Alguém mais é viciado em jogar Memória no celular? Eu jogo toda vez que sento no banheiro do trabalho. Meu recorde atualmente está em 52 pontos.
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quinta-feira, 31 de outubro de 2002
quarta-feira, 30 de outubro de 2002
Quem dirige a mais de 100 Km/h, costura na rodovia, pressiona atrás para ultrapassar, quase bate e dá luz alta sem parar (NÃO TEM POR QUE), que MORRA. Antes que mate. (Um carro não tem o mesmo peso de um corpo humano, idiotas.)
Duas provas de que a "inteligência racional" só vale quando CONVÉM são os motoristas que acham que vão chegar mais rápido se ficarem trocando sempre para a pista que "está indo mais rápido" (isso só faz o trânsito ficar pelo menos duas vezes mais lento, imbecis) e os motoristas que acham que vão chegar muito mais rápido se NÃO DEIXAREM alguém que está há horas fazendo sinal, PEDINDO, entrar NA SUA FRENTE. (Quando eu sinalizo para entrar numa outra via ou para mudar de pista, NINGUÉM enxerga, como se fosse um bando de pedras - que não se comunicam - dirigindo.)
Duas provas de que a "inteligência racional" só vale quando CONVÉM são os motoristas que acham que vão chegar mais rápido se ficarem trocando sempre para a pista que "está indo mais rápido" (isso só faz o trânsito ficar pelo menos duas vezes mais lento, imbecis) e os motoristas que acham que vão chegar muito mais rápido se NÃO DEIXAREM alguém que está há horas fazendo sinal, PEDINDO, entrar NA SUA FRENTE. (Quando eu sinalizo para entrar numa outra via ou para mudar de pista, NINGUÉM enxerga, como se fosse um bando de pedras - que não se comunicam - dirigindo.)
Faz duas semanas que o Lobo desapareceu. No primeiro dia que eu não encontrei ele lá eu já pensei que não o veria mais e que eu havia perdido a minha chance de mostrar ele para vocês através de uma foto. Mas, foi como com o show do Sonic Youth no Free Jazz. Passagens para São Paulo, entradas, estadia e câmeras digitais custam muito caro, não tem como resolver. Será que o Lobo foi levado pela carrocinha? Atropelado? Ou o homem da esquina, que parece ciumento e possessivo, levou ele para casa porque eu e a Madi estávamos ficando muito amigos dele e isso não pode? Ou ele apenas voltou para a casa dele, considerando a hipótese de uma mulher que passou na rua e disse que ele estava triste porque estava sem o "dono"? Ou apenas migrou? Acho difícil, porque ele parecia enraizado ali. Vou sentir saudade dele. Assim como nunca esqueço o Rex, um vira-lata daqueles de mosquinhas morando na orelha, que vivia perto de onde eu pegava o ônibus para o colégio. Eu chegava na parada, chamava por ele e ele vinha correndo, sempre sorrindo. Os outros não gostavam dele, porque era um vira-lata. Um dia ele também sumiu. (O Bruno Medina tem um amiguinho desses. Olha no site dele.)
Bruno Medina (Los Hermanos): "(...) Existe uma excelente expectativa da mídia para nosso terceiro disco e até agora a gravadora está se mostrando bastante solícita com nossas exigências, agora fazemos exigências, não pedidos! (...)"
terça-feira, 29 de outubro de 2002
Bom comentário. Sobre a Thös-Grol. "E foda-se quem discordar, mas eles são lindos no palco. Dá pra ver que a música sai direto de dentro deles e passa pelo instrumento pra sair. Eles só se preocupam com isso. Todos tocam olhando pro que estão tocando, e o Rodrigo baterista viajando olhando pros pratos é de deixar feliz. E tem gente que não gostou do show porque eles não são bem vestidos..." (Madi)
Assim como a Madi procurou o nome dela no Google e descobriu coisas legais, como no islamismo significar "o divinamente guiado", fiz a mesma coisa com o meu, sem o sobrenome. Ainda não vasculhei o suficiente, mas já vi bomba, avião e ator de cinema. Até que combina comigo, pois eu gosto de explodir, de voar, e sou taradão - se é que aquela história do Michael não é mito-marketing. (Na verdade, taradão nem existe. Muitas outras coisas não existem. Pensei em fazer o Blog Das Coisas Que Não Existem, com este título que parece uma paródia ao título do novo livro do Mojo pelos Livros Do Mal - e com menção ao Tiago, o primeiro a se referir ao termo, perguntando se beijo existe ou é cultural. Mais um projeto meu junto com os antigos Fotos De Vira-Latas, Estética Da Alienação, Estética Da Incontinência e as campanhas Diga Não Ao Sutiã, Fora Liam! e Seja Um Baterista. Todos os direitos reservados.)
