Por que as plantas mereceriam morrer mais que os animais? Sob esse aspecto, não há razão para ser vegetariano, defende a bióloga e autora do livro 'Naming Nature - The Clash Between Instinct and Science', Carol Kaesuk Yoon, para o New York Times.
As diferenças de importância aparente são coisas como o fato de as plantas não possuírem nervos ou cérebros. Com isso concluímos que elas não sentiriam dor. Em outras palavras, as diferenças que importam são aquelas que provam que uma planta não sofre como nós. Também se torna importante o fato de plantas não terem rostos. Rosto é um requisito para os humanos, não só para provar que lidamos com um indivíduo, mas também que aquele indivíduo é capaz de sofrer.
Por outro lado, os animais (e não apenas os evolutivamente mais próximos, como chimpanzés e gorilas, mas espécies bastante distintas, mamíferos como vacas e porcos), podem sentir o que qualquer um concordaria ser sofrimento e dor. Quando atacados, esses animais entram em agonia, gritam, lutam e correm o mais rápido que conseguem. Obviamente, se não matarmos esses animais para comê-los, todo esse sofrimento é evitado.
Enquanto isso, se você arranca uma folha ou um pedaço de caule, uma planta não faz caretas ou grita de dor. As plantas não parecem se importar em serem mortas, pelo menos até onde podemos ver. Mas a dificuldade pode ser exatamente essa.
Diferente de uma vaca em fuga, as reações das plantas a um ataque são muito mais difíceis de notar. Porém, assim como uma galinha correndo em círculos sem a cabeça, um pé de milho arrancado do solo luta para se salvar com o mesmo ardor e inutilidade, mesmo sendo menos óbvio aos ouvidos e olhos humanos.
Quando uma planta é ferida, entra imediatamente em modo de proteção. Ela libera um conjunto de químicos voláteis que mostrou, em alguns casos, induzir as plantas vizinhas a iniciarem suas próprias defesas químicas e, em outros, atrair predadores dos seres que causam os danos. Dentro da planta, sistemas de reparos são iniciados e as defesas se preparam. Os detalhes moleculares ainda estão sendo estudados por cientistas, mas o processo envolve moléculas de sinalização fluindo pelo corpo para reunir as tropas celulares, chegando a alistar o próprio genoma - que começa a produzir proteínas ligadas à defesa.
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segunda-feira, 3 de outubro de 2011
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