
Adeus doloroso
(Fabiano Baldasso)
D'Alessandro não é um atleta do Internacional. É uma instituição a serviço de outra.
Existem vários fatores que vão tornando um jogador importante para o clube e D'Alessandro não se limitou a passar por todos eles: passou com o tradicional drible "La Boba", olhou pra trás e riu de todos os percalços que para ele fizeram parte apenas de uma brincadeira... como se fosse.
D'Alessandro virou homem Grenal, homem Sul-Americana, homem Libertadores. Quem não lembra da Sul-Americana de 2008, na Bombonera, quando D'Ale botou o dedo na cara dos "bosteros" que são odiados por ele desde o ventre materno. Palco onde, anos antes, Chiquinho e Dieguinho tiravam fotos e arregalavam os olhos com pavor do adversário.
Pernas finas, voz pequena, alma gigante e envolvimento oceânico.
D'Alessandro é o melhor jogador do Internacional desde Falcão, mas ganhou mais, vibrou mais, sofreu mais, reclamou mais.
O futebol gaúcho pode estar perdendo seu principal expoente em décadas. Um argentino insolente que vestiu a camisa colorada como muitos... e a dignificou como poucos. D'Alessandro pode se ir... e deixar o coração despedaçado de milhares de colorados. Fica na história, belíssima história, uma das páginas mais bonitas e vencedoras do auto-intitulado campeão de tudo. E se foi campeão de tudo, muito foi por causa dele.
¡Adiós, Cabezón! Obrigador por ter feito o futebol gaúcho mais vencedor.

Um comentário:
acho exagero. fernandao foi melhor (e muito mais importante) que o dalessandro.
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