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quarta-feira, 11 de julho de 2012


"Nossa relação com os carros e com as leis de trânsito é complexa. Entram em jogo fatores como ódio à autoridade, agressão, potência sexual, impulsividade, rivalidade, sensações difusas de perda, pressão e até claustrofobia. Alguns guiam da mesma forma que vivem, equilibrada ou loucamente. Outros se transformam em seres bárbaros só em ocasiões propícias, quando se sentem fortes e protegidos. Um sujeito aparentemente pacato pode virar um ogro ao dirigir. Uma mocinha delicada pode se tornar uma grossa que xinga, grita e fecha outros motoristas; uma pessoa equilibrada pode se tornar uma ditadora de lições de moral no trânsito. O carro, nesses casos, funciona como escudo protetor e arma. O ritmo lento do tráfego e a forma quase caótica de organização do trânsito causam ansiedade e angústia. (...)" (Luciana Saddi)

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