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terça-feira, 29 de outubro de 2002

Passamos a tarde do feriado vendo um filme de sexo rodado em Praga, eu e a Madi, e imitando a animalidade dos atores. Minhas pernas ficaram cansadas. De noite, não teve como não pensar em telepatia quando eu percebi que o fio do telefone estava desligado e então conectei-o. Foram os contatos encaixaram-se e o telefone já estava tocando. Era a Gabriela, a amiga que está com saudades e de quem eu estou com saudades, pois mora em Brasília. Fumei para relaxar as pernas e poder dormir. Não consegui relaxar nem dormir, mesmo ligando o ventilador para simular uma maior quantidade de oxigênio no ar. Fiquei ouvindo a Madi dialogando com a Gabriela, decifrando a conversa através de apenas um dos lados. Na rua, um cara disse Pá. E então Páá, mais alto. E então Pááá, MAIS ALTO ainda. Quando pensei que não poderia haver um PÁ mais alto

senti meu crânio se esfacelando junto com um estouro de arma, tudo na minha cabeça estava quente e coisas escorriam em volta dela. Os sentidos foram todos ficando confusos até que eu apaguei. O cara que atirou em mim estava na sacadinha do casarão que está para alugar há tempos na frente do meu apartamento, mas ninguém quer pagar 2.200 por mês. Acertou bem na minha cabeça, com um único tiro não-vocal, (não-)mirando através da persiana fechada. Deve ser o cara que vinha me perseguindo. Roubou minha carteira no ônibus em Porto Alegre e quebrou o vidro do meu carro. Mandou um e-mail assinado como Demetrius e disse que ia CLOZE meu e-mail se eu não entrasse em contato com ele por ICQ. Apaguei e comecei a sonhar. Me certifiquei de que a vida acordada é que uma espécie de sonho da vida sonhada, que é a real e é eterna. Depois da morte, simplesmente a gente não acorda mais e fica apenas no sonho.

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