Passamos a tarde do feriado vendo um filme de sexo rodado em Praga, eu e a Madi, e imitando a animalidade dos atores. Minhas pernas ficaram cansadas. De noite, não teve como não pensar em telepatia quando eu percebi que o fio do telefone estava desligado e então conectei-o. Foram os contatos encaixaram-se e o telefone já estava tocando. Era a Gabriela, a amiga que está com saudades e de quem eu estou com saudades, pois mora em Brasília. Fumei para relaxar as pernas e poder dormir. Não consegui relaxar nem dormir, mesmo ligando o ventilador para simular uma maior quantidade de oxigênio no ar. Fiquei ouvindo a Madi dialogando com a Gabriela, decifrando a conversa através de apenas um dos lados. Na rua, um cara disse Pá. E então Páá, mais alto. E então Pááá, MAIS ALTO ainda. Quando pensei que não poderia haver um PÁ mais alto
senti meu crânio se esfacelando junto com um estouro de arma, tudo na minha cabeça estava quente e coisas escorriam em volta dela. Os sentidos foram todos ficando confusos até que eu apaguei. O cara que atirou em mim estava na sacadinha do casarão que está para alugar há tempos na frente do meu apartamento, mas ninguém quer pagar 2.200 por mês. Acertou bem na minha cabeça, com um único tiro não-vocal, (não-)mirando através da persiana fechada. Deve ser o cara que vinha me perseguindo. Roubou minha carteira no ônibus em Porto Alegre e quebrou o vidro do meu carro. Mandou um e-mail assinado como Demetrius e disse que ia CLOZE meu e-mail se eu não entrasse em contato com ele por ICQ. Apaguei e comecei a sonhar. Me certifiquei de que a vida acordada é que uma espécie de sonho da vida sonhada, que é a real e é eterna. Depois da morte, simplesmente a gente não acorda mais e fica apenas no sonho.
senti meu crânio se esfacelando junto com um estouro de arma, tudo na minha cabeça estava quente e coisas escorriam em volta dela. Os sentidos foram todos ficando confusos até que eu apaguei. O cara que atirou em mim estava na sacadinha do casarão que está para alugar há tempos na frente do meu apartamento, mas ninguém quer pagar 2.200 por mês. Acertou bem na minha cabeça, com um único tiro não-vocal, (não-)mirando através da persiana fechada. Deve ser o cara que vinha me perseguindo. Roubou minha carteira no ônibus em Porto Alegre e quebrou o vidro do meu carro. Mandou um e-mail assinado como Demetrius e disse que ia CLOZE meu e-mail se eu não entrasse em contato com ele por ICQ. Apaguei e comecei a sonhar. Me certifiquei de que a vida acordada é que uma espécie de sonho da vida sonhada, que é a real e é eterna. Depois da morte, simplesmente a gente não acorda mais e fica apenas no sonho.
O falar-tudo não só é importante como é imprescindível para mim, portanto é uma exigência que eu tenho com as pessoas, um critério que eu tenho para (fazer) os amigos. Não vejo motivo para não falar tudo, manter mistérios como fetiche ou deixar-se vencer pelos medos. O falar-tudo e a verdade são compensadores. São éticos. E, segundo Pianta, segundo um amigo dele, segundo Kant, ética e estética provocam o mesmo sentimento, de transcendência, pois são sobre-humanas. Talvez o além-do-homem de que fala o Nietzsche. Medo e preguiça são as duas palavras que podem resumir a humanidade e suas limitações. Segundo Richard Linklater em Waking Life.
Estamos presos na memória coletiva genética ou na Cultura ou em ambas? A evolução da vida de cada indíviduo é a luta contra essa prisão.
O sentido da vida, reduzindo ao máximo:
1- Sobrevivência do indivíduo, incluindo evitar assassinato.
2- Perpetuação da espécie: SEXO.
[loop]
então
os bebês
nascem
para fazer
sexo.
segunda-feira, 28 de outubro de 2002
Nas partes mais empolgantes, as pessoas bangueavam. Entre elas, uma menina que de costas parecia com a PJ Harvey, percebeu a Madi. Usava uma saia preta de comprimento médio. Ela se curvava e sacudia a cabeça e os cabelos com toda a vontade. O público era basicamente adolescente. Uma adolescente grande passou por trás de mim tropeçando e para não cair se segurou nos meus ombros, dando uma mordida no direito. Perto do fim do show a menina da frente sacudiu tanto que o zíper da saia, que era atrás, abriu, deixando metade da calcinha à vista. Estava começando a última música e, nessa hora, ela estava mais perto de mim. Tanto que colocava as mãos para trás para arrumar a saia e encostava nas minhas mãos, que estavam unidas na frente. Na última empolgação, o curvar-se-e-ficar-reto se transformaram em golpes de bunda e os meus movimentos também eram de in-out-in-out, como diz o Alex. Por um instante meu superego mandou parar. Mas logo o id venceu e me deixou aproveitar o sexo simulado. Fizemos sexo, de roupa. Fiquei excitado, óbvio, com o pau duro. Comi ela por trás, de roupa. O coração bateu disparado.
