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sexta-feira, 2 de dezembro de 2005

Era do que eu precisava para sorver ainda melhor esse novo disco do Depeche Mode, 'Playing the angel'. Eu precisava saber quem era o responsável por mais essa sinfonia eletrônica sombria. Martin L. Gore é o nome do filho da puta em questão. E o escriba do texto abaixo diz que os Depeche influenciaram tudo o que vem depois; então, um exemplo para ilustrar: coloquei no meu winamp, na seqüência, as músicas do disco 'Claro', que citei dois posts abaixo, e quase não percebi que trocou de banda - no bom (ótimo) sentido!

"Não é usual que uma banda viva o tempo suficiente para ver o seu o som inicial voltar novamente a estar na moda. Mas na verdade, após 20 anos, os Depeche Mode são o exemplo do pop electrónico da década de oitenta que continua a resistir. O trio (antigamente um quarteto) facilmente conquistou os EUA na década de oitenta e noventa com musicas que conjugavam um imaginário religioso com música electrónica vinda do purgatório.

"Durante esse processo eles obtiveram as tatuagens, os hábitos das drogas, experiências muito próximas da morte e as tensões e problemas de comunicação dentro da própria banda tudo caracteristicas que surgem associadas ao estrelato. Mas além disso foram capazes de influenciar praticamente todas as bandas que surgiram depois. E agora em Playing the Angel verificamos nas próprias letras essas mesmas experiências sendo a dor e o arrependimento sentimentos chave das mesmas.

"Não há dúvida que Playing the Angel é o melhor álbum na carreira dos Depeche Mode desde o Violator. A principal pista deixada no ar antes do lançamento do cd que conduzia nessa direcção foi uma frase de Dave Gahan na qual afirmava que estar neste momento nos Depeche Mode é melhor do que durante os ultimos 15 anos. Fazendo umas simples contas de matemática revela que Gahan acerta na época do Violator, uma época onde a criatividade e a popularidade da banda atingiam o seu pico. O som do 11º álbum dos Depeche Mode entra nos nossos ouvidos de uma forma surpreendente imbuído de vitalidade e perfeitamente actual.

"Um dos espinhos da politica interna do grupo que percorreu toda a longevidade dos anos passados a tocar em estádios foi a vontade extrema de Gahan em juntar-se a Gore na concepção das letras, da mesma forma que Gore sempre cantou uma ou duas músicas nos álbuns dos Depeche Mode. Após a criação do cd a solo, Gahan finalmente conseguiu levar para a frente a seu vontade incluindo 3 dos 12 temas presentes no álbum. E crédito terá de lhe ser dado pois 'Suffer well' é um dos temas mais fortes.

"Mas enquanto Gahan tenta criar o seu espaço na área criativa da banda, Gore demonstra que realmente sabe o que faz e a concorrência do seu companheiro fê-lo elevar a fasquia provando que é um dos melhores e consistentes músicos no activo. 'A pain that i'm used to' tem um refrão estonteante típico dos Depeche Mode; 'John the revelator' é uma faixa que se reveste de antipatia em relação ao cristianismo 'John the Revelator/ he's a smooth operator / it's time we cut him down to size..." e destaca-se devido à voz poderosa de Gahan; e 'Precious' poderia muito bem ser retirada do catálogo das melhores músicas da banda reportando ao final da década de oitenta. 'Nothing's impossible' surge com insistente e em crescente baixo e com uma letra ameaçadora 'Just give me a reason some kind of sign / I'll need a miracle to help me this time' mas depois embala num terno refrão 'Even the stars look brighter tonight / nothing's impossible / if you believe in love at first sight.', apenas para fazer referência a algumas faixas.

"Mas acho que já chega, como já devem ter reparado gostei bastante do cd e fez-me ficar ansioso por Fevereiro do próximo ano para os ver interpretar alguns temas deste registo que me parecem vir a ser verdadeiramente poderosos e intensos ao vivo. Por isso acho que vai ser uma longa espera." (Luis Lisboa, um luso amigo do gentil E. Palandi)

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