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sábado, 31 de dezembro de 2005
2006 vai ser o ano.
Há espaço para votar em melhores discos do ano (1 nacional e 1 internacional) no recifense Coquetel Molotov, através do e-mail coquetelmolotov@coquetelmolotov.com.br
Os melhores e piores momentos de 2005
Gui (Peligro Discos) - "Esse ano foi cheio de coisas boas. A Peligro iniciou dois projetos muito importantes para sua história - as festas semanais no Milo Garage e o nosso selo, a Open Field. Produzimos exatamente 50 grandes shows de todos os estilos, de Parteum a Lavajato, Wandula a Satanique Samba Trio, Elma a Orquestra de Improvisação Abaetetuba. Lançamos oito discos em menos de um ano, começando com a personalidade do ano pra mim que é o Tony da Gatorra. Parece que faz tempo, mas foi apenas em abril desse ano que ele veio pra São Paulo pela primeira vez, lançar seu disco. Desde então, voltou mais duas vezes, gravou disco novo (para sair no ano que vem), angariou uma legião de fãs, encarou e venceu a Ordem dos Músicos do Brasil e não cansou. Fora isso, não seria coerente se eu não achasse que os discos que lançamos estão entre os grandes do ano. Entre os meus favoritos absolutos destaco os álbuns de estréia do Fossil, Ahlev de Bossa e input_output, além do novo disco da Nancy e uma coletânea de demos do Sandro Garcia. E Vurla também, é sempre bom lançar seu próprio disco. Parece que não toquei muito esse ano, mas fiz dois shows com o Vurla, três com o Tony da Gatorra (informalmente chamado de Tony 3G), dois com o Prelinger Archives Orchestra e mais um com o Blue Afternoon, pra não passar batido. Foi um bom ano. Não tenho muito do que reclamar, só outra vez da preguiça nas escalações dos grandes festivais e da desatenção contínua da grande imprensa. Ah, queria ter terminado e lançado o disco novo do Blue Afternoon. Fica como resolução para o novo ano."
sexta-feira, 30 de dezembro de 2005
Mandei assim para o Scream & Yell, "votação da crítica".
> MELHOR DISCO NACIONAL
1. Artificial "Free U.S.A."
2. Ahlev De Bossa "Ahlev De Bossa"
3. Lobão "Canções dentro da noite escura"
> MELHOR DISCO INTERNACIONAL
1. Nine Inch Nails "With teeth"
2. Foo Fighters "In your honor"
3. The Fiery Furnaces "EP"
4. Grandaddy "Excerpts from the diary of Todd Zilla"
5. VVV "Resurrection river"
> MELHOR MÚSICA NACIONAL
1. Lobão "Boa noite Cinderela"
2. Lobão "Pra sempre essa noite"
> MELHOR MÚSICA INTERNACIONAL
1. dEUS "Bad timing"
2. Architecture In Helsinki "Wishbone"
3. The Boy Least Likely To "Monster"
4. Stars "Your ex-lover is dead"
5. Arab Strap "(If there's) no hope for us"
> MELHOR SHOW INTERNACIONAL
1. Nine Inch Nails (SP)
2. The Arcade Fire (RS)
3. Sonic Youth (SP)
4. The Flaming Lips (SP)
> MELHOR FILME
1. Vincent Gallo "Brown bunny"
2. Thomas Vinterberg "Dear Wendy"
3. Martin Scorcese "No direction home"
4. Chan-Wook Park "Old boy"
5. Garth Jennings "O mochileiro das galáxias"
> MELHOR DISCO NACIONAL
1. Artificial "Free U.S.A."
2. Ahlev De Bossa "Ahlev De Bossa"
3. Lobão "Canções dentro da noite escura"
> MELHOR DISCO INTERNACIONAL
1. Nine Inch Nails "With teeth"
2. Foo Fighters "In your honor"
3. The Fiery Furnaces "EP"
4. Grandaddy "Excerpts from the diary of Todd Zilla"
5. VVV "Resurrection river"
> MELHOR MÚSICA NACIONAL
1. Lobão "Boa noite Cinderela"
2. Lobão "Pra sempre essa noite"
> MELHOR MÚSICA INTERNACIONAL
1. dEUS "Bad timing"
2. Architecture In Helsinki "Wishbone"
3. The Boy Least Likely To "Monster"
4. Stars "Your ex-lover is dead"
5. Arab Strap "(If there's) no hope for us"
> MELHOR SHOW INTERNACIONAL
1. Nine Inch Nails (SP)
2. The Arcade Fire (RS)
3. Sonic Youth (SP)
4. The Flaming Lips (SP)
> MELHOR FILME
1. Vincent Gallo "Brown bunny"
2. Thomas Vinterberg "Dear Wendy"
3. Martin Scorcese "No direction home"
4. Chan-Wook Park "Old boy"
5. Garth Jennings "O mochileiro das galáxias"
input_output em quarto para melhor disco nacional de 2005 na comunidade do Scream & Yell no orkut.
11 votos
Violins - Grandes Infieis
07 votos
Los Hermanos - 4
05 votos
Pato Fu - Toda Cura Para Todo Mal
03 votos
input_ouput - eu contenho todos os meus anos dentro de mim
11 votos
Violins - Grandes Infieis
07 votos
Los Hermanos - 4
05 votos
Pato Fu - Toda Cura Para Todo Mal
03 votos
input_ouput - eu contenho todos os meus anos dentro de mim
segunda-feira, 26 de dezembro de 2005
Projeto para série de performances em espaços domésticos [brasil, janeiro 2006]
Olá,
Meu nome é Dennis McNulty. Sou músico e artista. Você pode conhecer meu trabalho no meu website. Estarei no Brasil entre 18th e 29th Janeiro 2006.
Eu planejo tocar em espaços domésticos, de preferência em apartamentos em andares altos, de onde se possa ver telhados de outros prédios. Gostaria de tocar nas seguintes cidades: São Paulo, Brasília, Belo Horizonte, Porto Alegre e Rio de Janeiro. Outras propostas interessantes podem ser consideradas.
Você encontra também mp3s em meu website.
Se você gostaria que eu tocasse no lugar onde você mora, por favor mande-me a seguinte informação:
Nome.
Endereço.
Telefone.
Seus três CDs favoritos.
E três fotos:
- uma do quarto onde você gostaria que eu tocasse;
- uma da vista da janela;
- uma da parte de trás do seu stereo system, para que eu verifique se posso utilizá-lo como amplificador.
E diga-me os dias/datas mais adequados para a performance. Mande as fotos e outras informações para: brasil2006@dennismcnulty.com
Obrigado,
Dennis McNulty, dezembro de 2005.
***
1. Pedido: Estarei no Brasil entre 18th e 29th Janeiro 2006. Gostaria de apresentar performances em espaços domésticos, preferencialmente apartamentos em andares altos, de onde se possa ver os telhados de outros prédios.
Gostaria de tocar nas seguintes cidades: São Paulo, Brasília, Belo Horizonte, Porto Alegre e Rio de Janeiro. Outras propostas interessantes podem ser consideradas.
2. Público: Convidarei um máximo de 5 pessoas. Vocês podem convidar quantas outras quiserem, desde que fiquem confortáveis no espaço. Se o espaço for pequeno em relação ao público, eu e os speakers podemos ficar em cômodos diferentes. Podemos discutir a respeito.
3. Duração: Costumo tocar entre meia e uma hora, mas existem outras possibilidades. Podemos combinar a duração antes que eu comece a tocar.
4. Horário: Eu gostaria que a performance acontecesse durante a "hora mágica" (logo antes do pôr-do-sol), mas estou aberto para discutir a respeito.
5. Equipamento: Você deve me fornecer uma mesa, uma cadeira e dois auto-falantes. Precisarei de alguma amplificação, um soundsystem doméstico deve ser o suficiente mas ele deverá ter uma entrada para auxiliar (AUX). Se você me mandar uma fotografia da parte de trás do seu soundsystem posso verificar eu mesmo se ele pode ser usado ou não.
6. Documentação: Gravarei a performance; posso fornecer uma câmera se vocês conhecerem alguém disposto a fazer fotos.
7. Pagamento: Vocês me fornecem uma refeição.
Olá,
Meu nome é Dennis McNulty. Sou músico e artista. Você pode conhecer meu trabalho no meu website. Estarei no Brasil entre 18th e 29th Janeiro 2006.
Eu planejo tocar em espaços domésticos, de preferência em apartamentos em andares altos, de onde se possa ver telhados de outros prédios. Gostaria de tocar nas seguintes cidades: São Paulo, Brasília, Belo Horizonte, Porto Alegre e Rio de Janeiro. Outras propostas interessantes podem ser consideradas.
Você encontra também mp3s em meu website.
Se você gostaria que eu tocasse no lugar onde você mora, por favor mande-me a seguinte informação:
Nome.
Endereço.
Telefone.
Seus três CDs favoritos.
E três fotos:
- uma do quarto onde você gostaria que eu tocasse;
- uma da vista da janela;
- uma da parte de trás do seu stereo system, para que eu verifique se posso utilizá-lo como amplificador.
E diga-me os dias/datas mais adequados para a performance. Mande as fotos e outras informações para: brasil2006@dennismcnulty.com
Obrigado,
Dennis McNulty, dezembro de 2005.
***
1. Pedido: Estarei no Brasil entre 18th e 29th Janeiro 2006. Gostaria de apresentar performances em espaços domésticos, preferencialmente apartamentos em andares altos, de onde se possa ver os telhados de outros prédios.
Gostaria de tocar nas seguintes cidades: São Paulo, Brasília, Belo Horizonte, Porto Alegre e Rio de Janeiro. Outras propostas interessantes podem ser consideradas.
2. Público: Convidarei um máximo de 5 pessoas. Vocês podem convidar quantas outras quiserem, desde que fiquem confortáveis no espaço. Se o espaço for pequeno em relação ao público, eu e os speakers podemos ficar em cômodos diferentes. Podemos discutir a respeito.
3. Duração: Costumo tocar entre meia e uma hora, mas existem outras possibilidades. Podemos combinar a duração antes que eu comece a tocar.
4. Horário: Eu gostaria que a performance acontecesse durante a "hora mágica" (logo antes do pôr-do-sol), mas estou aberto para discutir a respeito.
5. Equipamento: Você deve me fornecer uma mesa, uma cadeira e dois auto-falantes. Precisarei de alguma amplificação, um soundsystem doméstico deve ser o suficiente mas ele deverá ter uma entrada para auxiliar (AUX). Se você me mandar uma fotografia da parte de trás do seu soundsystem posso verificar eu mesmo se ele pode ser usado ou não.
6. Documentação: Gravarei a performance; posso fornecer uma câmera se vocês conhecerem alguém disposto a fazer fotos.
7. Pagamento: Vocês me fornecem uma refeição.
sexta-feira, 23 de dezembro de 2005
"(...) It's a shame that these areas missed out on the Pan Sonic experience - and trust me, it is an experience.
"Seeing Pan Sonic perform live has never been a letdown for me. Sometimes it's noisier, sometimes it's more ambient, but it's always loud and intense. The Mercury Lounge show was a top performance, a study in contrast between utter brutality and perfect calm -- brutal in the sense of a near-intolerably loud barrage of essentially pure noise (I still don't know how people go to Pan Sonic shows and seem surprised at the decibels!), but calming because if you yield yourself, there's nothing quite like letting your mind and body wallow in the sound.
"The only letdown was the lack of live oscilloscope readings of the music projected behind the performers, which they have done before. It's too appropriate, really - here is a band that is devoted to sound in its purest, most unadulterated form - and when you can see what you're hearing, those beautiful waveforms, it really brings it home that what you hear is pure art." (Micah Stupak)
Mika Vainio trabalhou, antes de formar o Pan Sonic, numa banda que seguia a linha dos Einstürzende Neubauten, tocando com similares "found instruments": rádios, ferramentas e objetos metálicos.
Ele disse que gosta de Aube. "Cardiac Strain [lançado pela Alien8 Records] is created solely from the human heartbeat, although one wouldn't guess it at first. Distinct heartbeat sounds are heard, but much of the album distorts and twists these sounds beyond recognition." (AMG)
"Seeing Pan Sonic perform live has never been a letdown for me. Sometimes it's noisier, sometimes it's more ambient, but it's always loud and intense. The Mercury Lounge show was a top performance, a study in contrast between utter brutality and perfect calm -- brutal in the sense of a near-intolerably loud barrage of essentially pure noise (I still don't know how people go to Pan Sonic shows and seem surprised at the decibels!), but calming because if you yield yourself, there's nothing quite like letting your mind and body wallow in the sound.
"The only letdown was the lack of live oscilloscope readings of the music projected behind the performers, which they have done before. It's too appropriate, really - here is a band that is devoted to sound in its purest, most unadulterated form - and when you can see what you're hearing, those beautiful waveforms, it really brings it home that what you hear is pure art." (Micah Stupak)
Mika Vainio trabalhou, antes de formar o Pan Sonic, numa banda que seguia a linha dos Einstürzende Neubauten, tocando com similares "found instruments": rádios, ferramentas e objetos metálicos.
Ele disse que gosta de Aube. "Cardiac Strain [lançado pela Alien8 Records] is created solely from the human heartbeat, although one wouldn't guess it at first. Distinct heartbeat sounds are heard, but much of the album distorts and twists these sounds beyond recognition." (AMG)
"As pessoas sabem que há um meio de fazer com que o desenvolvimento espiritual se dê, mas a Igreja não nos ajuda nesse sentido porque fala de eventos metafísicos como se fossem fatos históricos. A Ascensão, na verdade, representa a jornada interior, mitológica. E o Nascimento Virginal refere-se ao nascimento da vida espiritual no ser humano. (...) Jung nos escreveu que o mito moderno dos objetos voadores não identificados diz-nos algo sobre as expectativas visionárias da humanidade. As pessoas esperam visitantes do espaço exterior porque acreditam que nossa libertação virá de lá. (...) O Reino do Pai não virá com a espera. Nós o produzimos em nossos próprios corações. O Reino é aqui. Olhamos para o mundo e vemos o brilho. (...) A morte e ressurreição dos heróis são um modelo para a saída da casca da antiga vida e a entrada na nova." (Joseph Campbell)
Feliz-Natal.
Feliz-Natal.
A minha bíblia, o All Music Guide, também fez listas de melhores do ano, sob a alcunha de guia de presentes, devidamente dividido em categorias.
***
Oh não, agora minha compulsão foi pesquisar (esta era a pior coisa que poderia ter acontecido neste momento, sério) o coletivo Elephant 6...
The Apples In Stereo
Beulah
Black Swan Network
Chocolate USA
Circulatory System
Dixie Blood Mustache
Dressy Bessy
Elf Power
Essex Green
Frosted Ambassador
The Gerbils
High Water Marks
Major Organ And The Adding Machine
Jeff Mangum (coming soon)
Marbles
Minders
The Music Tapes
Neutral Milk Hotel
Olivia Tremor Control
Orchestre Fantastique
Pipes You See, Pipes You Don't
Secret Square
Sunshine Fix
Ulysses
Von Hemmling
The Extended Family
Bablicon
Fablefactory
Great Lakes
A Hawk And A Hacksaw (coming soon)
The Instruments (coming soon)
Ladybug Transistor
Late B.P. Helium
Marshmallow Coast
Marta Tennae
Midget and Hairs
My First Keyboard
Of Montreal
Thimble Circus
Visitations
Black Swan Network
"Genres: Experimental Rock, Instrumental Rock, Post-Rock/ Experimental, Experimental Ambient. Moods: Hypnotic. (...) A small note in the booklet of the Olivia Tremor Control's Dusk at Cubist Castle invited listeners to send tape recordings of themselves describing their dreams, real or imaginary, to the band's post office box in Athens, GA. Many did, and those tapes are the basis of the Black Swan Network."