Eu vi um chimpanzé criancinha deitando de costas na grama como uma pessoa. Sentindo o fresquinho da grama e vendo o céu. Tinha um adulto mexendo nas costas dum outro. Devia ter alguma ferida com casquinhas. Os macacos são muito habilidosos. Eles só não têm o polegar opositor. O javali veio perto de mim, na cerca, mexendo aquele nariz molhado com lama. Botei a mão rente ao chão para tentar alcançar o nariz dele por baixo da tela e senti dor nas costas da minha mão. Havia muita urtiga no chão. Não acreditei. O Marcos falou que nunca mais tinha ouvido falar naquilo. Eu também não. A mão ficou ardendo o dia inteiro. Um babuíno estava muito brabo com um negrão, rugindo e mostrando os dentes. Quando o negrão passou bem na frente, o babuíno foi até a grade da jaula e pegou no pau. Um rinoceronte mijou para trás, em vários jatos. Os hipopótamos mergulhavam e a gente tentava adivinhar em que parte da água eles estavam. Dava para notar pela movimentação da água. Eles são enormes submarinos com dois periscópios. Uma capivara criancinha fugiu por debaixo do cercado e estava na rua, comendo alguma coisa. Eu, Madi e Marcos fomos encurrando ela até que voltasse ao lugar seguro, onde não corria o risco de ser atropelada por um carro. Os catetos, mini-javalis, apostaram corridas. Uma zebra estava fazendo sexo oral numa outra. Não, ela estava mamando. Era uma zebra também criancinha. O tigre comia um bicho inteiro. Avestruzes e emas têm penas e asas - são passarinhos! E o elefante! Dança com as patas da frente e a tromba! Não sai do ritmo nunca! Foi muito bom ver isso. E lembrar-se disso, agora.
As pessoas são burras demais para usarem celulares. Elas os deixam, no trabalho, em cima da mesa, ao lado do convencional, e saem. Então que usem apenas o convencional, se não querem prendê-los ao corpo. Outro troço ridículo é que quando um toca, todo mundo pensa que pode ser o seu, mesmo sendo, o toque, diferente. Toque diferente é outra imbecilidade. Tem até Come As You Are (ou é Smells Like A Teen Spirit?). E tem gente que usa e acha legal.
sexta-feira, 25 de outubro de 2002
quarta-feira, 23 de outubro de 2002
- Você está brincando?
- Não, só ela.
- Quantos anos você tem? - perguntei, sentado ao lado dela num banco de madeira esperando minha aula.
- ...
- Aqui também tem três, né?
- Um, dois, três. É a minha escola.
- Você vai na aula de tarde ou de manhã?
- Eu almoço, aí eu vou para a escola, aí eu durmo.
- Ah.
- Eu gosto de pizza de milho.
- Ã?
- Eu gosto de pizza de milho.
- O que ela disse? - (Júlia, 6)
- Que ela gosta de pizza de milho.
- ... - (Júlia, 6)
- E de tomar?
- Mamá.
- Mamá.
- Eu chupo bico.
- Picolé?
- Eu chupo bico. Tem um picolé com um furo no meio.
- É? Eu não conheço.
- Tem uma casquinha de chocolate e no meio é branco.
- Por fora é marrom?
- É, e por dentro é branco, e pinga.
- Não é Eski-Bom? Não tem um papel azul por fora?
- ...
- O que ela disse? - (Júlia, 6)
- Sobre Eski-Bom. Aquela ali é a sua mochila?
- Minha mochila é da Barbie.
- É rosinha?
- Sim, e tem pelinhos.
- Minha namorada tem uma igual.
- Ela tem bolso por fora e por dentro.
- Ah, então não é igual, é parecida. Qual é o seu nome?
- Alice.
- Vamos passando? - diz o professor. E eu levanto. Ela me abraça, metade da minha altura. E ela já tinha encostado a cabeça no meu ombro, quando eu estava sentado.
- Alice!! - grita a mãe - O que é isso??
- Não, só ela.
- Quantos anos você tem? - perguntei, sentado ao lado dela num banco de madeira esperando minha aula.
- ...
- Aqui também tem três, né?
- Um, dois, três. É a minha escola.
- Você vai na aula de tarde ou de manhã?
- Eu almoço, aí eu vou para a escola, aí eu durmo.
- Ah.
- Eu gosto de pizza de milho.
- Ã?
- Eu gosto de pizza de milho.
- O que ela disse? - (Júlia, 6)
- Que ela gosta de pizza de milho.
- ... - (Júlia, 6)
- E de tomar?
- Mamá.
- Mamá.
- Eu chupo bico.
- Picolé?
- Eu chupo bico. Tem um picolé com um furo no meio.
- É? Eu não conheço.
- Tem uma casquinha de chocolate e no meio é branco.
- Por fora é marrom?
- É, e por dentro é branco, e pinga.
- Não é Eski-Bom? Não tem um papel azul por fora?
- ...
- O que ela disse? - (Júlia, 6)
- Sobre Eski-Bom. Aquela ali é a sua mochila?
- Minha mochila é da Barbie.
- É rosinha?
- Sim, e tem pelinhos.
- Minha namorada tem uma igual.
- Ela tem bolso por fora e por dentro.
- Ah, então não é igual, é parecida. Qual é o seu nome?
- Alice.
- Vamos passando? - diz o professor. E eu levanto. Ela me abraça, metade da minha altura. E ela já tinha encostado a cabeça no meu ombro, quando eu estava sentado.
- Alice!! - grita a mãe - O que é isso??
terça-feira, 22 de outubro de 2002
"O que é a verdade, portanto?" Uma página e meia de perfeição - filosófica e poética - no entendimento das coisas. (NIETZSCHE, Friedrich Wilhelm. Sobre verdade e mentira. 1873.)
