Você não é um funcionário. Você se criou como um funcionário. Quando você apresenta seu cartão de visitas ou seu currículo, não acredite que você é aquilo, você é aquele que construiu o seu currículo. Todas as nossas tragédias são tragédias do personagem. Se suas circunstâncias afundarem, você não precisa afundar junto. O treinamento para atingir esse estágio, de estar vinculado e ao mesmo tempo livre, é a quarta verdade de Buda. Ela se divide em outras quatro:
• Motivação correta
• Não trazer sofrimento aos seres
• Trazer benefício aos seres
• Dirigir a própria mente (é preciso tomar decisões capazes de serem implementadas)
Se você não se acha útil para alguma coisa, é melhor nem procurar emprego. Enquanto você tiver essa dúvida – se é útil ou não –, não tem a energia para chegar. Agora, quando você tiver a certeza de sua utilidade, é diferente. Antes de chegar a uma empresa, é preciso ver de que forma você pode trazer benefício àquela organização. Faça uma investigação cuidadosa. Quando você chegar para a entrevista, tem de estar apto a dizer "sorte sua, você me encontrou".
Essencialmente, o que você precisa ter é algo que satisfaça o outro, que traga benefícios. O ponto central é esse: não é o que vou ganhar em uma relação de troca, mas o que tenho a oferecer. Muitas pessoas pensam o contrário e acabam alijadas. Isso vale tanto para o funcionamento de um negócio quanto para o mercado de trabalho. O budismo tem 26 séculos e é um empreendimento. Não é uma atividade com fins lucrativos, mas se move dentro do mundo econômico. O budismo não tem interesses econômicos, não remunera seus funcionários e seguidores. Ainda assim, mesmo sem ser uma atividade lucrativa, vive. A essência da estabilidade do budismo é que tem algo a oferecer para cada pessoa.
(Lama Padma Samten)
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terça-feira, 17 de novembro de 2009
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