Chocolate U.S.A.
"Smoke Machine is the second and final album from Chocolate USA, a kind of satellite, proto-Elephant 6 band (...), it springs out of childhood experiences."
Essex Green
"The Essex Green's debut album captures the sound and spirit of the psychedelic era with an uncanny accuracy which makes the rest of the Elephant 6 collective seem positively postmodern by comparison. Everything Is Green (...) evokes not merely the sonic grandeur of pop's past but its limitless possibilities as well."
The Gerbils
"At this point in time, listener tolerance for yet another record from the Elephant 6 sphere is going to depend almost completely on the individual's appetite for the fuzzy, noisy pop aesthetic which connects the label's multiplying releases together - if you already like Neutral Milk Hotel or the Olivia Tremor Control, then Are You Sleepy? is most definitely for you."
Marbles
"Not a band per se, the Marbles were essentiallly the alias of singer/songwriter Robert Schneider, better known as the frontman of the frontman of the Apples (in stereo). A four-track solo project, the Marbles began in March 1992 in the Denver, Colorado apartment Schneider shared with fellow Ruston, Louisiana native and future Olivia Tremor Control founder W. Cullen Hart; primarily a solo project, its sunny pop reflected Schneider's ongoing love of the Beach Boys, incorporating Casios and toy musical instruments into his gentle, guitar-based songs. Upon the Apples' formation in 1993, the Marbles effectively ceased to exist; a posthumous compilation of material entitled Pyramid Landing and Other Favorites appeared in 1997."
Olivia Tremor Control
"Not the Beatles, but an incredible facsimile: on their sprawling 27-song debut opus, Music From the Unrealized Film Script, Dusk at Cubist Castle, the Olivia Tremor Control manage to summon not only the sound of the White Album-era Fab Four, but also the unfettered creativity. The soundtrack to an unmade film about a pair of women named Olivia and Jacqueline and a massive earthquake dubbed the California Demise, the album incorporates a slew of influences and textures (including Beach Boys-flavored pop, psychedelia, Krautrock, noise, and folk-rock) and synthesizes them into a distinct homebrew of shimmering harmonies, guitar drones, backward tape loops, and inventive effects. As an added bonus, the first few thousand copies came with a bonus CD of ambient "dream sequences" - titled Explanation II - which, when played simultaneously with the first disc, realizes true quadraphonic sound. Amazing."
Ulysses
".010 was recorded live around one microphone in Schneider[Apples In Stereo]'s garage with some vocal and synth overdubs added later. The result is predictably lo-fi and raw, with the sound built around buzzing analog synths and Schneider's clanging rhythm guitar. (...) Elephant 6 fans might not know quite what to make of a record that is so simple and honest; hopefully, they will give it a chance because it is as strong musically as anything the Apples in Stereo have done and 100 times as powerful emotionally."
Ladybug Transistor
"With The Albemarle Sound, Ladybug Transistor finally achieves the pop grandeur their earlier records promised - from its lush arrangements and rich melodies right down to the perfectly retro cover art, the 1999 copyright date is the only telltale clue that the album wasn't actually released three decades earlier instead. As opposed to the like-minded bands of the Elephant 6 collective, whose similar nods in the direction of late-'60s popcraft butt heads with their concurrent desire to pursue more experimental paths, the Ladybugs aspire to exactly replicate the orchestral confections of obvious inspirations like Brian Wilson and Burt Bacharach (...)."
***
Oh não, agora minha compulsão foi pesquisar (esta era a pior coisa que poderia ter acontecido neste momento, sério) o coletivo Elephant 6...
The Apples In Stereo
Beulah
Black Swan Network
Chocolate USA
Circulatory System
Dixie Blood Mustache
Dressy Bessy
Elf Power
Essex Green
Frosted Ambassador
The Gerbils
High Water Marks
Major Organ And The Adding Machine
Jeff Mangum (coming soon)
Marbles
Minders
The Music Tapes
Neutral Milk Hotel
Olivia Tremor Control
Orchestre Fantastique
Pipes You See, Pipes You Don't
Secret Square
Sunshine Fix
Ulysses
Von Hemmling
The Extended Family
Bablicon
Fablefactory
Great Lakes
A Hawk And A Hacksaw (coming soon)
The Instruments (coming soon)
Ladybug Transistor
Late B.P. Helium
Marshmallow Coast
Marta Tennae
Midget and Hairs
My First Keyboard
Of Montreal
Thimble Circus
Visitations
Black Swan Network
"Genres: Experimental Rock, Instrumental Rock, Post-Rock/ Experimental, Experimental Ambient. Moods: Hypnotic. (...) A small note in the booklet of the Olivia Tremor Control's Dusk at Cubist Castle invited listeners to send tape recordings of themselves describing their dreams, real or imaginary, to the band's post office box in Athens, GA. Many did, and those tapes are the basis of the Black Swan Network."
Chocolate U.S.A.
"Smoke Machine is the second and final album from Chocolate USA, a kind of satellite, proto-Elephant 6 band (...), it springs out of childhood experiences."
Essex Green
"The Essex Green's debut album captures the sound and spirit of the psychedelic era with an uncanny accuracy which makes the rest of the Elephant 6 collective seem positively postmodern by comparison. Everything Is Green (...) evokes not merely the sonic grandeur of pop's past but its limitless possibilities as well."
The Gerbils
"At this point in time, listener tolerance for yet another record from the Elephant 6 sphere is going to depend almost completely on the individual's appetite for the fuzzy, noisy pop aesthetic which connects the label's multiplying releases together - if you already like Neutral Milk Hotel or the Olivia Tremor Control, then Are You Sleepy? is most definitely for you."
Marbles
"Not a band per se, the Marbles were essentiallly the alias of singer/songwriter Robert Schneider, better known as the frontman of the frontman of the Apples (in stereo). A four-track solo project, the Marbles began in March 1992 in the Denver, Colorado apartment Schneider shared with fellow Ruston, Louisiana native and future Olivia Tremor Control founder W. Cullen Hart; primarily a solo project, its sunny pop reflected Schneider's ongoing love of the Beach Boys, incorporating Casios and toy musical instruments into his gentle, guitar-based songs. Upon the Apples' formation in 1993, the Marbles effectively ceased to exist; a posthumous compilation of material entitled Pyramid Landing and Other Favorites appeared in 1997."
Olivia Tremor Control
"Not the Beatles, but an incredible facsimile: on their sprawling 27-song debut opus, Music From the Unrealized Film Script, Dusk at Cubist Castle, the Olivia Tremor Control manage to summon not only the sound of the White Album-era Fab Four, but also the unfettered creativity. The soundtrack to an unmade film about a pair of women named Olivia and Jacqueline and a massive earthquake dubbed the California Demise, the album incorporates a slew of influences and textures (including Beach Boys-flavored pop, psychedelia, Krautrock, noise, and folk-rock) and synthesizes them into a distinct homebrew of shimmering harmonies, guitar drones, backward tape loops, and inventive effects. As an added bonus, the first few thousand copies came with a bonus CD of ambient "dream sequences" - titled Explanation II - which, when played simultaneously with the first disc, realizes true quadraphonic sound. Amazing."
Ulysses
".010 was recorded live around one microphone in Schneider[Apples In Stereo]'s garage with some vocal and synth overdubs added later. The result is predictably lo-fi and raw, with the sound built around buzzing analog synths and Schneider's clanging rhythm guitar. (...) Elephant 6 fans might not know quite what to make of a record that is so simple and honest; hopefully, they will give it a chance because it is as strong musically as anything the Apples in Stereo have done and 100 times as powerful emotionally."
Ladybug Transistor
"With The Albemarle Sound, Ladybug Transistor finally achieves the pop grandeur their earlier records promised - from its lush arrangements and rich melodies right down to the perfectly retro cover art, the 1999 copyright date is the only telltale clue that the album wasn't actually released three decades earlier instead. As opposed to the like-minded bands of the Elephant 6 collective, whose similar nods in the direction of late-'60s popcraft butt heads with their concurrent desire to pursue more experimental paths, the Ladybugs aspire to exactly replicate the orchestral confections of obvious inspirations like Brian Wilson and Burt Bacharach (...)."
quarta-feira, 21 de dezembro de 2005
Quando me diziam que o cover que o velhinho Johnny Cash fez de Nine Inch Nails (puta e sui generis homenagem! - tão sui generis que as pessoas costumam achar que foi o NIN quem coverizou o Johnny Cash) era poderoso, eu não imaginava tudo o que realmente é.
Primeiro assisti ao vídeo (dirigido pelo Mark Romanek): face enrugada cantando essa letra (aqui embaixo) do filho da puta Trent Reznor, sentado ao piano. E, durante a segunda assistência, eu corri para o soulseek, baixar essa versão de 'Hurt'. Em seguida, coloquei no CD-player a versão original dos NIN, contida no disco 'The downward spiral', e, "balada" que é, desaparece ao lado do PESO da voz e do piano do velho Cash. Afinal, ele é o cara que tocou fogo numa floresta. (E o Trent tocou fogo no Sonic Youth.)
I hurt myself today
to see if I still feel
I focus on the pain
the only thing that's real
the needle tears a hole
the old familiar sting
try to kill it all away
but I remember everything
what have I become?
my sweetest friend
everyone I know
goes away in the end
and you could have it all
my empire of dirt
I will let you down
I will make you hurt
I wear this crown of thorns
upon my liar's chair
full of broken thoughts
I cannot repair
beneath the stains of time
the feelings disappear
you are someone else
I am still right here
what have I become?
my sweetest friend
everyone I know
goes away in the end
and you could have it all
my empire of dirt
I will let you down
I will make you hurt
if I could start again
a million miles away
I would keep myself
I would find a way
[Update.]
Johnny Cash lançou quatro discos de covers com o Rick Rubin (Beastie Boys, Slayer, RHCP, The Jayhawks), em que são destacadas a sua voz barítona, uma produção minimal e alguns duetos com convidados. O que contém 'Hurt' e 'Personal Jesus', dos Depeche Mode, é o quarto - 'American IV: the man comes around' (2002). Os outros destaques (sem eu ter ouvido ainda) são 'I see a darkness', do Bonnie Prince Billy, em 'American III: solitary man' (2000); 'Rowboat', do Beck, abrindo 'Unchained' (1996), correspondente ao 'American II); e 'Bird on a wire', do Leonard Cohen, e 'Down there by the train', do Tom Waits, em 'American recordings' (1994).
Primeiro assisti ao vídeo (dirigido pelo Mark Romanek): face enrugada cantando essa letra (aqui embaixo) do filho da puta Trent Reznor, sentado ao piano. E, durante a segunda assistência, eu corri para o soulseek, baixar essa versão de 'Hurt'. Em seguida, coloquei no CD-player a versão original dos NIN, contida no disco 'The downward spiral', e, "balada" que é, desaparece ao lado do PESO da voz e do piano do velho Cash. Afinal, ele é o cara que tocou fogo numa floresta. (E o Trent tocou fogo no Sonic Youth.)
I hurt myself today
to see if I still feel
I focus on the pain
the only thing that's real
the needle tears a hole
the old familiar sting
try to kill it all away
but I remember everything
what have I become?
my sweetest friend
everyone I know
goes away in the end
and you could have it all
my empire of dirt
I will let you down
I will make you hurt
I wear this crown of thorns
upon my liar's chair
full of broken thoughts
I cannot repair
beneath the stains of time
the feelings disappear
you are someone else
I am still right here
what have I become?
my sweetest friend
everyone I know
goes away in the end
and you could have it all
my empire of dirt
I will let you down
I will make you hurt
if I could start again
a million miles away
I would keep myself
I would find a way
[Update.]
Johnny Cash lançou quatro discos de covers com o Rick Rubin (Beastie Boys, Slayer, RHCP, The Jayhawks), em que são destacadas a sua voz barítona, uma produção minimal e alguns duetos com convidados. O que contém 'Hurt' e 'Personal Jesus', dos Depeche Mode, é o quarto - 'American IV: the man comes around' (2002). Os outros destaques (sem eu ter ouvido ainda) são 'I see a darkness', do Bonnie Prince Billy, em 'American III: solitary man' (2000); 'Rowboat', do Beck, abrindo 'Unchained' (1996), correspondente ao 'American II); e 'Bird on a wire', do Leonard Cohen, e 'Down there by the train', do Tom Waits, em 'American recordings' (1994).
terça-feira, 20 de dezembro de 2005
Algo assim PRECISA ser feito aqui.
Exotic Audio Research
The Wire ISSUE 157, March 1997
Words: Rob Young
"Num dia memorável do final dos anos 80, na capital finlandesa Helsinki, integrantes de um grupo músico-performático chamado Ultra 3 sujeitaram-se a um teste de resistência sônica. Isolados numa sala pequena, ali ficaram por dez horas, sem comida ou qualquer suprimento, imersos num rumor sonoro de baixa baixa freqüência a 125 decibéis.
"Quase uma década depois, dois membros daquele grupo, Mika Vainio e llpo Väisänen, na sua residência em South London, ficaram criando música em público seis horas por dia, todo dia, por três semanas. (...)
"O Pan Sonic vem de uma pequena coleção de almas na Finlândia (um lugar onde, segundo eles, 'dificilmente alguma coisa acontece alguma vez') que se dedicam a cultivar um clima bizarro de experimento artístico e inovação tecnológica. (...) 'A experiência Ultra 3 funcionou muito bem', diz llpo, 'havia um grande sentimento depois daquilo, porque nós treinamos nossas mentes para estar no espaço por dez horas'. (...)"
Exotic Audio Research
The Wire ISSUE 157, March 1997
Words: Rob Young
"Num dia memorável do final dos anos 80, na capital finlandesa Helsinki, integrantes de um grupo músico-performático chamado Ultra 3 sujeitaram-se a um teste de resistência sônica. Isolados numa sala pequena, ali ficaram por dez horas, sem comida ou qualquer suprimento, imersos num rumor sonoro de baixa baixa freqüência a 125 decibéis.
"Quase uma década depois, dois membros daquele grupo, Mika Vainio e llpo Väisänen, na sua residência em South London, ficaram criando música em público seis horas por dia, todo dia, por três semanas. (...)
"O Pan Sonic vem de uma pequena coleção de almas na Finlândia (um lugar onde, segundo eles, 'dificilmente alguma coisa acontece alguma vez') que se dedicam a cultivar um clima bizarro de experimento artístico e inovação tecnológica. (...) 'A experiência Ultra 3 funcionou muito bem', diz llpo, 'havia um grande sentimento depois daquilo, porque nós treinamos nossas mentes para estar no espaço por dez horas'. (...)"
marcadores:
arte,
Pan Sonic,
performance
Não será fácil conseguir o tal maravilhoso Sirkut Electronics Synth Noise Box SNB, multiindicado no Harshnoise.com. (Acho que vou atrás de softwares.)
