"Nietzsche inverteu o sentido tradicional da filosofia, fazendo dela um discurso ao nível da patologia e considerando a doença 'um ponto de vista' sobre a saúde, e vice-versa. (...) as oposições entre Bem e Mal, Verdadeiro e Falso, Doença e Saúde são apenas jogos de superfície. Há uma continuidade . . . entre a doença e a saúde e a diferença entre as duas é apenas de grau (...). A loucura não passa de uma máscara que esconde alguma coisa, esconde um saber fatal e 'demasiado certo'. (...) é a loucura que torna mais plano o caminho para as idéias novas, rompendo os costumes e as superstições veneradas e constituindo uma verdadeira subversão dos valores. (...) Em suma, aos 'filósofos além de bem e mal', aos emissários dos novos valores e da nova moral não resta outro recurso . . . a não ser o de proclamar as novas leis e quebrar o jugo da moralidade, sob o travestimento da loucura." (Marilena Chauí, na parte final do prefácio às Obras Incompletas do Nietzsche.)
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