Quatro melhores elogios que eu recebi nos últimos dias, sem ordem de grau algum, e que me fizeram sentir-me bem.
"Parece um alienígena que está na Terra para estudar os humanos." (Flávio Boff, amigo-colega de almoço)
"O Douglas é o único homem que eu conheço que não é machista." (Andréa Marques, colega de trabalho)
"Fora de todos os padrões, ele dá um nó no nosso cérebro." (Zeni Moraes, chefe imediata)
"Está bonito." (Manuela Colla, amiga)
Menção honrosa para o procurador Roque Pasternak, que me chama de roqueiro alternativo e ENTENDEU que eu perdi o interesse pelo futebol de clubes. E para o quarteto da Thös-Grol (uma das dez melhores bandas deste país), que comprou o EP da Blanched (outra entre as dez) e gostou do meu texto na contracapa. (Vou participar do show de lançamento de tal disco, sábado à noite, no Tequila Pub, em Novo Hamburgo, citando o referido texto durante uma música.)
"Parece um alienígena que está na Terra para estudar os humanos." (Flávio Boff, amigo-colega de almoço)
"O Douglas é o único homem que eu conheço que não é machista." (Andréa Marques, colega de trabalho)
"Fora de todos os padrões, ele dá um nó no nosso cérebro." (Zeni Moraes, chefe imediata)
"Está bonito." (Manuela Colla, amiga)
Menção honrosa para o procurador Roque Pasternak, que me chama de roqueiro alternativo e ENTENDEU que eu perdi o interesse pelo futebol de clubes. E para o quarteto da Thös-Grol (uma das dez melhores bandas deste país), que comprou o EP da Blanched (outra entre as dez) e gostou do meu texto na contracapa. (Vou participar do show de lançamento de tal disco, sábado à noite, no Tequila Pub, em Novo Hamburgo, citando o referido texto durante uma música.)
sexta-feira, 18 de outubro de 2002
No ônibus do Centro Administrativo até a Justiça do Trabalho tinha uma menina de mini-blusa sentada meio para frente e a calça separada do corpo atrás. Eu decidi que não vou mais evitar ficar olhando as mulheres por medo de que elas achem ruim. (Ontem eu estava sentado no degrau da Caixa Federal esperando um amigo e quando uma menina com a barriga de fora passou por mim e viu que eu iria ver a barriga dela ela puxou a cortina violentamente. Deu vontade de gritar alguma coisa ruim para ela.) Não importa se elas acham ruim. Não estou sendo violento nem antiético. O moralismo e a continência têm que ser combatidos. Ela viu que eu fiquei olhando. Eu fiquei olhando para ver a bunda dela, mesmo. Quando ela viu ou sentiu que estava sendo vista, enfiou a mão atrás por dentro da calça para subi-la, só que a mão foi por baixo da calcinha e ela acabou MOSTRANDO a bunda. Sempre é uma visão bonita.
E depois no xerox tinha uma advogada com uma blusa preta transparente nas costas e sem sutiã. Fiquei observando as costas bonitas dela (costas bonitas são muito bonitas), as dobrinhas que faziam perto da cintura, ali onde a gente faz cosquinha, por causa da posição em que ela estava parada, no equilíbrio com as pernas. Depois ela trocou de perna e passou as dobrinhas para o outro lado. As mulheres que não usam sutiã devem ser homenageadas. Vi ela mais de perfil e percebi que dependendo do movimento que ela fazia com os braços a blusa ia para frente e dava para ver o início do seio dela.
Teve uma época que esse tipo de visão estava acontecendo MUITO comigo. Até projetei um blog para contar essas coisas, comecei mas está lá parado. Tenho muitas histórias para contar. Eu sou muito observador e tenho sorte com essas coisas. Tem gente que nem acredita. Ou eu reativo lá ou vou contando aqui.
E depois no xerox tinha uma advogada com uma blusa preta transparente nas costas e sem sutiã. Fiquei observando as costas bonitas dela (costas bonitas são muito bonitas), as dobrinhas que faziam perto da cintura, ali onde a gente faz cosquinha, por causa da posição em que ela estava parada, no equilíbrio com as pernas. Depois ela trocou de perna e passou as dobrinhas para o outro lado. As mulheres que não usam sutiã devem ser homenageadas. Vi ela mais de perfil e percebi que dependendo do movimento que ela fazia com os braços a blusa ia para frente e dava para ver o início do seio dela.
Teve uma época que esse tipo de visão estava acontecendo MUITO comigo. Até projetei um blog para contar essas coisas, comecei mas está lá parado. Tenho muitas histórias para contar. Eu sou muito observador e tenho sorte com essas coisas. Tem gente que nem acredita. Ou eu reativo lá ou vou contando aqui.