Mal acredito. Meu disco será lançado em Portugal.
Depois de o projeto para financiamento do livro de contos 'Entre', do Tony, não ter sido selecionado na fase final do Fumproarte, um projeto "grande", de R$ 40 mil, foi desclassificado, e o Tony acabou entrando. Espere óptimos comentários para o ano que vem.
segunda-feira, 19 de dezembro de 2005
'Albanian', uma música nova dos Godspeed You! Black Emperor.
Cidades.Terra
Shows e concertos
Blanchet - Rock
Dia 22/12 - Qui
Horário: 22h
Preço: Antes das 23h, R$ 6,00; Após, R$ 12,00 (valendo uma cerveja) - $
Beco
Av. João Pessoa - 203
Centro
Melodias suaves e climas agridoces, permeados por texturas de samples, que deixam a alma vulnerável para inesperadas explosões de guitarras, zunindo como violinos. Blanched significa palidez, aquilo que foi tornado branco por desbotamento, alvura induzida pelo medo ou emoção intensa.
Shows e concertos
Blanchet - Rock
Dia 22/12 - Qui
Horário: 22h
Preço: Antes das 23h, R$ 6,00; Após, R$ 12,00 (valendo uma cerveja) - $
Beco
Av. João Pessoa - 203
Centro
Melodias suaves e climas agridoces, permeados por texturas de samples, que deixam a alma vulnerável para inesperadas explosões de guitarras, zunindo como violinos. Blanched significa palidez, aquilo que foi tornado branco por desbotamento, alvura induzida pelo medo ou emoção intensa.
Língua inglesa: Formação das palavras: Sufixação: Sufixo "er".
(Uma questão que muitos não percebem.)
sample(s) = exemplo(s)
sampler(s) = exemplificador(es), "sampleador(es)", o APARELHO que PRODUZ os SAMPLES
(Uma questão que muitos não percebem.)
sample(s) = exemplo(s)
sampler(s) = exemplificador(es), "sampleador(es)", o APARELHO que PRODUZ os SAMPLES
A voz do Yury Hermuche (Frank Poole), mal interpretada por muitos mas bem apreciada por mim, está de volta com o FireFriend.
domingo, 18 de dezembro de 2005
No show de quinta da Blanched o João Perassolo estreiará a Noisy Produções, conforme anunciado no novo fotolog da Noisy e na sua comunidade no orkut.
Blanched faz única apresentação do ano dia 22, no Beco
Melodias suaves e climas agridoces, permeados por texturas de samples, que deixam a alma vulnerável para inesperadas explosões de guitarras, zunindo como violinos. Esta é a Blanched, de Novo Hamburgo, que faz seu único show do ano dia 22 de dezembro, quinta, no Beco. A noite ainda conta com discotecagens de Douglas Dickel, Daniel Galera e JotaPê (Noisy).
Formada em 2001 por Marcelo Koch (bateria), Priscila Wachs (flauta), Leonardo Fleck, Daniel Galera e Douglas Dickel (que se revezam entre um baixo e duas guitarras), a Blanched já lançou dois eps: 'Ter estado aqui' (2002) e 'Blanched toca Angelopoulos' (2004), este último constante de algumas listas dos melhores discos independentes nacionais do ano passado. A banda esteve em pausa devido a viagens de seus integrantes, mas se reunirá para matar a saudade. O desfalque será Priscila Wachs, que passa uma temporada nos EUA. Blanched significa palidez, aquilo que foi tornado branco por desbotamento, alvura induzida pelo medo ou emoção intensa.
Blanched
22 de dezembro, quinta, 22h
Beco (João Pessoa, 203 - Porto Alegre)
Discotecagens: JotaPê (Noisy), Douglas Dickel e Daniel Galera
R$ 6 antes das 23h; R$ 12 depois (valendo ceva)
Realização: Noisy Produções
Melodias suaves e climas agridoces, permeados por texturas de samples, que deixam a alma vulnerável para inesperadas explosões de guitarras, zunindo como violinos. Esta é a Blanched, de Novo Hamburgo, que faz seu único show do ano dia 22 de dezembro, quinta, no Beco. A noite ainda conta com discotecagens de Douglas Dickel, Daniel Galera e JotaPê (Noisy).
Formada em 2001 por Marcelo Koch (bateria), Priscila Wachs (flauta), Leonardo Fleck, Daniel Galera e Douglas Dickel (que se revezam entre um baixo e duas guitarras), a Blanched já lançou dois eps: 'Ter estado aqui' (2002) e 'Blanched toca Angelopoulos' (2004), este último constante de algumas listas dos melhores discos independentes nacionais do ano passado. A banda esteve em pausa devido a viagens de seus integrantes, mas se reunirá para matar a saudade. O desfalque será Priscila Wachs, que passa uma temporada nos EUA. Blanched significa palidez, aquilo que foi tornado branco por desbotamento, alvura induzida pelo medo ou emoção intensa.
Blanched
22 de dezembro, quinta, 22h
Beco (João Pessoa, 203 - Porto Alegre)
Discotecagens: JotaPê (Noisy), Douglas Dickel e Daniel Galera
R$ 6 antes das 23h; R$ 12 depois (valendo ceva)
Realização: Noisy Produções
Olha o que o Tony descobriu...

Uma inebriante entrevista com Joseph Campbell, conduzida pelo jornalista Bill Moyers na aclamada série da PBS nos EUA, transmitida para o mundo inteiro e aqui no Brasil pela TV Cultura. A entrevista é dividida em 6 temas:
1. A Saga do Herói
Muito antes dos cavaleiros medievais se encarregarem de matar dragões, os contos de aventuras heróicas já faziam parte de todas as culturas mundiais. Campbell nos desafia a ver a presença de uma jornada heróica em nossas vidas.
2. A Mensagem do Mito
Campbell compara a história da criação de Gênesis com as histórias de criação no mundo. Por causa das constantes mudanças mundiais, a religião deve ser transformada e novas mitologias devem ser criadas. Hoje em dia, as pessoas se apegam a mitos que não lhes têm serventia alguma.
3. Os Primeiros contadores de Histórias
Campbell discute a importância de aceitar a morte como um renascimento, como no mito do búfalo e a história de Cristo, o ritual de passagem nas sociedades primitivas, o papel dos Xamãs místicos, e o declínio do ritual na sociedade atual.
4. Sacrifício e Felicidade
Campbell discute o papel do sacrifício no mito, que simboliza a necessidade do renascimento. Ele enfatiza a necessidade de cada um encontrar o seu lugar sagrado neste mundo tecnológico e acelerado.
5. O amor e a Deusa
Campbell fala sobre o amor romântico, começando pelos trovadores do século 12. Ele questiona a imagem da mulher, como deusa, virgem, a Mãe Terra.
6. Máscara da Eternidade
Campbell proporciona visões interessantes sobre os conceitos de Deus, religião e eternidade, como foram revelados nos ensinamentos cristãos e nas crenças dos budistas, dos índios Navajo, Schopenhauer, Jung e outros.
Finalmente lançaram \o/
Uma inebriante entrevista com Joseph Campbell, conduzida pelo jornalista Bill Moyers na aclamada série da PBS nos EUA, transmitida para o mundo inteiro e aqui no Brasil pela TV Cultura. A entrevista é dividida em 6 temas:
1. A Saga do Herói
Muito antes dos cavaleiros medievais se encarregarem de matar dragões, os contos de aventuras heróicas já faziam parte de todas as culturas mundiais. Campbell nos desafia a ver a presença de uma jornada heróica em nossas vidas.
2. A Mensagem do Mito
Campbell compara a história da criação de Gênesis com as histórias de criação no mundo. Por causa das constantes mudanças mundiais, a religião deve ser transformada e novas mitologias devem ser criadas. Hoje em dia, as pessoas se apegam a mitos que não lhes têm serventia alguma.
3. Os Primeiros contadores de Histórias
Campbell discute a importância de aceitar a morte como um renascimento, como no mito do búfalo e a história de Cristo, o ritual de passagem nas sociedades primitivas, o papel dos Xamãs místicos, e o declínio do ritual na sociedade atual.
4. Sacrifício e Felicidade
Campbell discute o papel do sacrifício no mito, que simboliza a necessidade do renascimento. Ele enfatiza a necessidade de cada um encontrar o seu lugar sagrado neste mundo tecnológico e acelerado.
5. O amor e a Deusa
Campbell fala sobre o amor romântico, começando pelos trovadores do século 12. Ele questiona a imagem da mulher, como deusa, virgem, a Mãe Terra.
6. Máscara da Eternidade
Campbell proporciona visões interessantes sobre os conceitos de Deus, religião e eternidade, como foram revelados nos ensinamentos cristãos e nas crenças dos budistas, dos índios Navajo, Schopenhauer, Jung e outros.
Finalmente lançaram \o/
sábado, 17 de dezembro de 2005
Os 72 discos que eu baixei & queimei nesse primeiro mês de ADSL - e que já têm capinha.
AjaxFree vs. Splinter vs. Stalin 2005 We are here to fuck our ears
Animal Collective 2004 Sung tongs
Animal Collective 2005 Feels
Apples In Stereo, The 1995 Fun trick noisemaker
Arab Strap 2005 The last romance
Arcade Fire, The 2003 The Arcade Fire EP
Architecture In Helsinki 2005 In case we die
Art Brut 2005 Bang bang rock & roll
Autechre 1995 Tri Repetae++ [disc 2]
Bark Psychosis 1994 Hex
Bell Orchestre 2005 Recording a tape the colour of the light
Beulah 1999 When your heartstrings break
Black Box Recorder 1998 England made me
Black Box Recorder 2000 The facts of life
Clinic 2004 Winchester cathedral
CocoRosie 2004 La maison de mon reve
CocoRosie 2005 Noah's ark
Damned, The 1977 Damned damned damned
Depeche Mode 2005 Playing the angel
Devo 1978 Q: Are we not men? A: We are devo!
Dntel 2001 Life is full of possibilities
Efterklang 2004 Tripper
Elliott Smith 1994 Roman candle
Experimental Audio Research 1997 The Köner experiment
Farmers Manual 1996 No backup
Fly Pan Am 1999 Fly Pan Am
For Carnation, The 2000 The for carnation
Frank Jorge 2004 Vida de verdade
Grandaddy 2005 Excerpts from the diary of Todd Zilla EP
Jessamine 1996 Long arm of coincidence
Laibach 1987 Opus Dei
Lali Puna 2004 Faking the books
LaNOISA 2005 emoDisfunction
Leonard Cohen 1968 The songs of Leonard Cohen
Lou Reed & John Cale 1990 Songs for Drella
Low 2005 The great destroyer
Main 1992 Dry stone feed
Main 1994 Firmament II
Main 1998 Hydra-calm
Manual 2002 Ascend
Microphones, The 1999 Don't wake me up
Microphones, The 2000 It was hot we stayed in the water
Microphones, The 2003 Mount Eerie
Múm 2000 Yesterday was dramatic - today is OK
Múm 2001 Please smile my noise bleed
Notwist, The 2003 Neon golden
Oval 1995 94 Diskont
Pan Sonic 1995 Vakio [Panasonic]
Pan Sonic 1996 Olento [Ø aka Mika Vanio]
Pan Sonic 1997 Kulma [Panasonic]
Pan Sonic 1998 Endless [Vainio Väisänen Vega aka Pan Sonic with Alan Vega]
Pan Sonic 1998 Onko [Mika Vainio]
Pan Sonic 1999 A
Pan Sonic 2001 Aaltopiiri
Pan Sonic 2003 V [com Merzbow]
Pan Sonic 2004 Kesto (234.48:4)
Pan Sonic 2005 Resurrection river [VVV aka Pan Sonic with Alan Vega]
Paul McCartney 2005 Chaos and creation in the backyard
Plone 1999 For beginner piano
Rammstein 2004 Reise, reise
re: 2001 Mnant
Smog 1995 Wild love
Smog 1997 Red apple falls
Sufjan Stevens 2005 Illinois
Suicide 1977 Suicide (first album)
Sunn 0))) 2000 ØØ void
Sunn 0))) 2005 Black one
Super Furry Animals 2005 Love kraft
Syd Barrett 1970 Barrett
Teenage Fanclub 2000 Howdy!
Yeah Yeah Yeahs 2003 Fever to tell
Young Marble Giants 1980 Colossal youth
AjaxFree vs. Splinter vs. Stalin 2005 We are here to fuck our ears
Animal Collective 2004 Sung tongs
Animal Collective 2005 Feels
Apples In Stereo, The 1995 Fun trick noisemaker
Arab Strap 2005 The last romance
Arcade Fire, The 2003 The Arcade Fire EP
Architecture In Helsinki 2005 In case we die
Art Brut 2005 Bang bang rock & roll
Autechre 1995 Tri Repetae++ [disc 2]
Bark Psychosis 1994 Hex
Bell Orchestre 2005 Recording a tape the colour of the light
Beulah 1999 When your heartstrings break
Black Box Recorder 1998 England made me
Black Box Recorder 2000 The facts of life
Clinic 2004 Winchester cathedral
CocoRosie 2004 La maison de mon reve
CocoRosie 2005 Noah's ark
Damned, The 1977 Damned damned damned
Depeche Mode 2005 Playing the angel
Devo 1978 Q: Are we not men? A: We are devo!
Dntel 2001 Life is full of possibilities
Efterklang 2004 Tripper
Elliott Smith 1994 Roman candle
Experimental Audio Research 1997 The Köner experiment
Farmers Manual 1996 No backup
Fly Pan Am 1999 Fly Pan Am
For Carnation, The 2000 The for carnation
Frank Jorge 2004 Vida de verdade
Grandaddy 2005 Excerpts from the diary of Todd Zilla EP
Jessamine 1996 Long arm of coincidence
Laibach 1987 Opus Dei
Lali Puna 2004 Faking the books
LaNOISA 2005 emoDisfunction
Leonard Cohen 1968 The songs of Leonard Cohen
Lou Reed & John Cale 1990 Songs for Drella
Low 2005 The great destroyer
Main 1992 Dry stone feed
Main 1994 Firmament II
Main 1998 Hydra-calm
Manual 2002 Ascend
Microphones, The 1999 Don't wake me up
Microphones, The 2000 It was hot we stayed in the water
Microphones, The 2003 Mount Eerie
Múm 2000 Yesterday was dramatic - today is OK
Múm 2001 Please smile my noise bleed
Notwist, The 2003 Neon golden
Oval 1995 94 Diskont
Pan Sonic 1995 Vakio [Panasonic]
Pan Sonic 1996 Olento [Ø aka Mika Vanio]
Pan Sonic 1997 Kulma [Panasonic]
Pan Sonic 1998 Endless [Vainio Väisänen Vega aka Pan Sonic with Alan Vega]
Pan Sonic 1998 Onko [Mika Vainio]
Pan Sonic 1999 A
Pan Sonic 2001 Aaltopiiri
Pan Sonic 2003 V [com Merzbow]
Pan Sonic 2004 Kesto (234.48:4)
Pan Sonic 2005 Resurrection river [VVV aka Pan Sonic with Alan Vega]
Paul McCartney 2005 Chaos and creation in the backyard
Plone 1999 For beginner piano
Rammstein 2004 Reise, reise
re: 2001 Mnant
Smog 1995 Wild love
Smog 1997 Red apple falls
Sufjan Stevens 2005 Illinois
Suicide 1977 Suicide (first album)
Sunn 0))) 2000 ØØ void
Sunn 0))) 2005 Black one
Super Furry Animals 2005 Love kraft
Syd Barrett 1970 Barrett
Teenage Fanclub 2000 Howdy!
