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segunda-feira, 9 de julho de 2012
Espiritualidade, decência, beleza, vida.
O que é ser uma pessoa decente? É ter espiritualidade, obter sentido maior em viver, ou seja, recusar que a vida se esgote numa existência que tem sentido em si mesma. Aplica-se aqui a noção de transcendência, ou seja, as coisas, a vida, o sentido é construído para além do imediato, além do momento e assim se mergulha na capacidade de honrar a vida, fazer valer a pena a existência humana. Isso nos leva a ser decente. O que seria isso, ser decente? Devemos deixar a vida ficar indecente? É essa indecência que quebra a possibilidade de existir, de acontecer, de ser, de fazer, de ter e deixa de ser bela a existência. Vida não é só beleza, mas nós obscurecemos essa existência quando os apesares são maiores em quantidade aos por causa; faço algo por causa disso ou daquilo, não apesar, que é o motivo maior, e isso acaba abafando o brilho da vida, gerando momentos de infelicidade pois não aproveitamos, pois a sabedoria não está em não falhar ou não sofre, mas usar nossas falhas para amadurecer (decência) e o sofrimento para compreender a dor do outro, assim não tendemos à indecência. A explicação esta na origem da palavra, na etimologia. Descobrimos sua origem latina, que parte do prefixo DEC, que significa ornar = enfeitar, embelezar. Daí vem as palavras ornamentação, decoração, decoro parlamentar, que tem a mesma origem de decência.
Perceba quando você diz: “Olha que pessoa bonita, que casa bonita, que escultura bonita…”, Você está dizendo que ela é descente. Por isso a arquitetura do ser e do conviver, bem planejadas gera pessoas descentes, pois celebram sua missão juntas em um espaço adequado, harmônico. O que é uma pessoa descente? É aquela que orna, combinar, harmoniza. É a descência que faz combinar, ornamentar a vida. Hoje temos no planeta, grande parte de pessoas indescentes, sem valores, com critérios baixos, sem uma missão que vai além, e isso está no modo que organizamos as cidades, nossa casa, nosso ser, nossos relacionamentos humanos e com a natureza. Hoje é uma relação de vida indescente. Essa falta de decoro leva uma agreção à fertilidade, ou seja: nós temos cidades feitas, rios poluidos, pessoas sem brilho, nada é mais belo, bom, verdadeiro e útil como deveria. Mas, não precisava ser assim, isso é mediocridade.
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Mário Sérgio Cortella - Filósofo pela Faculdade de Filosofia Nossa Senhora Medianeira, tem mestrado e doutorado em Educação pela PUC/SP. Trabalha na PUC/SP desde 1977, tendo atuado por 32 anos no Departamento de Teologia e Ciências da Religão, sendo hoje professor-titular do Departamento de Fundamentos da Educação e da Pós-Graduação em Educação.
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