Legenda de foto. "Algumas fantasias sexuais estão tão impregnadas no imaginário coletivo que já se confundem com sexo. Que homem não se excita o ver esta imagem?" (Ao lado, a imagem de uma mulher de costas com um vestido preto transparente com bolinhas pretas não-transparentes, aberto até a altura da cintura, podendo ver as costas e os braços nus e a bunda e as pernas através da transparência.)
terça-feira, 15 de outubro de 2002
"Nietzsche inverteu o sentido tradicional da filosofia, fazendo dela um discurso ao nível da patologia e considerando a doença 'um ponto de vista' sobre a saúde, e vice-versa. (...) as oposições entre Bem e Mal, Verdadeiro e Falso, Doença e Saúde são apenas jogos de superfície. Há uma continuidade . . . entre a doença e a saúde e a diferença entre as duas é apenas de grau (...). A loucura não passa de uma máscara que esconde alguma coisa, esconde um saber fatal e 'demasiado certo'. (...) é a loucura que torna mais plano o caminho para as idéias novas, rompendo os costumes e as superstições veneradas e constituindo uma verdadeira subversão dos valores. (...) Em suma, aos 'filósofos além de bem e mal', aos emissários dos novos valores e da nova moral não resta outro recurso . . . a não ser o de proclamar as novas leis e quebrar o jugo da moralidade, sob o travestimento da loucura." (Marilena Chauí, na parte final do prefácio às Obras Incompletas do Nietzsche.)
A reflexão é do meu amigo Luciano Schuck. Os gaúchos estão descontentes com os governos estadual e federal e estão votando, a maioria, em Germano Rigotto (PMDB) e Lula (PT) para substituir, respectivamente, Olívio Dutra (PT) e Fernando Henrique Cardoso (PSDB/PMDB). Estão descontentes. Estão descontentes com a esquerda no Estado e querem colocá-la na União. Estão descontentes com a direita na União e querem colocá-la no Estado. Não dá para acreditar nisso.
Fui pela primeira vez no Counter Stats do Bravenet. Pena que dá para analisar somente as 50 últimas visitas. (E pena que só agora eu fui lá.) Constatei que muitas delas aconteceram por digitação direta deste endereço. Algumas, por links no Blog do Apanhador. Uma pelo site da Blanched e uma pelo texto que a Manuela escreveu sobre blogs no Portal 3. O mais incrível e divertido é ver para que tipo de busca em sites de busca esta página apareceu.
META MINER: sinapses e foto de sinapses
GOOGLE: caminho para casa frank poole, tudo sobre a arte kitsch, ascensorista e, o mais inacreditável, suruba goiania, sendo que o trecho que apareceu no resultado da busca foi ... daqueles que se acreditam animais racionais). Presenciei na rua uma suruba a três com dois voyeurs. Um casal já estava grudado ...
META MINER: sinapses e foto de sinapses
GOOGLE: caminho para casa frank poole, tudo sobre a arte kitsch, ascensorista e, o mais inacreditável, suruba goiania, sendo que o trecho que apareceu no resultado da busca foi ... daqueles que se acreditam animais racionais). Presenciei na rua uma suruba a três com dois voyeurs. Um casal já estava grudado ...
Eu preciso de uma câmera digital para mostrar o meu amigo Lobo para vocês. Ontem ele estava sonhando na calçada. Por isso eu não falei com ele, só fiz um carinho, e os olhos fechados continuaram mexendo. Ele mudou-se há umas duas ou três semanas para as ruas da vizinhança. Ele é grande e tem os olhos mais claros que eu já vi. No começo, ele era arredio, ou apenas parecia pelo seu jeito sisudo, com cara de brabo. Mas eu sabia que aquele era um cão de caráter e com um coração proporcional ao seu tamanho e ao tamanho dos seus pêlos. Ele nem é tão grande como você está imaginando, mas é robusto, embora não como você está imaginando. Por isso que eu preciso de uma câmera digital para mostrar o meu amigo Lobo para vocês.
Preciso descobrir O QUE atravanca meu ânimo e minha iniciativa para fazer as coisas que eu mais quero, como compor e estudar guitarra. Mas já tentei muito e acho que não posso descobrir sozinho. Preciso ir no médico, saber se o que eu tenho é depressão, trauma, tédio ou outra coisa. Preciso saber os motivos que eu ainda não sei, pois os que eu já sei o médico não vai entender, eu acho. Essas coisas que eu aprendi com o Bukowski, o Huxley, o Nietzsche. Só que issos não são motivos para sintomas tão constantes e atravancadores. Desconfio que vou precisar tomar rebites. Se for a solução. Desse jeito eu não quero mais. É ridículo. Está sendo ridículo.
Quero fotografar vira-latas, minha idéia antiga. Está tornando-se tão grande e provocadora de ansiedade quanto a idéia de fazer o meu som. Penso que posso me dar bem fazendo fotos como arte.
Esses dias eu e a Madi fizemos nossos primeiros experimentos com desenhos no Paint (que não é mais Brush).
Esses dias eu e a Madi fizemos nossos primeiros experimentos com desenhos no Paint (que não é mais Brush).
segunda-feira, 14 de outubro de 2002
Before The Sunrise (Antes Do Amanhacer) é o melhor filme que eu já vi sobre o AMOR. Um filme BOM. Sem maiores clichês, sem nenhuma pieguice. O conteúdo é concentrado para representar mais de 12 horas em apenas 2. A fala dos dois protagonistas e a dos personagens pelos quais eles cruzas formam o grande e único texto poético do filme. Lembra um pouco a minha história com a Madi, ainda por cima.