Yeah Yeah Yeahs 2003 Fever to tell
Young Marble Giants 1980 Colossal youth
sexta-feira, 16 de dezembro de 2005
'Free U.S.A.', do Artificial, projeto do Kassin: um dos discos brasileiros mais interessantes dos últimos anos.
"(...) Usando um game boy acoplado a um cartucho que permite ao videogame portátil a função de um rudimentar sintetizador, pronto para receber programações e criar musica, Kassin achou a equação para o seu projeto, que nasceu por um motivo um tanto quanto simples: em viagem ao Japão para acompanhar o nascimento de sua filha, o único instrumento que ele tinha nas mãos era o seu fiel Game Boy!
"Inicialmente um projeto dedicado ao puro barulho, Kassin mudou todo o eixo do terrorismo sonoro ao preferir seguir um caminho mais pop, usando, em suas músicas, frases como 'I wanna make love with you' e riffs que fazem abrir o sorriso de qualquer um.
"Após suas elogiadas apresentações no Sonar (tanto na edição brasileira do ano passado, quanto na espanhola deste ano) e fazer muita gente dançar nas raras apresentações ao vivo (afinal, Kassin ainda é o homem mais ocupado da música brasileira), finalmente os resultados de mais de um ano de experiências tomaram a forma do disco 'Free U.S.A.', um raro exemplo de originalidade na música moderna." (Eduardo Ramos)
"(...) Usando um game boy acoplado a um cartucho que permite ao videogame portátil a função de um rudimentar sintetizador, pronto para receber programações e criar musica, Kassin achou a equação para o seu projeto, que nasceu por um motivo um tanto quanto simples: em viagem ao Japão para acompanhar o nascimento de sua filha, o único instrumento que ele tinha nas mãos era o seu fiel Game Boy!
"Inicialmente um projeto dedicado ao puro barulho, Kassin mudou todo o eixo do terrorismo sonoro ao preferir seguir um caminho mais pop, usando, em suas músicas, frases como 'I wanna make love with you' e riffs que fazem abrir o sorriso de qualquer um.
"Após suas elogiadas apresentações no Sonar (tanto na edição brasileira do ano passado, quanto na espanhola deste ano) e fazer muita gente dançar nas raras apresentações ao vivo (afinal, Kassin ainda é o homem mais ocupado da música brasileira), finalmente os resultados de mais de um ano de experiências tomaram a forma do disco 'Free U.S.A.', um raro exemplo de originalidade na música moderna." (Eduardo Ramos)
quinta-feira, 15 de dezembro de 2005
"Talvez nem sequer tivesse nascido dos pais certos." (Bob Dylan)
"As primeiras palavras que ele profere em 'No direction home' são a imediata materialização da interrogação que o título transporta, retomando a letra de 'Like a rolling stone' (How does it feel/To be on your own/With no direction home/Like a complete unknwon/Like a rolling stone?). Diz Dylan: 'A minha ambição era partir à procura [de uma identidade] e, como numa odisséia, encontrar, algures, o meu lugar.' Num certo sentido, tratava-se de uma procura de puro assombramento poético, não visando a ilusão de um fim, mas a verdade de uma origem: 'Encontrar o que encontrei pelo caminho, foi como imaginei tudo.'
"Daí também a consciência de um longo desenraizamento que se transfigura em prova íntima de verdade: 'Nasci muito longe do lugar onde era suposto nascer e agora estou a caminho de casa.' (...)
"Apetece dizer que há algo de bergmaniano em tal dispositivo: Dylan aparece como a sua própria persona, para sempre dividido entre a pessoa que diz 'eu' e a máscara que os outros lhe impõem ou que, social e culturalmente, ele próprio arrisca assumir como calculada forma de exposição. Como eminente observador das convulsões da identidade americana, Scorcese apropria-se desta ambivalência de Dylan - ser e não ser o protagonista da sua própria lenda. (...)
" . . . cada gesto de Guthrie lhe provocava essa sensação rara do artista que nos interpela, dizendo: 'Sei algo que tu não sabes.' Daí o secreto projeto de vida: 'Eu queria ser esse tipo de artista.'
"Dylan é o artista que, muito cedo, teve de lidar com a revolta do seu próprio público. Na citada tournée britânica de 1966, chegou mesmo a acontecer entrar em palco com a sua banda elétrica, futuros membros de The Band, e receber automaticamente a acusação de: 'Judas!' (...).
"Dylan não se limita a cantar contra os insultos, já que começa por responder à letra: 'Não acredito em vocês... Mentirosos!' (...)"
(João Lopes)
"As primeiras palavras que ele profere em 'No direction home' são a imediata materialização da interrogação que o título transporta, retomando a letra de 'Like a rolling stone' (How does it feel/To be on your own/With no direction home/Like a complete unknwon/Like a rolling stone?). Diz Dylan: 'A minha ambição era partir à procura [de uma identidade] e, como numa odisséia, encontrar, algures, o meu lugar.' Num certo sentido, tratava-se de uma procura de puro assombramento poético, não visando a ilusão de um fim, mas a verdade de uma origem: 'Encontrar o que encontrei pelo caminho, foi como imaginei tudo.'
"Daí também a consciência de um longo desenraizamento que se transfigura em prova íntima de verdade: 'Nasci muito longe do lugar onde era suposto nascer e agora estou a caminho de casa.' (...)
"Apetece dizer que há algo de bergmaniano em tal dispositivo: Dylan aparece como a sua própria persona, para sempre dividido entre a pessoa que diz 'eu' e a máscara que os outros lhe impõem ou que, social e culturalmente, ele próprio arrisca assumir como calculada forma de exposição. Como eminente observador das convulsões da identidade americana, Scorcese apropria-se desta ambivalência de Dylan - ser e não ser o protagonista da sua própria lenda. (...)
" . . . cada gesto de Guthrie lhe provocava essa sensação rara do artista que nos interpela, dizendo: 'Sei algo que tu não sabes.' Daí o secreto projeto de vida: 'Eu queria ser esse tipo de artista.'
"Dylan é o artista que, muito cedo, teve de lidar com a revolta do seu próprio público. Na citada tournée britânica de 1966, chegou mesmo a acontecer entrar em palco com a sua banda elétrica, futuros membros de The Band, e receber automaticamente a acusação de: 'Judas!' (...).
"Dylan não se limita a cantar contra os insultos, já que começa por responder à letra: 'Não acredito em vocês... Mentirosos!' (...)"
(João Lopes)
Descobri que uma das minhas texturas ruidosas favoritas é chamada de harsh (em português: adstringente, brutal, grosseiro, ríspido, rude, tosco, pesado, rigoroso, cruel, desalmado, brusco, rabugento) - é o que fazem, de forma radical, projetos como o japonês Merzbow e os nacionais ABesta (que tocou no evento recente do Antena em Porto Alegre) Gengivas Negras (que participou do FILE - Festival Internacional de Linguagem Eletrônica). Pesquisando a palavra no google, me veio esse site Harshnoise, com reviews dos mais variados equipamentos usados para fazer harsh, sendo que o synth mais comentado, por exemplo, é o Sirkut Electronics Synth Noise Box SNB, com 21 comentários. Enfim, será fonte de prazeroso estudo meu nas próximas semanas-meses.
Parte 2. Um pouco de história.
"Luigi Russolo, um pintor futurista do começo do século 20, provavelmente foi o primeiro músico noise. Em seu manifesto L'Arte de Rumori (A arte dos barulhos), datado de 1913, ele propôs que a revolução industrial deu ao homem a capacidade de apreciar sons mais complexos. Russolo considerava a música tradicional limitada e percebeu na música noise uma substituta.
"Ele projetou e construiu vários dispositivos geradores de barulho, chamados de Intonarumori, e compôs uma orquestra com eles. A apresentação do seu Gran Concerto Futuristico, em 1917, causou grande desaprovação, e até violência, por parte do público. Nenhum de seus instrumentos sobreviveu aos dias de hoje.
"Apesar da música de Russolo ter pouco a ver com a música noise moderna, seu trabalho pioneiro foi essencial nesse momento inicial do estilo, e ele certamente influenciou muitos artistas.
"Começando na década de 20, vários compositores (em particular Edgard Varèse e George Antheil) começaram a usar instrumentos mecânicos simples, como a pianola e a sirene, em suas composições, referenciando o "barulho" do mundo moderno.
"John Cage começou a compôr sua série de Imaginary Landscapes em 1939, que continham elementos como percussão, gravações de som e rádios.
"Após a segunda guerra mundial, outros compositores, incluindo Pierre Schaeffer, Iannis Xenakis e Karlheinz Stockhausen, começaram a fazer experimentações com sintetizadores primitivos, fita magnética e rádio para produzir música eletrônica, que freqüentemente continua sons e estruturas abstratas.
"O arquivador e escritor estadunidense Boyd Rice foi um grande propagador do movimento. Começando em 1975, Boyd começou a experimentar com as possibilidades do som. Em seus shows, ele criava texturas sonoras com ruídos extremamente corrosivos (e, não raramente, em altura inaudível), provenientes de equipamentos como furadeiras, polidores de sapados e guitarras preparadas, e as misturava com gravações de praticamente qualquer coisa.
"Originalmente influenciado por bandas européias como Whitehouse, o noise japonês aprimorou o estilo, tornando-o ainda mais denso e agressivo, e criou suas próprias características, influenciando de volta as futuras bandas do ocidente.
"Também conhecido como Japanoise, geralmente é associado com a cacofonia das bandas mais pesadas do estilo, que inclui ruído branco, pulsos não lineares, batidas e samples. Desde da década de 80, este tem sido o estilo mais prolífico, fazendo com que o noise seja associado ele. Além disso, a popularidade de diversos músicos noise, como Merzbow, Otomo Yoshihide, KK Null, Masonna, The Gerogerigegege e Hanatarash fez do Japão uma Meca desse estilo (...).
"O LP dúplo Metal Machine Music de Lou Reed, lançado em 1975, é um exemplo famoso de noise antigo. (...)" (Wikipédia)
Links:
Blog com arquivos de noise e outros pós-rocks.
Outro selo virtual brasileiro de noise - como o Coletivo Antena.
Parte 2. Um pouco de história.
"Luigi Russolo, um pintor futurista do começo do século 20, provavelmente foi o primeiro músico noise. Em seu manifesto L'Arte de Rumori (A arte dos barulhos), datado de 1913, ele propôs que a revolução industrial deu ao homem a capacidade de apreciar sons mais complexos. Russolo considerava a música tradicional limitada e percebeu na música noise uma substituta.
"Ele projetou e construiu vários dispositivos geradores de barulho, chamados de Intonarumori, e compôs uma orquestra com eles. A apresentação do seu Gran Concerto Futuristico, em 1917, causou grande desaprovação, e até violência, por parte do público. Nenhum de seus instrumentos sobreviveu aos dias de hoje.
"Apesar da música de Russolo ter pouco a ver com a música noise moderna, seu trabalho pioneiro foi essencial nesse momento inicial do estilo, e ele certamente influenciou muitos artistas.
"Começando na década de 20, vários compositores (em particular Edgard Varèse e George Antheil) começaram a usar instrumentos mecânicos simples, como a pianola e a sirene, em suas composições, referenciando o "barulho" do mundo moderno.
"John Cage começou a compôr sua série de Imaginary Landscapes em 1939, que continham elementos como percussão, gravações de som e rádios.
"Após a segunda guerra mundial, outros compositores, incluindo Pierre Schaeffer, Iannis Xenakis e Karlheinz Stockhausen, começaram a fazer experimentações com sintetizadores primitivos, fita magnética e rádio para produzir música eletrônica, que freqüentemente continua sons e estruturas abstratas.
"O arquivador e escritor estadunidense Boyd Rice foi um grande propagador do movimento. Começando em 1975, Boyd começou a experimentar com as possibilidades do som. Em seus shows, ele criava texturas sonoras com ruídos extremamente corrosivos (e, não raramente, em altura inaudível), provenientes de equipamentos como furadeiras, polidores de sapados e guitarras preparadas, e as misturava com gravações de praticamente qualquer coisa.
"Originalmente influenciado por bandas européias como Whitehouse, o noise japonês aprimorou o estilo, tornando-o ainda mais denso e agressivo, e criou suas próprias características, influenciando de volta as futuras bandas do ocidente.
"Também conhecido como Japanoise, geralmente é associado com a cacofonia das bandas mais pesadas do estilo, que inclui ruído branco, pulsos não lineares, batidas e samples. Desde da década de 80, este tem sido o estilo mais prolífico, fazendo com que o noise seja associado ele. Além disso, a popularidade de diversos músicos noise, como Merzbow, Otomo Yoshihide, KK Null, Masonna, The Gerogerigegege e Hanatarash fez do Japão uma Meca desse estilo (...).
"O LP dúplo Metal Machine Music de Lou Reed, lançado em 1975, é um exemplo famoso de noise antigo. (...)" (Wikipédia)
Links:
Blog com arquivos de noise e outros pós-rocks.
Outro selo virtual brasileiro de noise - como o Coletivo Antena.
Capa bonita do disco 'For beginner piano', do interessante artista eletrônico Plone.
Dá uma olhada no 'Suicide first album' (1977), do Suicide, um daqueles ancestrais-de-muita-coisa. "Proof that punk was more about attitude than a raw, guitar-driven sound, Suicide's self-titled debut set the duo apart from the rest of the style's self-proclaimed outsiders. Over the course of seven songs, Martin Rev's dense, unnerving electronics - including a menacing synth bass, a drum machine that sounds like an idling motorcycle, and harshly hypnotic organs - and Alan Vega's ghostly, Gene Vincent-esque vocals defined the group's sound and provided the blueprints for post-punk, synth pop, and industrial rock in the process. Though those seven songs shared the same stripped-down sonic template, they also show Suicide's surprisingly wide range."
Update para o Architecture In Helsinki - é um octeto, definido apropriadamente pelo AMG como um mix de pop sinfônico com pop eletrônico.
Concorrentes até agora da minha lista de melhores discos de 2005.
Stars "Set yourself on fire"
Nine Inch Nails "With teeth"
Foo Fighters "In your honor"
Architecture in Helsinki "In case we die" *
Low "The great destroyer"
Depeche Mode "Playing the angel"
Sufjan Stevens "Illinois"
Animal Collective "Feels"
Arab Strap "The last romance"
CocoRosie "Noah's ark"
Grandaddy "Excerpts from the diary of Todd Zilla"
Black Rebel Motorcycle Club "Howl"
* Ótima indicação do Tiago Cichelero, é um dos favoritos! Banda australiana. Para os ávidos por descrições, eu diria que é um meio termo entre Lali Puna e Arcade Fire.
