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quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

"A Pele Que Habito é uma parábola do amor, pois é banal que o amor nos leve a querer transformar parceiros e parceiras de forma que eles correspondam a nossas expectativas. O projeto de moldar o outro transforma qualquer convívio numa violência. Mas essa violência não impede nada: no clássico 'Post-traumatic Therapy and Victims of Violence', Frank Ochberg enumerava, entre os sintomas habituais das vítimas, tanto um ódio ressentido e doentio quanto sentimentos positivos - incluindo amor romântico, sujeição e, paradoxalmente, gratidão." (Contardo Calligaris)

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