A poluição luminosa provoca consequências sérias para a saúde e o meio-ambiente, assim como pode causar alguma devastação filosófica. Essas questões são exploradas no documentário 'The city dark', que estreou anteontem nos cinemas de Nova York. "Eu fico preocupada com que a falta de contato nosso com o céu esteja provocando coisas sutis em nós", diz, no filme, a escritora Ann Druyan, viúva de Carl Sagan.
As consequências agudas e vastas da poluição luminosa são elucidadas por astrônomos, astronautas, historiadores, ornitologistas, epidemiologistas, neurologistas, biólogos e criminologistas. O filme é escrito, dirigido e produzido pelo documentarista radicado no Brooklyn Ian Cheney. "Comecei com uma questão simples: 'Por que precisamos das estrelas?'. Como podemos definir o que ganhamos da observação visual do universo? A cultura humana precisa do contexto maior do cosmos como auxílio de perspectiva?"
Cheney falou com astrônomos e outros "stargazers", incluindo os moradores do Arizona Sky Village, uma comunidade residencial em Portal, Arizona, dedicada a preservar a mácula dos seus céus noturnos. Ele também entrevistou o dono de uma loja de lâmpadas que mostra como evolui a iluminação através dos anos, e com membros de um grupo urbano de escoteiros sobre ver as estrelas durante uma viagem de acampamento.
Com o intuito de abordar os efeitos da poluição de luz em nós, humanos, o filme discute de que forma horizontes iluminados demais podem confundir aves migratórias, fazendo com que se choquem contra muros, e como praias iluminadas por edifícios desorientam tartarugas-marinhas recém nascidas, que têm um curto tempo para chegarem até o mar.
Cheney também falou com médicos que dizem que há evidências de que a poluição de luz pode ser nociva ao corpo humano. O epidemiologista Richard Stevens, da Universidade de Connecticut, apresenta evidência de que pessoas expostas a luz, à noite, têm um aumento do risco de câncer.
"Dado que o planeta Terra tem evoluído por bilhões de anos com um ritmo muito consistente de luz e escuridão, a repentina introdução da luz elétrica pode nos afetar mais do que nossa visão das estrelas?", pergunta Cheney.
"Quando você olha para o céu noturno, você se dá conta de quão insignificantes nós somos no cosmos", diz o astrônomo Neil de Grasse Tyson, diretor do Hayden Planetarium, no Museu Americano de História Natural dde New York. "É uma espécie de ressetagem do ego. Privar-se daquele estado mental significa não viver toda a extensão do que é ser humano." (Space.com / tradução minha)
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sexta-feira, 20 de janeiro de 2012
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