Steven Johnson: Fale sobre aquela sua ideia que eu amei.
Brian Eno: Uma das coisas que um produtor pode fazer é pensar em formas de tirar as pessoas de seus hábitos. Qualquer grupo que tenha trabalhado junto há algum tempo tende a cair em um modo habitual de se fazer as coisas. Uma pessoa tende a ser sempre quem lidera o processo; outro do grupo é quem apoia o líder; outro chega mais tarde e não diz muita coisa até o fim do processo; e outro é o teimoso, contrabalançando o mais entusiasta. OK, isso é parte da química de um grupo de pessoas trabalhando juntas. Mas isso pode se tornar vicioso e entediante, então eu penso em formas de desorganizar, de transformar em um jogo. Então eu digo: “Você vai dar todas as ordens; você, a pessoa que costuma ser a que fala, vai fazer só o que lhe mandarem. E você vai tocar esse instrumento em que você geralmente não encosta, que você nem consegue tocar direito”. [Laughs] Isso é muito produtivo e dá resultados imediatos. Deixa as pessoas mais soltas. E aumenta o leque de possibilidades em que se pode navegar. Se você diz a alguém que não é baterista para tocar a bateria, você terá uma batida muito simples, e então você começa a criar e a pensar de uma forma diferente. Imediatamente você sai do curso normal que as coisas têm seguido.
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segunda-feira, 24 de outubro de 2011
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