Outro bom filme sobre o assunto é Trust (Confiança), do Hal Hartley, diretor preferido do Muriel. Tem na locadora da Unisinos, Tele Fita Vídeo. Não tente pedir filmes desse cineasta em outra locadora (a não ser nas portoalegrenses TV3 e Espaço Vídeo, que provavelmente os têm), ou corra o risco de ser apedrejado.
Por falar em melhor e em amor, um registro atrasado de uma opinião: Mulholland Drive tem a melhor cena de TESÃO entre mulheres que eu já vi no cinema.
Outro bom filme sobre o assunto é Trust (Confiança), do Hal Hartley, diretor preferido do Muriel. Tem na locadora da Unisinos, Tele Fita Vídeo. Não tente pedir filmes desse cineasta em outra locadora (a não ser nas portoalegrenses TV3 e Espaço Vídeo, que provavelmente os têm), ou corra o risco de ser apedrejado.
Por falar em melhor e em amor, um registro atrasado de uma opinião: Mulholland Drive tem a melhor cena de TESÃO entre mulheres que eu já vi no cinema.
sexta-feira, 11 de outubro de 2002
Mais John Nash e Nietzsche. Eu me dei conta de que TODO MUNDO é LOUCO. A diferença está nos que procuram analisar, investigar e entender a própria loucura - como fez John Nash. Ao contrário da maioria, que finge que sua loucura não existe, até porque não tem coragem nem condições de entendê-la. Nietzsche: "Munido de uma tocha cuja luz não treme, levo uma claridade intensa aos subterrâneos do ideal". Marilena Chauí: "A imagem da tocha simboliza (...) o método filológico, por ele concebido como um método crítico e que se constitui no nível da patologia, pois procura 'fazer falar aquilo que gostaria de permanecer mudo'."
"Essa degeneração [da filosofia], afirma Nietzsche, apareceu claramente com Sócrates, quando se estabeleceu a distinção entre dois mundos, pela oposição entre essencial e aparente, verdadeiro e falso, inteligível e sensível. Sócrates 'inventou' a metafísica, diz Nietzsche, fazendo da vida aquilo que deve ser julgado, medido, limitado, em nome de valores 'superiores' como o Divino, o Verdadeiro, o Belo, o Bem. (...) Sócrates interpretou a arte trágica como algo irracional, algo que apresenta efeitos sem causas e causas sem efeitos, tudo de maneira tão confusa que deveria ser ignorada. Por isso Sócrates colocou a tragédia na categoria das artes aduladoras que representam o agradável e não útil e pedia a seus discípulos que se abstivessem dessas emoções 'indignas de filósofos'. Segundo Sócrates, a arte da tragédia desvia o homem do caminho da verdade: 'uma obra só é bela se obedecer à razão' (...).
(...) criou-se, segundo Nietzsche, uma verdadeira oposição dialética entre Sócrates e Dioniso ["(...) Nietzsche estabeleceu uma distinção entre o apolíneo e o dionisíaco. Apolo é o deus da clareza, da harmonia e da ordem; Dioniso, o deus da exuberância, da desordem e da música. Segundo Nietzsche, o apolíneo e o dionisíaco, complementares entre si, foram separados pela civilização.]: 'enquanto que em todos os homens produtivos o instinto é uma força afirmativa e criadora, em Sócrates o instinto torna-se crítico e negativo e a consciência, criadora'.
(...) Penetrar a própria razão das coisas, distinguindo o verdadeiro do aparente e do erro era, para Sócrates, a única atividade digna do homem.
(...) Segundo Nietzsche, o cristianismo concebe o mundo terrestre como um vale de lágrimas, em oposição ao mundo da felicidade eterna do além. Essa concepção constitui uma metafísica que, à luz das idéias do outro mundo, autêntico e verdadeiro, entende o terrestre, o sensível, o corpo, como o provisório, o inautêntico e o aparente. Trata-se, portanto, de 'um platonismo para o povo', de uma vulgarização da metafísica, que é preciso desmistificar. (...) criaram a ficção do pecado porque não podiam participar das alegrias terrestres e da plena satisfação do instintos da vida. 'Este ódio de tudo o que é humano, de tudo o que é animal e mais ainda de tudo o que é matéria, este horror dos sentidos (...)'." (Marilena Chauí, no prefácio das Obras Incompletas de Nietzsche, da série Os Pensadores.)
(...) criou-se, segundo Nietzsche, uma verdadeira oposição dialética entre Sócrates e Dioniso ["(...) Nietzsche estabeleceu uma distinção entre o apolíneo e o dionisíaco. Apolo é o deus da clareza, da harmonia e da ordem; Dioniso, o deus da exuberância, da desordem e da música. Segundo Nietzsche, o apolíneo e o dionisíaco, complementares entre si, foram separados pela civilização.]: 'enquanto que em todos os homens produtivos o instinto é uma força afirmativa e criadora, em Sócrates o instinto torna-se crítico e negativo e a consciência, criadora'.
(...) Penetrar a própria razão das coisas, distinguindo o verdadeiro do aparente e do erro era, para Sócrates, a única atividade digna do homem.