Stars "Set yourself on fire"
Nine Inch Nails "With teeth"
Foo Fighters "In your honor"
Architecture in Helsinki "In case we die" *
Low "The great destroyer"
Depeche Mode "Playing the angel"
Sufjan Stevens "Illinois"
Animal Collective "Feels"
Arab Strap "The last romance"
CocoRosie "Noah's ark"
Grandaddy "Excerpts from the diary of Todd Zilla"
Black Rebel Motorcycle Club "Howl"
* Ótima indicação do Tiago Cichelero, é um dos favoritos! Banda australiana. Para os ávidos por descrições, eu diria que é um meio termo entre Lali Puna e Arcade Fire.
A Pitchfork acrescentou um complemento da fala do McGee sobre 'Mr. Beast' que torna as coisas ainda piores: . . . described by Mogwai manager and erstwhile Creation Records guru Alan McGee as "probably the greatest art rock record that I've been involved in since My Bloody Valentine's Loveless", and "possibly better than Loveless." So, like, post-phenomenal.
quarta-feira, 14 de dezembro de 2005
Giardini Di Mirò, da Itália, ao contrário de uma banda escocesa de que eu não vou dizer o nome, é uma banda de pós-rock que faz um feijão com arroz gostoso. Bônus: tem vocal e é parecido com o masculino do Blonde Redhead - que também é gerado por um italiano. Percebi que varridas® são muito mais bonitas se vindas depois de belos vocais.
Começou a votação dos melhores do ano na comunidade do Scream & Yell no orkut. No ano passado, a Blanched ficou em primeiro entre os nacionais com 'Blanched toca Angelopoulos'. Não preciso dizer aonde quero chegar, né?
Mogwai - Mr. Beast para download.
Está acontecendo um negócio bizarro com todas as pessoas que estão baixando o disco: a música 'Friend of the night' é um MP3 bichado, cheio de barulhões eletrônicos completamente desconexos - embora o Tony tenha ouvido uma música ali. (Para dizer a verdade foi o primeiro de que ouvi um trecho, um segundo, então me empolguei tanto achando que era alguma influência de IDM que queimei o CD às cegas para ouvi-lo como uma surpresa no caminho para o trabalho. Decepção.) Resta saber se teve falha no MP3 que vazou ou se é mais um fruto da imaginação bem-humorada da banda que já exigiu toalhas pretas para a produção do show. E um pôster da Princesa Léia.
Está acontecendo um negócio bizarro com todas as pessoas que estão baixando o disco: a música 'Friend of the night' é um MP3 bichado, cheio de barulhões eletrônicos completamente desconexos - embora o Tony tenha ouvido uma música ali. (Para dizer a verdade foi o primeiro de que ouvi um trecho, um segundo, então me empolguei tanto achando que era alguma influência de IDM que queimei o CD às cegas para ouvi-lo como uma surpresa no caminho para o trabalho. Decepção.) Resta saber se teve falha no MP3 que vazou ou se é mais um fruto da imaginação bem-humorada da banda que já exigiu toalhas pretas para a produção do show. E um pôster da Princesa Léia.
Quando eu estava rodando, domingo, uma música dos dinamarqueses do Efterklang, um cara veio me perguntar que artista era. Grande surpresa para uma discotecagem que, por se aproximar do espírito do vindouro Fora da Casinha, servia como um teste! Anotei para ele o nome dessa banda e de mais algumas: Plone, Lali Puna, Múm. Depois, pedi que ele me escrevesse o e-mail dele, porque eu não poderia perder contato com alguém com tais interesses, perdido ali no Vale dos Sinos. Hoje ele me respondeu o primeiro e-mail. Olha como é dos bons.
"Eu baxei aquelas bandas que tu me falou, vários CDs, tô ouvindo aos poucos. Aquele Tripper do Efterklang é muito bom, também gostei bastante de Lali Puna e de Múm. Antes de tu me falar dessas bandas eu tava ouvindo bastante Architecture In Helsinki, The Apples In Stereo (e todas outras do Elephant 6), Mates Of State e também The Arcade Fire, que é fenomenal. Acho que tu conhece todas essas bandas, se não eu recomendo todas. Talvez Architecture In Helsinke seja mais desconhecida. Eu particularmente a descobri sozinho no Wikipedia e passei pra alguns amigos e só um gostou, mas eu não desisto!"
Há esperança.
"Eu baxei aquelas bandas que tu me falou, vários CDs, tô ouvindo aos poucos. Aquele Tripper do Efterklang é muito bom, também gostei bastante de Lali Puna e de Múm. Antes de tu me falar dessas bandas eu tava ouvindo bastante Architecture In Helsinki, The Apples In Stereo (e todas outras do Elephant 6), Mates Of State e também The Arcade Fire, que é fenomenal. Acho que tu conhece todas essas bandas, se não eu recomendo todas. Talvez Architecture In Helsinke seja mais desconhecida. Eu particularmente a descobri sozinho no Wikipedia e passei pra alguns amigos e só um gostou, mas eu não desisto!"
Há esperança.
Todo mundo erra, mas o erro só se torna motivo de punição quando alguém QUER punir (foder com) outrem. Caso contrário, o erro é aceito pelo uso. Isso é a lei social. Com a lei jurídica é a mesma coisa: só é usada por indivíduos a partir de um certo nível de poder para ferrar com aqueles que estão abaixo desse nível. Por exemplo, a proibição do fumo no Centro Administrativo do Estado, o fazer-valer da Lei Federal 9.294/96, que prevê multas milionárias, está ostensiva desde o ano passado, as pessoas têm que descer até o térreo para fumar fora da porta do prédio. As pessoas comuns, digo. Os chefes fumam pelos corredores, com orgulho. Tem um indivíduo de cargo elevado que apaga as bitucas bem no chão da porta do meu setor, e ela fica ali, como uma obra-de-arte do tipo "objeto encontrado".
Blanched no Last.fm.
Top Tracks
1 Tristes dos que procuram dentro de si respostas porque lá só há espera 24
2 Depois da noite 19
3 Mandrágora 17
4 Ter estado aqui 16
5 Cada um 13
5 Hoje eu tou melhor 13
6 Um palhaço no campo de concentração 9
7 Casa de descanso 7
8 La casa 1
(O número no fim é o número de vezes em que algum usuário ouviu mais de 50% da música. Computei as músicas repetidas, que apareceram com outras grafias, numa só, somando o total de audições.)
Top Fans
msouza
Nobre
skwarok
cinco
monjolo
dadodadodado
O input_output também está lá, só que ainda é um feto.
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1 Tristes dos que procuram dentro de si respostas porque lá só há espera 24
2 Depois da noite 19
3 Mandrágora 17
4 Ter estado aqui 16
5 Cada um 13
5 Hoje eu tou melhor 13
6 Um palhaço no campo de concentração 9
7 Casa de descanso 7
8 La casa 1
(O número no fim é o número de vezes em que algum usuário ouviu mais de 50% da música. Computei as músicas repetidas, que apareceram com outras grafias, numa só, somando o total de audições.)
Top Fans
msouza
Nobre
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cinco
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O input_output também está lá, só que ainda é um feto.
"Aprendendo a dizer adeus. Alguns sentimentos morreram aqui dentro. Outros nasceram, mas não no mesmo lugar. Derramei algumas lágrimas de saudades pelos sentimentos mortos. Eu costumava pensar, alguns anos atrás, que eu morria toda noite, quando ia dormir e renascia a cada manhã." (Samanta Flôor)
Trecho da entrevista com a Courtney Love na Spin de outubro.
Como está a Frances?
A boa notícia é que ela é realmente "popular". Ela não é depressiva, é superfeliz. Ela escreveu as bandas cujos álbuns ela quer ter, e era, tipo, AC/DC, Aerosmith, Nirvana. E fiquei, tipo, "Frances!"... Era é uma freak.
Você achava que ela seria torturada.
Ainda não aconteceu. She's fucking normal. Ela ainda não falava quando o pai dela morreu. Eu acredito, do fundo do meu coração, que se o Kurt tivesse perambulado por mais seis meses, a merda estaria feita, ela já estaria na fase verbal. (...) E queria que eu tivesse tido um filho com ele e que não tivesse casado com ele.
Como está a Frances?
A boa notícia é que ela é realmente "popular". Ela não é depressiva, é superfeliz. Ela escreveu as bandas cujos álbuns ela quer ter, e era, tipo, AC/DC, Aerosmith, Nirvana. E fiquei, tipo, "Frances!"... Era é uma freak.
Você achava que ela seria torturada.
Ainda não aconteceu. She's fucking normal. Ela ainda não falava quando o pai dela morreu. Eu acredito, do fundo do meu coração, que se o Kurt tivesse perambulado por mais seis meses, a merda estaria feita, ela já estaria na fase verbal. (...) E queria que eu tivesse tido um filho com ele e que não tivesse casado com ele.
Não sei como uma banda que começou bem, como o Mogwai, não tem vergonha de lançar um segundo disco-nada: sem novidades e sem atenuantes para essa não-novidade - como boas melodias, boas texturas, boas idéias. Ou seja, o Alan McGee destruiu com o 'Loveless', dos MBV, ao compará-lo com esse 'Mr. Beast'. Estou com uma cópia disponível aqui. Pago bem para quem quiser adotá-la.
Alehv De Bossa: uma banda para os ávidos por bandas nacionais legais. Só podia ser de longe do sul/sudeste, é de Recife. Ouvi a música homônima (epônima?), e ela é muito boa, surpreendente. É o oitavo lançamento do selo Open Field/Peligro, o mesmo do input_output.
terça-feira, 13 de dezembro de 2005
A maioria das pessoas com quem eu falei não sabia que o show dos Flaming Lips é como é, ou não sabia que eles fariam aqui o show como sempre ele é. Que inveja! Essas pessoas se surpreenderam, ficaram chocadas, emocionaram-se ao extremo e tiveram o show deles como um dos melhores - só perdendo para os Stooges, que, esses sim, eu não entendo por que adoraram tanto. Eu me emocionei, mas tudo já era esperado, inclusive as músicas, tocadas (pra variar, como toda banda "alternativa" profissional) de forma igual ao disco, exceto 'She don't use jelly'.
Estúdio 12, do Marcelo Fruet, um dos raros produtores do estado. "Estúdio 12. Experiência sonora. Deixe sua mensagem agora."
A Manu está fazendo uma rifa de 100 números para amenizar o prejuízo que nos está sendo causado pelo tratamento de doenças que atacaram os nossos hóspedes felinos e inclusive todos os nossos gatos: internações, injeções, aplicações de soro, remédios, táxis etc. Leia a história completa. (Caso deseje visualizar melhor os prêmios, é só pedir que lhe mostramos versões mais nítidas das imagens.)
segunda-feira, 12 de dezembro de 2005
Discotecagem da Hypnoise, W Bar, São Leopoldo, 11/12/2005.
01. Built To Spill - Randy described eternity
02. Portishead - All mine
03. Neil Young - Safeway cart
04. Beck - Steal my body home
05. Lovage - Catch the thief
06. Yo La Tengo - Decora
07. Efterklang - Swarming
08. Mogwai - Sine wave
09. Pan Sonic - Puhdistus
10. Radiohead - Pull/pulk revolving doors
11. R.E.M. - Hope
12. Sonic Youth - Bone
13. Tortoise - Onions wrapped in rubber
14. Tricky - Makes me wanna die
15. The Arcade Fire - Rebbelion (lies)
16. PJ Harvey - Long snake moan
17. Trans AM - Don't bundle up
18. Kula Shaker - Hey dude
19. input_output - Joelho
20. Joy Division - Transmission
21. Kraftwerk - Hall of mirrors
22. The Fall - Oh! brother
23. Massive Attack - Inertia creeps
24. Autechre - Second bad vilbel
01. Built To Spill - Randy described eternity
02. Portishead - All mine
03. Neil Young - Safeway cart
04. Beck - Steal my body home
05. Lovage - Catch the thief
06. Yo La Tengo - Decora
07. Efterklang - Swarming
08. Mogwai - Sine wave
09. Pan Sonic - Puhdistus
10. Radiohead - Pull/pulk revolving doors
11. R.E.M. - Hope
12. Sonic Youth - Bone
13. Tortoise - Onions wrapped in rubber
14. Tricky - Makes me wanna die
15. The Arcade Fire - Rebbelion (lies)
16. PJ Harvey - Long snake moan
17. Trans AM - Don't bundle up
18. Kula Shaker - Hey dude
19. input_output - Joelho
20. Joy Division - Transmission
21. Kraftwerk - Hall of mirrors
22. The Fall - Oh! brother
23. Massive Attack - Inertia creeps
24. Autechre - Second bad vilbel
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A arte é um presente-surpresa.
"Dickel, eu adorei o teu disco quando ouvi no Freak Show, mas tem um problema: tu tem informação demais e tu coloca ela no teu som." (Cidade)
"Tu tem que cuidar que tu pode ser incopreendido com a tua discotecagem no Fora da Casinha. Tem que acostumar as pessoas aos poucos." (Caco)
"Tu tem que cuidar que tu pode ser incopreendido com a tua discotecagem no Fora da Casinha. Tem que acostumar as pessoas aos poucos." (Caco)
"O cara não tinha se interessado pela minha amiga, mas quando ele soube quem ela era, o que ela faz - ela é artista, cara! - aí ele se interessou... Interesseiro. Tem cara que é interesseiro, se interessa pelo que a pessoa é, e não pela aparência dela." (Rosa, passageira da carona que eu peguei ontem para voltar de São Leopoldo)
Entendo uma interpretação que é a das pessoas que se interessam pelo status de outras. Mas, se o interesse maior não for pelo que a pessoa é, não sei então pelo que será. Dizer que a aparência importa mais... E os interesseiros pela "carne"? Para mim, isso sim é interesse no mau sentido.
Ademais, "interesse", no sentido literal, é o que move todas as pessoas. É o "sim" oposto ao "não", a "atração" oposta à "repulsão", o "interesse" oposto ao "descarte". Há preconceito com a palavra "interesse", assim como há com muitas, talvez com a maioria delas.
Entendo uma interpretação que é a das pessoas que se interessam pelo status de outras. Mas, se o interesse maior não for pelo que a pessoa é, não sei então pelo que será. Dizer que a aparência importa mais... E os interesseiros pela "carne"? Para mim, isso sim é interesse no mau sentido.
Ademais, "interesse", no sentido literal, é o que move todas as pessoas. É o "sim" oposto ao "não", a "atração" oposta à "repulsão", o "interesse" oposto ao "descarte". Há preconceito com a palavra "interesse", assim como há com muitas, talvez com a maioria delas.
