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segunda-feira, 2 de julho de 2012


Willian Cruz:

As cidades foram feitas para as pessoas. Os carros vieram depois e deformaram os espaços urbanos. Olhe da janela agora e veja quanto espaço há para a circulação das pessoas e quanto dele está reservado para os automóveis. Se a cidade é feita para a circulação motorizada, a tendência das pessoas será inevitavelmente essa. O resultado é o que conhecemos como hora do rush (das 7 da manhã às 10 da noite).


Em vez de perceber no que nossa cidade se tornou e contribuir para um lugar melhor para nós e nossos filhos, optando por trocar o carro por opções alternativas sempre que possível, a maioria das pessoas pensa apenas em comprar um carro mais confortável e se isolar dos problemas. Ligar o ar condicionado, fechar os vidros e aumentar o som. Ignorar o que está do lado de fora, fazer de conta que não está lá. Em outras palavras: fugir. Que bela solução.

Se você cansou de sua cidade, faça o possível para torná-la melhor. Um momento em que seu carro te deixa na mão, por exemplo, pode ser uma oportunidade para ver a cidade de outro ângulo, em vez da viciada experiência de se trancar em um ambiente climatizado e se isolar do mundo e das pessoas até chegar a outro local de confinamento.

Aliás, foi exatamente o que aconteceu comigo: em um dia que meu carro quebrou, resolvi usar a bicicleta para ir ao trabalho e vi que não era tão complicado quanto parecia. Foi aí que tudo começou a mudar. A cidade mudou para mim, e eu mudei para a cidade e para os que estão à minha volta.

Não podemos viver confinados em bolhas de metal. As ruas são suas também. Saia a pé, sinta o sol, olhe para o céu. Há quanto tempo você não repara nos formatos das nuvens, no som dos pássaros e nas plantas que insistem em nascer em qualquer buraquinho da calçada, resistindo à petrificação da cidade?

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