(...) Segundo Nietzsche, o cristianismo concebe o mundo terrestre como um vale de lágrimas, em oposição ao mundo da felicidade eterna do além. Essa concepção constitui uma metafísica que, à luz das idéias do outro mundo, autêntico e verdadeiro, entende o terrestre, o sensível, o corpo, como o provisório, o inautêntico e o aparente. Trata-se, portanto, de 'um platonismo para o povo', de uma vulgarização da metafísica, que é preciso desmistificar. (...) criaram a ficção do pecado porque não podiam participar das alegrias terrestres e da plena satisfação do instintos da vida. 'Este ódio de tudo o que é humano, de tudo o que é animal e mais ainda de tudo o que é matéria, este horror dos sentidos (...)'." (Marilena Chauí, no prefácio das Obras Incompletas de Nietzsche, da série Os Pensadores.)
"(...) aquele som que só você quer fazer nunca será conseguido senão for SÓ você a banda toda. ANTIDEMOCRACIA. Eu acho que todo mundo da música deveria ter um projeto (...) que fosse radicalmente ANTIDEMOCRÁTICO." (John Voyers)
quarta-feira, 9 de outubro de 2002
Minha mente visual se acostumou a ler palavra(s) trocada(s) em frases que eu vejo, para torná-las absurdas. Desde o dia em que isso aconteceu no metrô, com o cartaz dos assentos preferenciais. Ela gostou da brincadeira e por isso continua fazendo. O último exemplo foi BUFFET DE FRUTOS DO MAR, que se transformou em BUFFET DE FRANGOS DO MAR. Imagina um bando de frangos nadando em alto mar e fazendo có.
sexta-feira, 4 de outubro de 2002
Mais da Gabi. Um poema.
"a beleza das formas tortas
é muito mais intensa
que a beleza monótona
das formas perfeitas."
Ela foi convidada pelo Yuri Hermuche para gravar uma música cantando com a Frank Poole. E fazer uma letra com ele, também. Ela e o Tiago (John Voyers) são dos melhores amigos meus e da Madi. Corremos o risco de passar dois anos sem nos vermos. Isso é triste. A última vez em que nos vimos foi no último final de ano. Desta vez, não vamos poder ir para Brasília porque no meu trabalho não há recesso de fim de ano. Agora, só nas férias. Férias, só depois de 12 meses de exercício da função pública.
"a beleza das formas tortas
é muito mais intensa
que a beleza monótona
das formas perfeitas."
Ela foi convidada pelo Yuri Hermuche para gravar uma música cantando com a Frank Poole. E fazer uma letra com ele, também. Ela e o Tiago (John Voyers) são dos melhores amigos meus e da Madi. Corremos o risco de passar dois anos sem nos vermos. Isso é triste. A última vez em que nos vimos foi no último final de ano. Desta vez, não vamos poder ir para Brasília porque no meu trabalho não há recesso de fim de ano. Agora, só nas férias. Férias, só depois de 12 meses de exercício da função pública.
quarta-feira, 2 de outubro de 2002
Rosele com E. Ela tem que dizer isso porque os gaúchos lêem Roseli como Roséli e então quando ouvem Rosele registram na mente a grafia Roseli, que se for ler sem errar é oxítona. Minha colega de trabalho, ela foi minha colega já no exame psicotécnico, pré-posse. Foi minha colega no trio que iria comunicar-se sem usar linguagem verbal, como técnica aplicada pela psicóloga. Foi simpática. Depois soube que foi ela quem evitou que o exame começasse sem a minha presença, pois havia sido marcado para uma hora errada, e eu fui o único que chegou na hora certa, que não ficou na sala de espera. Eu me sinto bem com ela, também porque parece que ela se sente bem comigo. Algo não-verbal. Ela contou que rodou num teste psicológico para um emprego privado. O médico disse que ela era muito infantil.
Eu estava com uma fome de cão. (Hoje é o segundo dia consecutivo em que eu esqueço de trazer o pacote de Buena Vista para reabastecer meu estoque de merenda. Eu merendo às 10:44 e às 15:44.) Veio aqui o carinha que vende docinhos toda semana. Ele me perguntou onde havia um lixinho. Mostrei. Ele jogou um docinho fora. Só porque ele tinha caído no chão. Segundos depois me dei conta de que eu podia comê-lo. Minutos depois fui até o lixo apanheio-o. Estava limpíssimo. Comi-o.
"O argumento elitista apenas atualiza um preconceito, muito apreciado pela mídia, de que só os bacharéis estão aptos a governar. Depois de 500 anos de bacharelismo, continuamos atolados. Chega de retórica empoeirada. Existem muitas formas de aprender. E de governar." (MACHADO, Juremir. O dedo do Lula.)
"eu tenho medo da morte.
e tenho também medo do escuro e de ficar sozinha.
eu tenho medo de morrer sozinha no escuro.
mesmo sabendo que, como o escuro dá sentido ao claro, a morte dá sentido à vida.
eu tenho medo de descobrir algum sentido nesta vida.
