"Houve um tempo em que as religiões eram matriarcais. Religiões voltadas para a devoção da Natureza e das forças da Natureza, e de seus ciclos, respeitando seus movimentos de expansão e retração. Elas refletiam uma visão de mundo a partir do olhar da mulher, da mãe Natureza. Mas esta visão foi soterrada pelo patriarcado e o império da razão e do racionalismo. E estamos pagando caro por isso! A visão patriarcal do mundo - refletida nas religiões patriarcais - diminuindo o feminino, o corpo, a Terra, os frutos, nega a manifestação do Espírito. Pois o Espírito se expressa no vivo, no material. O invisível se expressa por meio do visível. Disso decorre toda sorte de dificuldades com o prazer e com a expressão da Vida nas suas mais variadas formas. Quem quer que negue a energia feminina, nega a Terra. Quem nega a Terra, nega seu feminino. Hoje percebo mais claramente a necessidade premente de vermos espelhada a nossa saúde por meio de espaços puros, naturais. A paisagem urbana cria uma capa racional, artificial, construída em cimento, que impermeabiliza nosso contato com o verde primordial da onde viemos, fazendo-nos esquecer que somos feitos desses elementos, dessa Natureza mesma. Perdemos, assim, o acesso ao nosso espaço natural; por natural entendemos aquilo que é o que eu sou (sem esforço). Tudo passa a ser construído e artificial como o nosso pensar e a nossa razão. O Buda diz: "Não é possível separar sua Mente da Natureza. Sua Mente e a Natureza são uma coisa só." Como fica nossa Mente (e a percepção de nós mesmos) quando em ilhas urbanas desfiguramos a Natureza, apartando-nos do contato com nós mesmos?" (Isabela Bisconcini)
"O primeiro culto da humanidade foi ligado à Deusa Mãe, que se manifesta de várias formas: Isis, Vênus, Ishtar, Iemanjá, Maria, Kwan Yin, Athenas e tantas outras. Todas as deusas com esta gama variada de nomes manifestam os atributos de uma só, a Mãe Universal, que é mais conhecida entre os humanos como Grande Mãe ou Grande Deusa. (...) Com o passar do tempo, o culto intenso ao patriarcado fez a deusa silenciar, trazendo um impacto desmedido que se arrasta até os dias atuais. As próprias mulheres deixaram-se influenciar por este contexto, perderam a sua feminilidade, interferindo até mesmo nos ciclos lunares de menstruação. Seu lado masculino (yang) tornou-se tão forte que gerou desequilíbrios internos. (...) Quando o lado masculino usurpou do poder, afastando a Deusa do contato com a Terra, a escuridão se fez na mente humana. A mente racional assumiu o controle, deturpando o verdadeiro sentido de todas as coisas. Apagaram-se assim as estrelas do céu da consciência, para dar espaço aos fantasmas das sombras que tentam invadir o coração do ser humano. E assim arrastados pela ilusão do poder, perdem o referencial, instalando a doença da incredulidade, na ignorância dos desejos mundanos. (...) É exatamente agora o momento de plenitude em que a serpente ígnea, a energia psíquica (kundalini), subirá pela coluna, espiralando-se, usando esse poder inteligente para alcançar a iluminação e vencendo a treva da ignorância." (Mestre Djwal Khul)
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terça-feira, 17 de novembro de 2009
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