A editora londrina Black Dog está lançando depois de amanhã o livro 'Warp', sobre o selo Warp Records, escrito por um dos colaboradores da Wire Magazine, Rob Young, estreiando a série de publicações Labels Unlimited, sobre gravadoras que sacudiram a indústria - a próxima será a Rough Trade, em agosto de 2006. A Warp foi criada em 1989 em Sheffield e é casa de pioneiros IDM como Aphex Twin, Autechre e Squarepusher, além de outros gênios como Vincent Gallo. (Fonte: Pitchfork)
domingo, 11 de dezembro de 2005
Então quem não tem nada para fazer hoje à tardinha, pode ir até São Leopoldo e ver o shows da Viana e o da nova banda do Von, ex-Viana, além da minha discotecagem hipnótica. O local é um ex-estúdio.
sábado, 10 de dezembro de 2005
Neste post, palavras de Mika Vainio, que forma com Ilpo Väisänen a dupla finlandesa de "noise damaged electronica".
Ele foi para a capital catalã em 1998, jutando-se aos conterrâneos Jimi Tenor e o chefe do selo Sähkö, Tommi Grönlund - Ilpo fica entre Turku e Barcelona. Mudaram-se por causa da cena musical, a cidade tem o festival anual de eletrônica Sónar. Moram num flat sem supérfluos. A sala-estúdio contem equipamento analógico da Moog e da Roland, um brinquedinho Casio e aparelhos customizados, paracendo terem saídos de um laboratório científico dos anos 50. A música é gravada num DAT portátil. "Para mim a coisa mais importante na nossa música é o som em si, a estrutura é secundária. Primeiro sempre é som. Depois vêm as coisas rítmicas. Para diferentes tipos de música, é claro, nós olhamos para diferentes tipos de sons. Mas eu ainda não sei dizer o que é que me atrai num som." Pan Sonic famosamente trabalha com básicas porém poderosas ferramentas. Eles dificilmente usam sintetizadores, preferindo os "tone generators" desenhados para eles pelo colaborador Jari Lehtinen. "Ele é o responsável pelo nosso som." No estúdio, eles gravaram direto no DAT, sem overdubs. Usam poucos efeitos, como um delay, e fazem samples dos seus próprios sons para reorganizá-los em estruturas mais complicadas. Assim como o colaborador ocasional Carsten Nicolai, eles estão interessados em sons acidentais: Mika recentemente fez música com os chiados e clicks do mixer. "Algumas coincidências e erros podem tornar-se grandes novas idéias. Às vezes nós tocamos algo errado e dá alguma coisa errada com o instrumento e aquilo nós tornamos parte da música."
"Nós gostamos que nossos shows sejam uma experiência física. Eu realmente adoro volume alto se a aparelhagem é boa. Nossa música é para ser física."
Em latim e grego a palavra "panasonic" significa todo som ou todo o som. Mika: "Na teoria, o ruído branco (white noise), contém todas as frequências e a cor cinza também contém todas as matizes, porque é uma mistura de todas as cores."
Q: Do you have any favorite colors?
Ilpo: Orange.
Mika: Grey.
[Justo as cores do sintetizador do Mateus. Aliás, o Mateus está tocando sintetizador na formação ao vivo do input_output.]
"A razão de o Pan sonic the ser minimal é porque nós sentimos que essa é a melhor forma de explorar sons no fim das contas, que é a melhor forma de explorar a micro-estrutura dos sons e a natureza do som, de certa forma."
"Se a nossa música fosse comida, comparando, ela poderia ser peixe cru, sashimi. É como nós gostamos que nossa música seja, muito simples e pura."
Ele foi para a capital catalã em 1998, jutando-se aos conterrâneos Jimi Tenor e o chefe do selo Sähkö, Tommi Grönlund - Ilpo fica entre Turku e Barcelona. Mudaram-se por causa da cena musical, a cidade tem o festival anual de eletrônica Sónar. Moram num flat sem supérfluos. A sala-estúdio contem equipamento analógico da Moog e da Roland, um brinquedinho Casio e aparelhos customizados, paracendo terem saídos de um laboratório científico dos anos 50. A música é gravada num DAT portátil. "Para mim a coisa mais importante na nossa música é o som em si, a estrutura é secundária. Primeiro sempre é som. Depois vêm as coisas rítmicas. Para diferentes tipos de música, é claro, nós olhamos para diferentes tipos de sons. Mas eu ainda não sei dizer o que é que me atrai num som." Pan Sonic famosamente trabalha com básicas porém poderosas ferramentas. Eles dificilmente usam sintetizadores, preferindo os "tone generators" desenhados para eles pelo colaborador Jari Lehtinen. "Ele é o responsável pelo nosso som." No estúdio, eles gravaram direto no DAT, sem overdubs. Usam poucos efeitos, como um delay, e fazem samples dos seus próprios sons para reorganizá-los em estruturas mais complicadas. Assim como o colaborador ocasional Carsten Nicolai, eles estão interessados em sons acidentais: Mika recentemente fez música com os chiados e clicks do mixer. "Algumas coincidências e erros podem tornar-se grandes novas idéias. Às vezes nós tocamos algo errado e dá alguma coisa errada com o instrumento e aquilo nós tornamos parte da música."
"Nós gostamos que nossos shows sejam uma experiência física. Eu realmente adoro volume alto se a aparelhagem é boa. Nossa música é para ser física."
Em latim e grego a palavra "panasonic" significa todo som ou todo o som. Mika: "Na teoria, o ruído branco (white noise), contém todas as frequências e a cor cinza também contém todas as matizes, porque é uma mistura de todas as cores."
Q: Do you have any favorite colors?
Ilpo: Orange.
Mika: Grey.
[Justo as cores do sintetizador do Mateus. Aliás, o Mateus está tocando sintetizador na formação ao vivo do input_output.]
"A razão de o Pan sonic the ser minimal é porque nós sentimos que essa é a melhor forma de explorar sons no fim das contas, que é a melhor forma de explorar a micro-estrutura dos sons e a natureza do som, de certa forma."
"Se a nossa música fosse comida, comparando, ela poderia ser peixe cru, sashimi. É como nós gostamos que nossa música seja, muito simples e pura."
Como parar de pesquisar - e de ter vontade de baixar?? Isso vicia. É muito bom. Colherei muitos frutos. Mas come o meu tempo. (Eu já consegui parar de baixar quinze discos por vez, mas ainda estou baixando dois por vez, porque sempre me lembro de algo ou descubro algo numa pesquisa.) Eu preciso me dedicar agora a ouvir os discos já gravados, certificar-me de quero gravar os discos já baixados e ainda não gravados, recortar as capinhas que eu confeccionei, atualizar a lista de todos os meus discos. Se eu continuar baixando, não tenho como dar o próximo passo, vou estar patinando no lugar.
O Mini foi ao festival Sónar, em Barcelona, conferiu alguns dos artistas com que eu estou pirando no momento (Efterklang, Artificial, Tape) e relatou tudo no Gordurama. Vai (recortado-e-colado fora de ordem)!
[Efeitos Colaterais]
"Pra mim, o Sónar foi um grande expansor de consciência, mais eficiente do que drogas naturais ou sintéticas. De fato, a minha mente começou a ficar bastante permeável a umas coisas com as quais eu não costumava ter paciência. O que achei ótimo. Há alguns anos que procuro abolir os preconceitos e barreiras musicais que eu cultivei com tanto amor e carinho na adolescência. É difícil se desfazer de algo tão querido, mas quando você vê um monte de gente desafiando noções estanques como "gênero", "estilo" ou "show", não tem como não ser contaminado. Na volta foi complicado explicar para muita gente o que foi que eu vi lá, como era o som e o que acontecia. Essa matéria mesmo me deu um trabalho danado e cada vez que eu começava a escrever me dava conta que estava colocando no papel no máximo 5% do que vivi lá. Mas acho que é sempre assim.
"Se vale um último recado, fica a sugestão de ir atrás dos sons mais esquisitos que tocarem lá e deixar tocar randomicamente. O único perigo é daqui a pouco você se pegar com hábitos estranhos e duvidosos como achar a Björk muito pop.
(...)
"Ah, o Sónar. Resumindo da maneira Gordurama, podemos dizer que é "a reunião dos modernetes ficam fazendo sonzinho gay com um monte de aparelho em vez de tomar umas cevas e catar umas minas enquanto rola um rock furioso". Mas não vamos entrar na dos Gordurentos mau humorados. O Sónar é um dos mais importantes festivais do verão europeu. Não reúne os novos queridos da nação indie mundial [como o Reading] nem faz a alegria dos tomadores de ecstasy [como o Homelands ou os Creamfields]. Mas pinça os mais doentes e malucos fazedores de som da atualidade, abrindo totalmente as fronteiras entre gêneros e fazendo com mais propriedade o que todo colunista musical tenta a cada ano: definir pra onde diabos vai a música.
"Há, obviamente, outros pontos de vista. Num dia lá, entrei numa livraria e, folheando um livro de cartuns, achei uma história tipo Allan Sieber detonando o Sónar, dizendo que era um lugar mais pra ver e ser visto, que as pessoas que iam no Sónar ficavam de nariz empinado... ou seja... moderno e revoltado tem em tudo que é lugar do mundo e eles nunca se bicam. Com certeza o Sónar pode ser um lugar pra encontrar muitos metidos. Mas aí vai muito de com quem você anda.
(...)

Tape
"Três indies debruçados sobre uma mesa cheia de equipamentos digitais e analógicos fazendo canções de ruídos e climas. Eu juro pra vocês: não dá sono e é tri bom.
Midaircondo
"Três minas suecas lindas que devem ter vindo do mesmo planeta que a Björk. Cada uma com seu laptop [lá é barato né], ficavam cantando vocalises estranhas enquanto tocam flauta e saxofone. Para iniciados em doenças.
Efterklang
"Sexteto dinamarquês que consegue a façanha de misturar melodias bucólicas e ensolaradas com cordas, sopros e layers de ruídos eletrônicos sem soar difícil. A alegria dos integrantes da banda tocando era contagiosa, combinava com o cair do dia e subia fácil à mente dos presentes. Dica do Eduardo Ramos, da Peligro, que encontrei lá. Aliás, quer coisa mais indie do que encontrar o Eduardo Ramos no Sónar? Acho que eu mereço um troféu." (Mini)
(...)
[Efeitos Colaterais]
"Pra mim, o Sónar foi um grande expansor de consciência, mais eficiente do que drogas naturais ou sintéticas. De fato, a minha mente começou a ficar bastante permeável a umas coisas com as quais eu não costumava ter paciência. O que achei ótimo. Há alguns anos que procuro abolir os preconceitos e barreiras musicais que eu cultivei com tanto amor e carinho na adolescência. É difícil se desfazer de algo tão querido, mas quando você vê um monte de gente desafiando noções estanques como "gênero", "estilo" ou "show", não tem como não ser contaminado. Na volta foi complicado explicar para muita gente o que foi que eu vi lá, como era o som e o que acontecia. Essa matéria mesmo me deu um trabalho danado e cada vez que eu começava a escrever me dava conta que estava colocando no papel no máximo 5% do que vivi lá. Mas acho que é sempre assim.
"Se vale um último recado, fica a sugestão de ir atrás dos sons mais esquisitos que tocarem lá e deixar tocar randomicamente. O único perigo é daqui a pouco você se pegar com hábitos estranhos e duvidosos como achar a Björk muito pop.
(...)
"Ah, o Sónar. Resumindo da maneira Gordurama, podemos dizer que é "a reunião dos modernetes ficam fazendo sonzinho gay com um monte de aparelho em vez de tomar umas cevas e catar umas minas enquanto rola um rock furioso". Mas não vamos entrar na dos Gordurentos mau humorados. O Sónar é um dos mais importantes festivais do verão europeu. Não reúne os novos queridos da nação indie mundial [como o Reading] nem faz a alegria dos tomadores de ecstasy [como o Homelands ou os Creamfields]. Mas pinça os mais doentes e malucos fazedores de som da atualidade, abrindo totalmente as fronteiras entre gêneros e fazendo com mais propriedade o que todo colunista musical tenta a cada ano: definir pra onde diabos vai a música.
"Há, obviamente, outros pontos de vista. Num dia lá, entrei numa livraria e, folheando um livro de cartuns, achei uma história tipo Allan Sieber detonando o Sónar, dizendo que era um lugar mais pra ver e ser visto, que as pessoas que iam no Sónar ficavam de nariz empinado... ou seja... moderno e revoltado tem em tudo que é lugar do mundo e eles nunca se bicam. Com certeza o Sónar pode ser um lugar pra encontrar muitos metidos. Mas aí vai muito de com quem você anda.
(...)
Tape
"Três indies debruçados sobre uma mesa cheia de equipamentos digitais e analógicos fazendo canções de ruídos e climas. Eu juro pra vocês: não dá sono e é tri bom.
Midaircondo
"Três minas suecas lindas que devem ter vindo do mesmo planeta que a Björk. Cada uma com seu laptop [lá é barato né], ficavam cantando vocalises estranhas enquanto tocam flauta e saxofone. Para iniciados em doenças.
Efterklang
"Sexteto dinamarquês que consegue a façanha de misturar melodias bucólicas e ensolaradas com cordas, sopros e layers de ruídos eletrônicos sem soar difícil. A alegria dos integrantes da banda tocando era contagiosa, combinava com o cair do dia e subia fácil à mente dos presentes. Dica do Eduardo Ramos, da Peligro, que encontrei lá. Aliás, quer coisa mais indie do que encontrar o Eduardo Ramos no Sónar? Acho que eu mereço um troféu." (Mini)
(...)
quinta-feira, 8 de dezembro de 2005
Tenho que registrar que preciso fazer um post de fim de ano com os seguintes tópicos de 2005: input_output, não-depressão, Pelicano, ADSL, gatinhos filhotes, shows internacionais, eletrônica/IDM/glitch, Fumproarte.
3. What gets you going?
Wayne Coyne: The act itself is great, but it's the waiting for it, and the getting ready, and the foreplay that really excites me. I suppose I fall into Sting's tantric sex category. When I think of sex, I don't think of doing it as much as the anticipation. I like a show. I like high heels and all that sort of junk. Dark hose. New places, like the kitchen, the living room, a hotel room, the car. For me, it's all about the new, the unexpected. If you do it the same way all the time it gets boring.
8. If you had to open the Flaming Lips Museum of Sex, what would be on display?
WC: I think the sexiest we ever got as a band was when I took a picture of Michele in her underwear for one of our CDs. She had some reasonably long pubic hair. I don't mean long, but you know how some women will just cut it all off? That's very hip these days. There was a while there that her pubic hair would stick out of her underwear. And that's sexy, because you never see that anymore.
Wayne Coyne: The act itself is great, but it's the waiting for it, and the getting ready, and the foreplay that really excites me. I suppose I fall into Sting's tantric sex category. When I think of sex, I don't think of doing it as much as the anticipation. I like a show. I like high heels and all that sort of junk. Dark hose. New places, like the kitchen, the living room, a hotel room, the car. For me, it's all about the new, the unexpected. If you do it the same way all the time it gets boring.
8. If you had to open the Flaming Lips Museum of Sex, what would be on display?
WC: I think the sexiest we ever got as a band was when I took a picture of Michele in her underwear for one of our CDs. She had some reasonably long pubic hair. I don't mean long, but you know how some women will just cut it all off? That's very hip these days. There was a while there that her pubic hair would stick out of her underwear. And that's sexy, because you never see that anymore.
