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quarta-feira, 15 de janeiro de 2014
"A mística se dá na proposta de cativar a imaginação, no ato de ficcionar e criar mundos imaginários, sair da literalidade do registro narrativo para fazer o espectador se perder no universo exuberante e assustador de sugestão da imagem. A radicalidade de Inland Empire talvez venha justamente daí: nos filmes anteriores, o registro narrativo indicava a abertura mas mantinha a função de entreter o espectador nem que fosse com a promessa de resolução; agora, ele pede ao espectador que entretenha-se com aquilo que está sendo mostrado, que, duas vezes guiado pela mão até a sintonia com a qual os filmes pedem para ser vistos, agora David Lynch faz com seu espectador para caminhar sozinho. Assim, Inland Empire acaba representando na carreira de Lynch o que Death Proof representa na de Tarantino: um mergulho total num universo de imagens desejadas que antes tinham que negociar sua presença entre outros signos mais palatáveis. No filme, a viagem do espectador é identificada à alucinação, ao sonho, ao trabalho do ator: tornar-se outro ou, para usar vocabulário deleuziano, desterritorializar-se, sair dos amparos individuais da percepção, fazê-la cambalear no desconhecido da ausência de sentido e no excesso de intensidades livres de códigos (narrativos)." (Ruy Gardnier)
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