.
no fundo talvez a nossa alma queira mesmo escapar das muralhas do corpo. e a arte é um buraco na parede que nos deixa espiar um pouco do outro lado. nos deixa voar um pouquinho." (Gabriela)
"A droga e a arte têm o mesmo efeito
Função, finalidade" (primeiros versos de uma letra de música minha)
"Parece extremamente improvável que a humanidade, de um modo geral, jamais seja capaz de passar sem paraísos artificiais. A maioria dos homens e mulheres leva uma vida tão sofredora em seus pontos baixos e tão monótona em suas eminências, tão pobre e limitada, que os desejos de fuga, os anseios para superar-se, ainda que por uns breves momentos, estão e têm estado sempre entre os principais apetites da alma. A arte e a religião, os carnavais e as saturnais, a dança e a apreciação da oratória, tudo isso tem servido, na frase de H. G. Wells, de portas na muralha." (HUXLEY, Aldous. As portas da percepção. 1954. 50 p.)
PS: Fiz um resumo de 3 páginas (link acima) desse ensaio, no qual estão selecionados os trechos mais interessantes (para mim). Em seguida eu vou fazer o mesmo com o outro ensaio contido no mesmo livro. Importantes, ambos, para quem pensa sobre sentido da vida, paraísos artificiais e transcendência.
e tenho também medo do escuro e de ficar sozinha.
eu tenho medo de morrer sozinha no escuro.
mesmo sabendo que, como o escuro dá sentido ao claro, a morte dá sentido à vida.
eu tenho medo de descobrir algum sentido nesta vida.
.
no fundo talvez a nossa alma queira mesmo escapar das muralhas do corpo. e a arte é um buraco na parede que nos deixa espiar um pouco do outro lado. nos deixa voar um pouquinho." (Gabriela)
"A droga e a arte têm o mesmo efeito
Função, finalidade" (primeiros versos de uma letra de música minha)
"Parece extremamente improvável que a humanidade, de um modo geral, jamais seja capaz de passar sem paraísos artificiais. A maioria dos homens e mulheres leva uma vida tão sofredora em seus pontos baixos e tão monótona em suas eminências, tão pobre e limitada, que os desejos de fuga, os anseios para superar-se, ainda que por uns breves momentos, estão e têm estado sempre entre os principais apetites da alma. A arte e a religião, os carnavais e as saturnais, a dança e a apreciação da oratória, tudo isso tem servido, na frase de H. G. Wells, de portas na muralha." (HUXLEY, Aldous. As portas da percepção. 1954. 50 p.)
PS: Fiz um resumo de 3 páginas (link acima) desse ensaio, no qual estão selecionados os trechos mais interessantes (para mim). Em seguida eu vou fazer o mesmo com o outro ensaio contido no mesmo livro. Importantes, ambos, para quem pensa sobre sentido da vida, paraísos artificiais e transcendência.
terça-feira, 1 de outubro de 2002
Costumo dizer que a música que eu gosto de ouvir e que eu quero fazer é rock alternativo. Rótulo é uma merda, e assim eu tento simplificar. Mas o problema de usar essa expressão é que muita gente que faz música nada alternativa se apropria dela (se é que isso não é uma questão subjetiva mesmo). E o pior é que eu já ouvi o Marcos ou o Leonardo dizendo que todo o rock feito agora, contemporâneo, é alternativo. Isso é ridículo. Mas "alternativo" também é ridículo, literalmente encarando. O ideal seria rock-arte, mas aí iam confundir com rock-kitsch*, porque de tanto que há kitsch se dizendo arte já se entende arte como kitsch, mesmo sem pensar nesse tipo de sentido, pois se se pensasse não haveria tal mal-entendido.
* Kitsch é o que não é arte mas tem apenas a pretensão de sê-la.
* Kitsch é o que não é arte mas tem apenas a pretensão de sê-la.
Aquele recurso do Windows atual que a Madi odeia seria útil neste momento. Mandei um e-mail para o Bruno Medina (Los Hermanos) e copiei o conteúdo para colar aqui. Mas copiei outra coisa depois e a primeira cola foi para o espaço. Vou tentar lembrar. O assunto foi "o preço da música".
"A lotação aclamativa do último show de vocês em Porto Alegre foi emocionante beirando o constrangedor, porque geralmente este tipo de aclamação ocorre fanática e falsamente com bandas de comércio, não estamos acostumados a tamanho reconhecimento de uma banda alternativa, de qualidade. Mas foi real e acredito que sincero, pois vocês conseguem fazer a verdadeira arte, aquela que sai da alma e entra na alma.
Mas a parte do protesto é que, por causa daquele show bonito no Manara, os organizadores do próximo show colocaram os preços lá em cima, incompatível com o show anterior e com a programação habitual da Segunda Maluca."
"A lotação aclamativa do último show de vocês em Porto Alegre foi emocionante beirando o constrangedor, porque geralmente este tipo de aclamação ocorre fanática e falsamente com bandas de comércio, não estamos acostumados a tamanho reconhecimento de uma banda alternativa, de qualidade. Mas foi real e acredito que sincero, pois vocês conseguem fazer a verdadeira arte, aquela que sai da alma e entra na alma.
Mas a parte do protesto é que, por causa daquele show bonito no Manara, os organizadores do próximo show colocaram os preços lá em cima, incompatível com o show anterior e com a programação habitual da Segunda Maluca."
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