Fé no experimental
por Flávio Seixlack
Com ousados lançamentos, muitos deles descobertos na TramaVirtual, o selo Open Field mostra que CD-R não é sinônimo de tosqueira
02/12/2005
Apêndice da distribuidora Peligro Discos, o selo Open Field surgiu no final de 2004, quando Guilherme Barrella percebeu que muitas bandas novas que gostava não tinham disco lançado e, quando tinham, as tiragens caseiras já tinham se esgotado. ?Ficava um pouco frustrado por não poder incluí-las no catálogo da Peligro?, conta Guilherme. ?Sem falar que no começo da Peligro era difícil conseguir bandas legais toda semana. E essa idéia de fazer um selo com tiragens pequenas sempre foi recorrente para mim?.
A proposta é simples: lançar os discos que gosta sem grandes compromissos. Apesar de ter a Peligro como prioridade, Guilherme cuida do selo como um pai cuida do filho, sempre atencioso quando o assunto é qualidade. ?Os nossos discos são impecáveis, eu garanto. E depois, a Open Field fornece material para a Peligro?. Segundo Guilheme, a Open Field só existe graças a Peligro, embora hoje o selo caminhe sozinho, sem uma dependência grande da distribuidora virtual.
Os CDs da Open Field são sempre lançados em CD-R, e as capinhas são feitas de material reciclável. Um dos motivos de lançar os discos no formato de CD-R é que, por se tratar de bandas pequenas, as tiragens podem ser menores. ?Existem muitos artistas que não necessitam das grandes tiragens industriais (onde a quantidade mínima são 1000 discos, ou 500 dando um jeitinho). A gente faz tiragens de 100 cópias. Se faltar, a gente refaz?. Segundo Guilherme, a Open Field foi a precursora no país, sendo o primeiro selo a utilizar o formato.
Além disso, o selo também é politicamente correto, já que todas as capinhas são feitas de material reciclável. ?Escolhi assim porque acho bonito e também carrega uma mensagem de consciência ecológica. É difícil trabalhar no mercado fonográfico e se preocupar com a natureza. Tudo é de plástico, metal e papel, mas nada é reciclado?.
Apesar de não ser considerado o primeiro lançamento do selo, o disco Radio Sessions da banda Blue Afternoon foi a primeira experiência da Open Field. Com belo encarte e em caixinha de acrílico, o CD ainda não se encaixava nos padrões propostos por Guilherme. ?A gente queria fazer arte, mas não inacessível. Acredito que mesmo um produto caro venderia, a longo prazo, mas isso acaba com a rotatividade do selo. A padronização foi uma boa solução, manteve uma característica especial, ainda são mais que simples discos?.
Oficialmente, o álbum Só Protesto, do artista Tony da Gatorra, já conhecido aqui da TramaVirtual, foi o primeiro lançamento. Fruto de um extenso trabalho, o lançamento do disco do Tony foi um ato de ousadia e ao mesmo tempo uma grande aposta. ?Foi o projeto que a gente mais se envolveu até agora, porque o disco teve que passar por uma masterização mais complexa, os originais eram muito ruins?, lembra. Graças a Open Field, o músico já veio se apresentar em São Paulo duas vezes, e volta mais uma vez à capital paulista em dezembro.
Outro importante CD-R no catálogo do selo é a incrível mixtape do DJ norte-americano Diplo, um dos principais nomes do gênero lá fora. A façanha aconteceu graças ao parceiro de Guilherme na Peligro, o proprietário da Slag Records Eduardo Ramos, que lançou o disco mais recente do DJ por aqui. ?Quando o Diplo esteve aqui no começo do ano, ele discotecou numa das festas da Peligro e conheceu os nossos discos. Essa mixtape tinha sido lançada lá fora num esquema bem parecido e estava esgotada há tempos. O Eduardo nem precisou pilhar muito o cara e o disco rolou?.
Guilherme conta que a TramaVirtual não apenas o ajudou a descobrir a maioria das bandas do selo, como também contribuiu para seu surgimento. ?Foi através do site que eu conheci o Fóssil, de Fortaleza, e me empolguei com a idéia de lançar discos novamente. Tirando o Diplo, que é gringo, e o Ahlev de Bossa, o lançamento mais recente, todas as bandas do selo estão no site?.
Para 2006, além de fazer divulgação na imprensa, a Open Field terá distribuição nacional, graças a um acordo com a gravadora paulista Amplitude. Somando a isso, um monte de lançamentos vem por aí. O disco da banda de metal experimental Elma, do post-rock do Fontaka e até o CD do grupo que acompanhou Damo Suzuki aqui no Brasil (com Maurício Takara, Carlos Issa, Sérgio Ugeda e outros) devem ser lançados pelo selo no próximo ano. Além de uma série de relançamentos, como todos os discos da recifense twee Lulina, do duo Rohrer / Barella e até o primeiro EP do Lado 2 Estéreo, com DJ Dolores. ?Ano que vem promete?.
Open Field - www.openfield.org
Peligro Discos - www.peligro.com.br
por Flávio Seixlack
Com ousados lançamentos, muitos deles descobertos na TramaVirtual, o selo Open Field mostra que CD-R não é sinônimo de tosqueira
02/12/2005
Apêndice da distribuidora Peligro Discos, o selo Open Field surgiu no final de 2004, quando Guilherme Barrella percebeu que muitas bandas novas que gostava não tinham disco lançado e, quando tinham, as tiragens caseiras já tinham se esgotado. ?Ficava um pouco frustrado por não poder incluí-las no catálogo da Peligro?, conta Guilherme. ?Sem falar que no começo da Peligro era difícil conseguir bandas legais toda semana. E essa idéia de fazer um selo com tiragens pequenas sempre foi recorrente para mim?.
A proposta é simples: lançar os discos que gosta sem grandes compromissos. Apesar de ter a Peligro como prioridade, Guilherme cuida do selo como um pai cuida do filho, sempre atencioso quando o assunto é qualidade. ?Os nossos discos são impecáveis, eu garanto. E depois, a Open Field fornece material para a Peligro?. Segundo Guilheme, a Open Field só existe graças a Peligro, embora hoje o selo caminhe sozinho, sem uma dependência grande da distribuidora virtual.
Os CDs da Open Field são sempre lançados em CD-R, e as capinhas são feitas de material reciclável. Um dos motivos de lançar os discos no formato de CD-R é que, por se tratar de bandas pequenas, as tiragens podem ser menores. ?Existem muitos artistas que não necessitam das grandes tiragens industriais (onde a quantidade mínima são 1000 discos, ou 500 dando um jeitinho). A gente faz tiragens de 100 cópias. Se faltar, a gente refaz?. Segundo Guilherme, a Open Field foi a precursora no país, sendo o primeiro selo a utilizar o formato.
Além disso, o selo também é politicamente correto, já que todas as capinhas são feitas de material reciclável. ?Escolhi assim porque acho bonito e também carrega uma mensagem de consciência ecológica. É difícil trabalhar no mercado fonográfico e se preocupar com a natureza. Tudo é de plástico, metal e papel, mas nada é reciclado?.
Apesar de não ser considerado o primeiro lançamento do selo, o disco Radio Sessions da banda Blue Afternoon foi a primeira experiência da Open Field. Com belo encarte e em caixinha de acrílico, o CD ainda não se encaixava nos padrões propostos por Guilherme. ?A gente queria fazer arte, mas não inacessível. Acredito que mesmo um produto caro venderia, a longo prazo, mas isso acaba com a rotatividade do selo. A padronização foi uma boa solução, manteve uma característica especial, ainda são mais que simples discos?.
Oficialmente, o álbum Só Protesto, do artista Tony da Gatorra, já conhecido aqui da TramaVirtual, foi o primeiro lançamento. Fruto de um extenso trabalho, o lançamento do disco do Tony foi um ato de ousadia e ao mesmo tempo uma grande aposta. ?Foi o projeto que a gente mais se envolveu até agora, porque o disco teve que passar por uma masterização mais complexa, os originais eram muito ruins?, lembra. Graças a Open Field, o músico já veio se apresentar em São Paulo duas vezes, e volta mais uma vez à capital paulista em dezembro.
Outro importante CD-R no catálogo do selo é a incrível mixtape do DJ norte-americano Diplo, um dos principais nomes do gênero lá fora. A façanha aconteceu graças ao parceiro de Guilherme na Peligro, o proprietário da Slag Records Eduardo Ramos, que lançou o disco mais recente do DJ por aqui. ?Quando o Diplo esteve aqui no começo do ano, ele discotecou numa das festas da Peligro e conheceu os nossos discos. Essa mixtape tinha sido lançada lá fora num esquema bem parecido e estava esgotada há tempos. O Eduardo nem precisou pilhar muito o cara e o disco rolou?.
Guilherme conta que a TramaVirtual não apenas o ajudou a descobrir a maioria das bandas do selo, como também contribuiu para seu surgimento. ?Foi através do site que eu conheci o Fóssil, de Fortaleza, e me empolguei com a idéia de lançar discos novamente. Tirando o Diplo, que é gringo, e o Ahlev de Bossa, o lançamento mais recente, todas as bandas do selo estão no site?.
Para 2006, além de fazer divulgação na imprensa, a Open Field terá distribuição nacional, graças a um acordo com a gravadora paulista Amplitude. Somando a isso, um monte de lançamentos vem por aí. O disco da banda de metal experimental Elma, do post-rock do Fontaka e até o CD do grupo que acompanhou Damo Suzuki aqui no Brasil (com Maurício Takara, Carlos Issa, Sérgio Ugeda e outros) devem ser lançados pelo selo no próximo ano. Além de uma série de relançamentos, como todos os discos da recifense twee Lulina, do duo Rohrer / Barella e até o primeiro EP do Lado 2 Estéreo, com DJ Dolores. ?Ano que vem promete?.
Open Field - www.openfield.org
Peligro Discos - www.peligro.com.br
Sim, eu vou discotecar domingo, na festa Hypnoise. Músicas... hipnóticas. Já farei alguns experimentos, preparando-me para a fase Fora da Casinha.
Alguém me indicou, numa comunidade do orkut (ah, o orkut), o log de um chat do fanclub dos NIN com o Trent Reznor que finalmente elucida a grande questão do universo. Leia com seus próprios olhos.
riot: Who shot/edited the videos projected on the screen durring this tour?
trent_reznor> Andrea Giacobbe did the films we show during ERASER and RWIB. Rob and I did the effect on BYIT. Roy Bennett designed the set, Martin Phillips programmed and designed the look, Alastair Watson operates and has embellished it as the tour has progressed.
Só resta saber qual desses nomes exatamente é o que eu estou procurando.
riot: Who shot/edited the videos projected on the screen durring this tour?
trent_reznor> Andrea Giacobbe did the films we show during ERASER and RWIB. Rob and I did the effect on BYIT. Roy Bennett designed the set, Martin Phillips programmed and designed the look, Alastair Watson operates and has embellished it as the tour has progressed.
Só resta saber qual desses nomes exatamente é o que eu estou procurando.
Agora a amiga divulgadora de bandas legais, Katia Abreu, tem um blog para essa sua atividade de produção. O nome é sugestivo: Alavanca.
'Devil got my woman', uma música do bluesman Skip James, constante no filme 'Ghost world' (com Thora Birch, Scarlett Johansson e Steve Buscemi), me fez pela primeira vez gostar de blues. A música é triste, blue, "o diabo tomou a minha mulher". Já baixei, e pretendo agora ouvir de novo Robert Johnson, que o Galera gravou para mim, e talvez ir atrás de outras músicas do "pre war blues" (pré-Segunda Guerra Mundial).
terça-feira, 6 de dezembro de 2005
La bela y simpática actriz (norte-americana) Maria Bello, 38 años. Isso que nesta foto ela não está sem maquiagem! - como em 'Marcas da violência'.
segunda-feira, 5 de dezembro de 2005
Bob Dylan era/é um gênio. A entrevista coletiva constante do documentário 'No direction home' poderia ser lançada como uma obra de arte independente. (O Leonardo precisa ver, eu aposto que ele nunca mais vai parar de adorar o cara.) Infelizmente eu não lembro agora dos diálogos, tampouco eles são encontráveis na internet, mas em breve alugarei de novo o DVD e eu copiarei aquilo. Por enquanto:
menina - Você acha que suas canções tem um significado objetivo ou subjetivo?
Bob - Não sei. O que você acha?
menina - Era para ser subjetivo.
Bob - Por quê?
menina - Não sei, eu li isso.
Bob - Onde?
menina - Numa revista de cinema.
jornalista - Você quer dizer algo nas suas músicas?
Bob - Não.
"Não dá para ser esperto e estar amando ao mesmo tempo." (Bob Dylan, sobre não ter retribuído o convite para o palco à ex-namorada Joan Baez)
E foi mais ou menos assim: "Eu entrei na sala e lá estavam Bob e os Beatles sentados, catatônicos, e eu não sabia bem como agir, então sentei no braço da poltrona do Bob, e o John Lennon, um moleque, disse 'Por que não senta ainda mais perto?', e aí eu perguntei 'Você já leu William Blake?', e ele disse não saber quem era, e então sua esposa disse que ele estava mentindo. Fiquei refletindo: como aquelas pessoas estavam no auge do seu poder, da sua fama, e não tinham ainda sua mente formada." (Allen Ginsberg)
menina - Você acha que suas canções tem um significado objetivo ou subjetivo?
Bob - Não sei. O que você acha?
menina - Era para ser subjetivo.
Bob - Por quê?
menina - Não sei, eu li isso.
Bob - Onde?
menina - Numa revista de cinema.
jornalista - Você quer dizer algo nas suas músicas?
Bob - Não.
"Não dá para ser esperto e estar amando ao mesmo tempo." (Bob Dylan, sobre não ter retribuído o convite para o palco à ex-namorada Joan Baez)
E foi mais ou menos assim: "Eu entrei na sala e lá estavam Bob e os Beatles sentados, catatônicos, e eu não sabia bem como agir, então sentei no braço da poltrona do Bob, e o John Lennon, um moleque, disse 'Por que não senta ainda mais perto?', e aí eu perguntei 'Você já leu William Blake?', e ele disse não saber quem era, e então sua esposa disse que ele estava mentindo. Fiquei refletindo: como aquelas pessoas estavam no auge do seu poder, da sua fama, e não tinham ainda sua mente formada." (Allen Ginsberg)
5ª MUTHAFUCKA FESTIVAL
DIAS 16, 17 E 18 DE DEZEMBRO DE 2005
SANTO ANTÔNIO DA PATRULHA / RS
LOCAL : SINAI BAR (Antigo Pororoca bar)
AV. BORGES DE MEDEIROS S/N BAIRRO CIDADE ALTA
Comida (vegan e/ou normal) à venda no local (almoço e janta).
Contatos:
Daniel: (0xx51) 36621871 (a partir das 14h), e-mail: villaverde78@gmail.com
Nelson: (0xx51) 84122532, e-mail: hordamzt@yahoo.com.br
[Atenção: isto está todo recortado.]
PALESTRAS SÁBADO DIA 17
INÍCIO ÀS 13 HORAS ENTRADA FRANCA
15H - COLETIVO ANTENA
Guilherme Darisbo (Porto Alegre) e Max Chami (Santa Maria)
Eletroacústica, ambient, harsh, noise.... Afinal de contas o que significa isto? Membros do Coletivo Antena vão relatar a sua produção (anti)musical e explicar um pouco sobre o subterrâneo musical.
