Nas partes mais empolgantes, as pessoas bangueavam. Entre elas, uma menina que de costas parecia com a PJ Harvey, percebeu a Madi. Usava uma saia preta de comprimento médio. Ela se curvava e sacudia a cabeça e os cabelos com toda a vontade. O público era basicamente adolescente. Uma adolescente grande passou por trás de mim tropeçando e para não cair se segurou nos meus ombros, dando uma mordida no direito. Perto do fim do show a menina da frente sacudiu tanto que o zíper da saia, que era atrás, abriu, deixando metade da calcinha à vista. Estava começando a última música e, nessa hora, ela estava mais perto de mim. Tanto que colocava as mãos para trás para arrumar a saia e encostava nas minhas mãos, que estavam unidas na frente. Na última empolgação, o curvar-se-e-ficar-reto se transformaram em golpes de bunda e os meus movimentos também eram de in-out-in-out, como diz o Alex. Por um instante meu superego mandou parar. Mas logo o id venceu e me deixou aproveitar o sexo simulado. Fizemos sexo, de roupa. Fiquei excitado, óbvio, com o pau duro. Comi ela por trás, de roupa. O coração bateu disparado.
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