> Os gaúchos gostam de ouvir o que não os
> surpreenda. O que já tocou no rádio, já foi aprovado
> pela maioria.
Todo mundo gosta de ouvir o que não surpreenda.
O pior é que nem sempre é assim. Tem gente que não ouve determinadas bandas ou determinadas músicas porque elas tocam no rádio. Strokes, por exemplo. Mas essa gente ouve outra coisa no lugar. Algo que chama de "alternativo" (que geralmente é um blues ou um heavy metal ou uma coisa repetitiva do gênero), mas que acaba sendo igual ao comercial. Por quê? Eles só ouvem aquilo porque um certo grupinho com que eles se identificam também ouve. As pessoas se trancam em tribos e esquecem que o cérebro e o ouvido delas são delas mesmo, e não coletivos.
> Os gaúchos se parecem com todo mundo.
Todo mundo parece com todo mundo.
> O povo gaúcho não é roqueiro. O bom roqueiro gosta de
> ser surpreendido.
Nenhum POVO é roqueiro. O bom roqueiro gosta de ser surpreendido e é raro de ser encontrado.
[Correções ao pensamento do texto "Estou com raiva dessa gauchada", de Upiara Boschi, para o fanzine Cabron]
O que ele falou de correto:
> Papas da Língua, Acústicos e Valvulados, Tequila Baby,
> Comunidade Ninjitsu.
>
> As quatro últimas bandas citadas, os queridinhos das
> rádios locais, que tocam nos melhores lugares e levam
> mais gente nos shows, quem são? Os Papas da Língua: um
> Cidade Negra local. Os Acústicos e Valvulados: uma
> banda igual a milhares de outras, sem graça e sem
> ousadia. Tequila Baby: quatro malas que ouviram
> Ramones demais. Comunidade Ninjitsu: um bando de piás
> de quinze anos, com as preocupações e a temática de um
> piá de quinze anos. Esses são os líderes da cena
> local.
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segunda-feira, 18 de março de 2002
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