Eis três coisas bonitas em homenagem aos afogados pela recente onda internacional de desistências. Já faz tempo que eu não agüento mais pensar, falar e ouvir o mesmo assunto; mas, é natural, e é melhor deixá-lo se esvair do que trancá-lo no estômago. Que me desculpem os que não se identificam. Isso vai passar também: questão de tempo.
[soneto da separação] vinícius de morais
de repente do riso fez-se o pranto
silencioso e branco como a bruma
e das bocas unidas fez-se a espuma
e das mãos espalmadas fez-se o espanto.
de repente da calma fez-se o vento
que dos olhos desfez a última chama
e da paixão fez-se o pressentimento
e do momento imóvel fez-se o drama.
de repente, não mais que de repente
fez-se de triste o que se fez amante
e de sozinho o que se fez contente.
fez-se do amigo próximo o distante
fez-se da vida uma aventura errante
de repente, não mais que de repente.
[existo] vinícius de morais
eu não existo sem você
assim como o oceano
só é belo com luar
assim como a canção
só tem razão se se cantar
assim como uma nuvem
só acontece se chover
assim como o poeta
só é grande se sofrer
assim como viver
sem ter amor não é viver
não há você sem mim
e eu não existo sem você
[o amor] pedro verissimo
eu encontrei o amor
e foi como quebrar os dentes
o amor foi como um acidente
foi cortante de repente
o amor foi como um acidente
e olha o que restou
eu desviei do amor
mas foi como bater de frente
o amor foi como um acidente
foi cruel, inconseqüente
o amor foi como um acidente
e ninguém se salvou
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