Na entrevista de Sarah Hemmings (Financial Times, traduzida pela Folha) com Peter Brook, transparecem os objetivos mais profundos da arte.
"'The Valley of Astonishment' (O vale do espanto), que estreia no teatro Young Vic de Londres na semana que vem, toma por base as experiências de sinestesia e tenta comunicá-las por meio de depoimentos em primeira pessoa e recursos teatrais. A iluminação, por exemplo, pinta o palco de cores rapidamente mutáveis, para transmitir a sensação que um homem sente ao ouvir música. 'Estamos usando o teatro para dar vida a uma pesquisa que de outra forma não teria forma ou corpo', explica Brook. Não é fácil. Mas durante toda a sua vida Brook teve apetite pelo mais difícil terreno teatral. 'The Valley of Astonishment' é a terceira de uma sequência de peças sobre a mente, inspiradas inicialmente pelo neurologista Oliver Sacks. A primeira foi 'The Man Who...', inspirada por 'O Homem que Confundiu sua Mulher com um Chapéu', um livro de Sacks. A nova produção também é típica do trabalho recente de Brook por ser enxuta, delicada e destilada. (...) Ele fala sobre um homem que perdeu a propriocepção – o senso de posição corporal que nos permite coordenar movimentos – e ainda assim conseguiu aprender, com muito esforço, a controlar seus membros, usando apenas os olhos. (...) A produção nos encoraja a simpatizar com os personagens, mas também a refletir sobre as ferramentas perceptivas que usamos para compreender o teatro. Ela fala de consciência, em diversos sentidos; sobre o que significa ser humano. 'O que precisamos, mais e mais, é saborear mais plenamente todos os momentos da vida. E creio que o teatro possa fazer isso. Meu único objetivo no teatro é que as pessoas, depois de experimentarem uma ou duas horas juntas, de alguma forma saiam com mais confiança na vida do que tinham ao chegar'."
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sábado, 25 de julho de 2015
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