DIAS 16, 17 E 18 DE DEZEMBRO DE 2005
SANTO ANTÔNIO DA PATRULHA / RS
LOCAL : SINAI BAR (Antigo Pororoca bar)
AV. BORGES DE MEDEIROS S/N BAIRRO CIDADE ALTA
Comida (vegan e/ou normal) à venda no local (almoço e janta).
Contatos:
Daniel: (0xx51) 36621871 (a partir das 14h), e-mail: villaverde78@gmail.com
Nelson: (0xx51) 84122532, e-mail: hordamzt@yahoo.com.br
[Atenção: isto está todo recortado.]
PALESTRAS SÁBADO DIA 17
INÍCIO ÀS 13 HORAS ENTRADA FRANCA
15H - COLETIVO ANTENA
Guilherme Darisbo (Porto Alegre) e Max Chami (Santa Maria)
Eletroacústica, ambient, harsh, noise.... Afinal de contas o que significa isto? Membros do Coletivo Antena vão relatar a sua produção (anti)musical e explicar um pouco sobre o subterrâneo musical.
Mais imagens da deslumbrante aparelhagem de luz dos NIN. Parece que ela é comandada por este troço aqui:

Mas ainda estou severamente atrás, no google, do nome por trás dos designs dos discos e da luz dos Nine Inch Nails.
Mas ainda estou severamente atrás, no google, do nome por trás dos designs dos discos e da luz dos Nine Inch Nails.
Piada minha.
P: Sabe o que o Cartolas disse pro Corinthians?
R: Pelo menos alguma coisa a gente tem em comum.
P: Sabe o que o Cartolas disse pro Corinthians?
R: Pelo menos alguma coisa a gente tem em comum.
Definição perfeita do show do Sonic Youth: "Não é que o show foi ruim, é que eles não tocaram as músicas que nós esperávamos que eles tocassem." (André Kleinert, vice-presidente do Clube de Cinema de Porto Alegre - não achei o link do blog Jovensturcos...)
Isto é: menos do 'Sonic nurse' e pelo menos uma de cada um destes: 'A thousand leaves', 'NYC ghosts & flowers' e 'Murray street' (os três discos anteriores ao 'Nurse'!). Como eu disse esses dias, eu preferi(ri)a a turnê do 'NYC' (como o show do Free Jazz).
Isto é: menos do 'Sonic nurse' e pelo menos uma de cada um destes: 'A thousand leaves', 'NYC ghosts & flowers' e 'Murray street' (os três discos anteriores ao 'Nurse'!). Como eu disse esses dias, eu preferi(ri)a a turnê do 'NYC' (como o show do Free Jazz).
Se tudo der certo logisticamente, discotecarei nesta festa:
domingo, 4 de dezembro de 2005
Aqui o release do show da Blanched. A divulgação oficial ainda não começou, portanto está sujeito a alterações. Mas como a palavra de ordem é divulgar, já vamos espalhando essa celebração unique da banda. Fiquei sabendo que um operador da rádio Unisinos nos considera arrogantes porque o Leonardo deu o celular no ar, mas disse que a preferência era para contatos por e-mail.
Melodias suaves e climas agridoces, permeados por texturas de
samples, que deixam a alma vulnerável para inesperadas explosões de
guitarras, zunindo como violinos. Esta é a Blanched, de Novo
Hamburgo, que faz seu único show do ano dia 22 de dezembro, quinta,
no Beco. A noite ainda conta com discotecagens de Douglas Dickel,
Daniel Galera e JotaPê (Noisy).
Formada em 2001 por Marcelo Koch (bateria), Priscila Wachs (flauta),
Leonardo Fleck, Daniel Galera e Douglas Dickel (que se revezam entre
um baixo e duas guitarras), a Blanched já lançou dois EPs: 'Ter
estado aqui' (2002) e 'Blanched toca Angelopoulos' (2004), este
último constante de algumas listas dos melhores discos independentes
nacionais do ano passado.
A banda esteve em pausa devido a viagens de seus integrantes, mas se
reunirá para matar a saudade. O desfalque será Priscila Wachs, que
passa uma temporada nos EUA. Blanched significa palidez, aquilo que
foi tornado branco por desbotamento, alvura induzida pelo medo ou
emoção intensa.
Blanched
22 de dezembro, quinta, 22h
Beco (João Pessoa, 203)
Discotecagens: JotaPê (Noisy), Douglas Dickel e Daniel Galera
R$ 6 antes das 23h; R$ 12 depois (valendo ceva)
Melodias suaves e climas agridoces, permeados por texturas de
samples, que deixam a alma vulnerável para inesperadas explosões de
guitarras, zunindo como violinos. Esta é a Blanched, de Novo
Hamburgo, que faz seu único show do ano dia 22 de dezembro, quinta,
no Beco. A noite ainda conta com discotecagens de Douglas Dickel,
Daniel Galera e JotaPê (Noisy).
Formada em 2001 por Marcelo Koch (bateria), Priscila Wachs (flauta),
Leonardo Fleck, Daniel Galera e Douglas Dickel (que se revezam entre
um baixo e duas guitarras), a Blanched já lançou dois EPs: 'Ter
estado aqui' (2002) e 'Blanched toca Angelopoulos' (2004), este
último constante de algumas listas dos melhores discos independentes
nacionais do ano passado.
A banda esteve em pausa devido a viagens de seus integrantes, mas se
reunirá para matar a saudade. O desfalque será Priscila Wachs, que
passa uma temporada nos EUA. Blanched significa palidez, aquilo que
foi tornado branco por desbotamento, alvura induzida pelo medo ou
emoção intensa.
Blanched
22 de dezembro, quinta, 22h
Beco (João Pessoa, 203)
Discotecagens: JotaPê (Noisy), Douglas Dickel e Daniel Galera
R$ 6 antes das 23h; R$ 12 depois (valendo ceva)
Acabei de ver o 'No direction home', documentário sobre o Bob Dylan até 1966, dirigido (?) pelo Martin Scorcese. Remeteu, a parte final, aos também ótimos documentários 'Hype!' e 'Meeting people is easy': revela a imbecilidade do seres humanos rasos, representados gloriosamente pelos meus colegas de formação universitária.
Eu odeio messenger.
sexta-feira, 2 de dezembro de 2005
Era do que eu precisava para sorver ainda melhor esse novo disco do Depeche Mode, 'Playing the angel'. Eu precisava saber quem era o responsável por mais essa sinfonia eletrônica sombria. Martin L. Gore é o nome do filho da puta em questão. E o escriba do texto abaixo diz que os Depeche influenciaram tudo o que vem depois; então, um exemplo para ilustrar: coloquei no meu winamp, na seqüência, as músicas do disco 'Claro', que citei dois posts abaixo, e quase não percebi que trocou de banda - no bom (ótimo) sentido!
"Não é usual que uma banda viva o tempo suficiente para ver o seu o som inicial voltar novamente a estar na moda. Mas na verdade, após 20 anos, os Depeche Mode são o exemplo do pop electrónico da década de oitenta que continua a resistir. O trio (antigamente um quarteto) facilmente conquistou os EUA na década de oitenta e noventa com musicas que conjugavam um imaginário religioso com música electrónica vinda do purgatório.
"Durante esse processo eles obtiveram as tatuagens, os hábitos das drogas, experiências muito próximas da morte e as tensões e problemas de comunicação dentro da própria banda tudo caracteristicas que surgem associadas ao estrelato. Mas além disso foram capazes de influenciar praticamente todas as bandas que surgiram depois. E agora em Playing the Angel verificamos nas próprias letras essas mesmas experiências sendo a dor e o arrependimento sentimentos chave das mesmas.
"Não há dúvida que Playing the Angel é o melhor álbum na carreira dos Depeche Mode desde o Violator. A principal pista deixada no ar antes do lançamento do cd que conduzia nessa direcção foi uma frase de Dave Gahan na qual afirmava que estar neste momento nos Depeche Mode é melhor do que durante os ultimos 15 anos. Fazendo umas simples contas de matemática revela que Gahan acerta na época do Violator, uma época onde a criatividade e a popularidade da banda atingiam o seu pico. O som do 11º álbum dos Depeche Mode entra nos nossos ouvidos de uma forma surpreendente imbuído de vitalidade e perfeitamente actual.
"Um dos espinhos da politica interna do grupo que percorreu toda a longevidade dos anos passados a tocar em estádios foi a vontade extrema de Gahan em juntar-se a Gore na concepção das letras, da mesma forma que Gore sempre cantou uma ou duas músicas nos álbuns dos Depeche Mode. Após a criação do cd a solo, Gahan finalmente conseguiu levar para a frente a seu vontade incluindo 3 dos 12 temas presentes no álbum. E crédito terá de lhe ser dado pois 'Suffer well' é um dos temas mais fortes.
"Mas enquanto Gahan tenta criar o seu espaço na área criativa da banda, Gore demonstra que realmente sabe o que faz e a concorrência do seu companheiro fê-lo elevar a fasquia provando que é um dos melhores e consistentes músicos no activo. 'A pain that i'm used to' tem um refrão estonteante típico dos Depeche Mode; 'John the revelator' é uma faixa que se reveste de antipatia em relação ao cristianismo 'John the Revelator/ he's a smooth operator / it's time we cut him down to size..." e destaca-se devido à voz poderosa de Gahan; e 'Precious' poderia muito bem ser retirada do catálogo das melhores músicas da banda reportando ao final da década de oitenta. 'Nothing's impossible' surge com insistente e em crescente baixo e com uma letra ameaçadora 'Just give me a reason some kind of sign / I'll need a miracle to help me this time' mas depois embala num terno refrão 'Even the stars look brighter tonight / nothing's impossible / if you believe in love at first sight.', apenas para fazer referência a algumas faixas.
"Mas acho que já chega, como já devem ter reparado gostei bastante do cd e fez-me ficar ansioso por Fevereiro do próximo ano para os ver interpretar alguns temas deste registo que me parecem vir a ser verdadeiramente poderosos e intensos ao vivo. Por isso acho que vai ser uma longa espera." (Luis Lisboa, um luso amigo do gentil E. Palandi)
"Não é usual que uma banda viva o tempo suficiente para ver o seu o som inicial voltar novamente a estar na moda. Mas na verdade, após 20 anos, os Depeche Mode são o exemplo do pop electrónico da década de oitenta que continua a resistir. O trio (antigamente um quarteto) facilmente conquistou os EUA na década de oitenta e noventa com musicas que conjugavam um imaginário religioso com música electrónica vinda do purgatório.
"Durante esse processo eles obtiveram as tatuagens, os hábitos das drogas, experiências muito próximas da morte e as tensões e problemas de comunicação dentro da própria banda tudo caracteristicas que surgem associadas ao estrelato. Mas além disso foram capazes de influenciar praticamente todas as bandas que surgiram depois. E agora em Playing the Angel verificamos nas próprias letras essas mesmas experiências sendo a dor e o arrependimento sentimentos chave das mesmas.
"Não há dúvida que Playing the Angel é o melhor álbum na carreira dos Depeche Mode desde o Violator. A principal pista deixada no ar antes do lançamento do cd que conduzia nessa direcção foi uma frase de Dave Gahan na qual afirmava que estar neste momento nos Depeche Mode é melhor do que durante os ultimos 15 anos. Fazendo umas simples contas de matemática revela que Gahan acerta na época do Violator, uma época onde a criatividade e a popularidade da banda atingiam o seu pico. O som do 11º álbum dos Depeche Mode entra nos nossos ouvidos de uma forma surpreendente imbuído de vitalidade e perfeitamente actual.
"Um dos espinhos da politica interna do grupo que percorreu toda a longevidade dos anos passados a tocar em estádios foi a vontade extrema de Gahan em juntar-se a Gore na concepção das letras, da mesma forma que Gore sempre cantou uma ou duas músicas nos álbuns dos Depeche Mode. Após a criação do cd a solo, Gahan finalmente conseguiu levar para a frente a seu vontade incluindo 3 dos 12 temas presentes no álbum. E crédito terá de lhe ser dado pois 'Suffer well' é um dos temas mais fortes.
"Mas enquanto Gahan tenta criar o seu espaço na área criativa da banda, Gore demonstra que realmente sabe o que faz e a concorrência do seu companheiro fê-lo elevar a fasquia provando que é um dos melhores e consistentes músicos no activo. 'A pain that i'm used to' tem um refrão estonteante típico dos Depeche Mode; 'John the revelator' é uma faixa que se reveste de antipatia em relação ao cristianismo 'John the Revelator/ he's a smooth operator / it's time we cut him down to size..." e destaca-se devido à voz poderosa de Gahan; e 'Precious' poderia muito bem ser retirada do catálogo das melhores músicas da banda reportando ao final da década de oitenta. 'Nothing's impossible' surge com insistente e em crescente baixo e com uma letra ameaçadora 'Just give me a reason some kind of sign / I'll need a miracle to help me this time' mas depois embala num terno refrão 'Even the stars look brighter tonight / nothing's impossible / if you believe in love at first sight.', apenas para fazer referência a algumas faixas.
"Mas acho que já chega, como já devem ter reparado gostei bastante do cd e fez-me ficar ansioso por Fevereiro do próximo ano para os ver interpretar alguns temas deste registo que me parecem vir a ser verdadeiramente poderosos e intensos ao vivo. Por isso acho que vai ser uma longa espera." (Luis Lisboa, um luso amigo do gentil E. Palandi)
Sempre que você está no inferno você está indo na direção do paraíso & sempre que você está no paraíso você está indo na direção do inferno.
Estou querendo estacionar meus downloads, ao término dos atuais. Estou com muita coisa nova e está na hora de me dedicar a apreciá-los. Soulseek vicia, e eu preciso voltar a viver. O calor e a internet dos dias antes de ontem me fizeram totalmente inerte. Por sorte ontem refrescou e eu pude pelo menos ter vontade de largar a escravidão da internet. Ela facilita a inércia, porque você se acostuma a fazer todas as coisas do lugar onde está, com a bunda na cadeira. Ontem levei um 'Blanched toca Angelopoulos' e um input_output para que talvez um ou os dois projetos sejam selecionados para ter uma música num longa-metragem. Depois, assisti ao 'Marcas da violência', o novo do Cronenberg, no Guion. Fazia tempo que eu não ia ao Guion. A sala 2 está mal das pernas: cheiro ruim e som baixo. Quanto ao filme, não é extraordinário, mas é decente. Gostei mais de 'Spider'. Tenho que ver o 'Videodromes', que o Tony disse que eu provavelmente vou adorar. Vi 'Scanners' quando pequeno, na Globo, e de 'Crash' eu gostei apenas um pouco - a atração sexual por acidentes de carro não me diz muita coisa. E por falar em 'Marcas da violência', a Lola, a gata que acolhemos para ter seus filhinhos, deixou ferimentos (casquinha de ferida e buraco no pêlo) nos dois lados da jugular da Cvalda... Ela está cada vez mais agressiva. Não bastava achar-se dona da sala, agora quer mandar na cama também. Ela põe os nossos para correr, estou preocupado com eles, mas parece que até o dia 17 ela conclui sua hospedagem.
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