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quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

"Miranda July can take a story about a thirty-something couple adopting an injured cat and dramatically transform it into an allegory about the internet generation’s fear of growing up." (Angela Watercutter)

"Nos seis anos que separam O Futuro de Eu, Você e Todos Nós, Miranda July cresceu. Mas não se engane quem ache que ela deixou de lado a 'esquisitice-encantadora' ou a 'fofura-do-inusitado'. Afinal de contas, cavalos sempre terão cheiro de cavalos. Mas da garota de quase 30 que transformava em ilusão poética as pequenezas de seu cotidiano, enquanto idealizava o príncipe encantado em uma loja de sapatos, ela passou para a mulher com medo dos 40 que ficou com seu princípe e se pergunta "e agora?". Aqui, a esquisitice não busca mais ser o desvio de comportamento alentador, nem resulta em pequenas belezinhas da vida ordinária - ela é só esquisitice mesmo. E em assumir essa 'falha', no sentido mesmo da ruptura, e em ousar na tentativa de ainda ser cativante sem medo do repúdio é que July ganha e cresce como artista." (Rafael Gomes)

"'O Futuro' é um filme estranho, parado, que flerta com o absurdo e algumas vezes parece uma mistura de Sofia Coppola com Charlie Kauffman. Mas não vai tão ao fundo das questões que aborda. A dificuldade em dar um passo adiante, nem que seja adotando um gato (poderia ser um filho), renderia um bom retrato de uma geração. Mas, assim como seus personagens, a diretora não completa o passo. Em vez de se aprofundar na leitura, ela mantém o olhar teso nas características dos protagonistas sem deixar pistas de suas motivações ou da raiz dos seus medos." (Rodrigo Levino)

"Miranda July está mais preocupada em explorar as excentricidades e vidas vazias de seus protagonistas do que fazer o retrato de uma geração. Os dois são praticamente niilistas, sem acreditar em nada, perambulando por um mundo, para eles, sem razão de ser. Trazem um sentimento de não pertencer, comum aos personagens de July, só que exacerbado. Mais do que deslocamento, torpor. 'O Futuro', no fim das contas, vale pela esquisitice de sua realizadora. Pode ser suficiente para alguns, mas não afasta a sensação de superficialidade." (Marco Tomazzoni)

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