“Há muito se supõe que os torcedores fanáticos de esportes obtêm excitação e um senso de comunidade torcendo por um time. Mas um crescente corpo de evidências científicas sugere que, para alguns torcedores, os laços são ainda mais profundos. Algumas pesquisas apontam que os torcedores fanáticos tornam-se tão ligados ao seus times que eles experienciam, tanto quanto os atletas, ondas hormonais e outras mudanças fisiológicas enquanto acompanham os jogos. A auto-estima de alguns torcedores, homens ou mulheres, também sobe e desce com um resultado de jogo. Uma derrota afeta o otimismo deles acerca de qualquer coisa, desde um encontro amoroso até uma apresentação de um trabalho. Há uma teoria que remete as raízes da psicologia do torcedor a um tempo primitivo, quando as pessoas viviam em pequenas tribos, e os guerreiros que lutavam para proteger suas tribos eram representantes genéticos legítimos de seu povo. Nas sociedades modernas, atletas amadores e profissionais interpretam um papel similar para uma cidade dentro da guerra estilizada do campo de futebol, diz a teoria. Mesmo que os atletas profissionais sejam mercenários em todos os sentidos, a bravura deles pode recriar em alguns torcedores as intensas emoções que provavelmente seus ancestrais tinham nos embates tribais. Também pode ser que foram essas emoções que em grande parte provocaram a explosão na popularidade dos esportes nas últimas duas décadas. ‘Nossos heróis do esporte são os nossos guerreiros’, diz Roberto Cialdini, professor de psicologia no estado do Arizona. ‘Não é uma diversão leve para ser apreciada por sua graça e harmonia inerente. O ‘eu’ é centralmente envolvido no resultado do evento.’ Alguns estudos recentes sugerem que alguns torcedores experienciam mudanças fisiológicas durante um jogo ou quando são mostradas fotos do seu time. Um estudo na Geórgia mostrou que os níveis de testosterona em torcedores masculinos sobe consideravelmente depois de uma vitória e cai no mesmo nível depois de uma derrota. O mesmo padrão tem sido documentado em animais machos que brigam por uma parceira: biólogos teorizam que os mamíferos se envolvem dessa forma para assegurar resoluções rápidas para os conflitos. James Dabbs, um psicólogo da Universidade Estadual da Geórgia, testou amostras de saliva de diferentes grupos de torcedores esportivos antes e depois de jogos importantes. Em um dos testes, Dabbs tirou amostras de saliva de 21 homens italianos e brasileiros em Atlanta antes e depois da vitória do Brasil sobre a Itália na Copa do Mundo de 1994. A testosterona dos brasileiros subiu em média 28%, enquanto os níveis dos italianos caíram em cerca de 27%. Charles Hillman, psicólogo da Universidade de Illinois, descobriu que os torcedores fanáticos de futebol da Universidade da Flórida experienciam uma excitação fisiológica extrema quando vêem fotos das estrelas do Gator em jogos em que o time venceu, mas respondem com indiferença a imagens de outros atletas e outras equipes. Entre fervosos torcedores e torcedoras, os estudos de Hillman apontaram que os níveis de excitação – medidos por batimentos cardíacos, ondas cerebrais e transpiração – foram comparáveis aos registrados quando aos torcedores foram mostradas fotos eróticas ou imagens de animais atacando. Edward Hirt, da Universidade de Indiana, demonstrou que a auto-estima de um torcedor fanático tende a alinhar-se com a performance do time. Homens e mulheres que são torcedores obstinados estavam muito mais otimistas quanto ao seu poder de atração depois de uma vitória. Eles também estavam mais esperançosos sobre suas habilidades para se sairem bem em testes físicos ou mentais, como dardos e jogos com palavras. Quando o time perdeu, o otimismo evaporou. Na maioria dos casos, essa profunda ligação a um time pode ser saudável, segundo os estudos. Daniel Wann, psicólogo da Murray State University, em Kentucky, tem feito uma série de estudos demonstrando que um interesse intenso em um time pode tirar pessoas da depressão e despertar sentimentos de auto-apreço e pertencimento.” (McKINLEY Jr., James C. It isn’t just a game: clues to rooting.)
in
SCHECHNER, William. Performance studies.
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domingo, 8 de novembro de 2009
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