mim, uma obra é sagrada, e eu não aprecio ela por fatores externos.

A obra Nymphomaniac é simplória - em personagens, em tensão, em surpresa, em estilo, em coesão, em interpretação dos atores, em estrutura, em reflexão, em evolução da obra do diretor.

A melhor e mais engraçada parte do filme é quando mostram o Universo. O tempo que duram as imagens passou do ponto de simples ilustração para ser referência ao filme Árvore da Vida, curiosamente tido como "par" de Melancholia, ano retrasado.

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