Eu vi um chimpanzé criancinha deitando de costas na grama como uma pessoa. Sentindo o fresquinho da grama e vendo o céu. Tinha um adulto mexendo nas costas dum outro. Devia ter alguma ferida com casquinhas. Os macacos são muito habilidosos. Eles só não têm o polegar opositor. O javali veio perto de mim, na cerca, mexendo aquele nariz molhado com lama. Botei a mão rente ao chão para tentar alcançar o nariz dele por baixo da tela e senti dor nas costas da minha mão. Havia muita urtiga no chão. Não acreditei. O Marcos falou que nunca mais tinha ouvido falar naquilo. Eu também não. A mão ficou ardendo o dia inteiro. Um babuíno estava muito brabo com um negrão, rugindo e mostrando os dentes. Quando o negrão passou bem na frente, o babuíno foi até a grade da jaula e pegou no pau. Um rinoceronte mijou para trás, em vários jatos. Os hipopótamos mergulhavam e a gente tentava adivinhar em que parte da água eles estavam. Dava para notar pela movimentação da água. Eles são enormes submarinos com dois periscópios. Uma capivara criancinha fugiu por debaixo do cercado e estava na rua, comendo alguma coisa. Eu, Madi e Marcos fomos encurrando ela até que voltasse ao lugar seguro, onde não corria o risco de ser atropelada por um carro. Os catetos, mini-javalis, apostaram corridas. Uma zebra estava fazendo sexo oral numa outra. Não, ela estava mamando. Era uma zebra também criancinha. O tigre comia um bicho inteiro. Avestruzes e emas têm penas e asas - são passarinhos! E o elefante! Dança com as patas da frente e a tromba! Não sai do ritmo nunca! Foi muito bom ver isso. E lembrar-se disso, agora.
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