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quinta-feira, 23 de janeiro de 2003

As pessoas realmente não têm vergonha de inventar discursos. E apesar de eu achar o Marcelo Silva Costa muito gente-fina e um cara que realmente faz (Scream & Yell, Revista Zero, Tsc Tsc Tsc), ele escreve tudo aquilo que não me agrada. Esse papo de que o rock morreu ou está morrendo é o fim da várzea! Outra hipótese forte é: Com certeza as pessoas não encontram o novo porque não gostam dele ou não entendem ele. Não adianta procurar o novo gostando de clichês. A arte não pára. Nunca.

"(...) o estilo continua vigoroso, embora já não estampe a virulência/contundência/aura mítica de outrora. Claro, já faz tempo que não existem tantas novidades nessa bolota azul e seria exigir demais de um estilo musical ser o portador das boas novas. (...) amarga um revival, muito semelhante à autocópia. Para que criar se quase tudo foi criado e, melhor, deu certo anteriormente? (...) qualquer coisa agora tem sentido de dejà-vu. O que outrora era genial hoje é apenas legal. (...) Estático, o rock parece morrer, novamente, sob o olhar babão de jovens que não têm nada a dizer. (...) O grande problema é que o que chamam de revisionismo soa como picaretagem das maiores. É muito mais fácil tentar tocar como Lou Reed e cantar como Ian Curtis do que buscar a sonhada personalidade própria. É mais fácil recriar o som punk 77 do que criar o som rock 2002. A juventude sônica carente de história ("BRMC soa como Jesus & Mary Chain e McLusky soa como Pixies, mas quem são Jesus & Mary Chain e Pixies?") engole o engodo, mas não consegue expandir horizontes. Vivemos tempos de pequenos núcleos. Revolução mundial nunca mais. (...) De Nova York a Londres, nada de novo no front. As mesmas caras, as mesmas roupas, os mesmos batons, os mesmos riffs, as mesmas histórias."

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