"O que você gosta de fazer? O que você aprendeu a fazer? (...) Aposto que, se você procurar, vai encontrar conexões entre o espaço sagrado que você tem agora e um espaço realmente especial que teve em sua infância. Como adulto, você precisa redescobrir o poder que move sua vida. Tensão, falta de sinceridade e a sensação do irreal vêm quando se segue a força errada em sua vida. (...) O espaço sagrado fica hermeticamente selado do mundo temporal. Quando você está em um espaço desses, não é possível entrar nele. Você está em uma zona eterna e protegida do impacto dos estímulos do dia e da hora. (...) Você precisa de um programa de isolamento para os momentos em que deseja se fechar: uma vez por semana, uma vez por dia ou uma por hora. Qual o valor disso? É uma necessidade absoluta, no qual o eterno em você se desliga do campo do tempo. (...) No espaço sagrado, tudo é feito para que o ambiente torne-se uma metáfora." (CAMPBELL)
Eu gosto de tocar, eu aprendi a tocar. Eu aprendi a imaginar, vendo filmes e desenhos e brincando sozinho no chão de um "quarto de brinquedos", com Ferrorama, Playmobil, caixinhas vazias, carrinhos de ferro, Transformers etc. Muitas coisas fazem parte da minha memória afetiva, do meu imaginário inconsciente formado na primeira infância. Entre elas, redescobertas recentes: o rádio Transglobe e a fascinação por aviões. O que eu não imaginava era que um dos caras mais legais do planeta, já amigo antigo da minha noiva, reapareceria do desaparecimento perante ela e eu e, como um presente do Trilho, me auxiliaria diretamente com os meus espaços sagrados de rádio e de avião. Um dia eu falei para a Manuela que dois dos barulhos mais bonitos que eu conhecia eram o da estática do rádio e dos aviões - seja o estrondo das turbinas, seja o zumbido agudo constante. Este amigo emocionante é o Júnior. Domingo ele deve instalar o simulador de vôo no meu computador para que eu sinta como é ser um comandante de vôo. Simulador este que é válido nos Estados Unidos para a contagem de horas de vôo de um piloto, embora o pai da Gracian, piloto de verdade, tenha dificuldade em pilotar os aviões virtuais. Domingo passado, depois de tirar umas fotos dos aviões de verdade a sete metros das nossas cabeças, na "árvore de natal" do Salgado Filho, e de tomar uns chimarrões e de ter umas conversas agradáveis, o Júnior me levou para a cabine virtual dele, de onde eu pilotei um F-18 do Salgado Filho até o aeroporto de Florianópolis. Depois, fiz uns treinamentos mais básicos com um adorável teco-teco. Além de tudo, eu e ele também vamos fazer um daqueles escambos musicais maravilhosos. Ontem carregamos um sofá que não cabia no elevador sete andares acima e esta semana ainda tem capeletti. Obrigado, Manuel(ind)a, Júnior, Sabrina, Tony, Nandie, Dênis, Bia, Luis, Arthur, Josiane, Massa, Giane, Márcia, Andrea, Luciano (tu mesmo), Iris, Selvina, Cezar, Irdes - vocês estão salvando o planeta.
"Se você estiver percorrendo os trilhos certos, é assim que as coisas funcionam: as portas se abrem como por milagre."
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