Existem pessoas que se dedicam compulsivamente
a ajudar e a resolver os problemas dos outros, mas,
às vezes, essa atitude esconde outra faceta
(BORJA VILASECA/El Pais)
Há pessoas que passam a vida pensando mais nos outros do que em si mesmas. Seres humanos extremamente empáticos e solidários, cuja vocação consiste em ajudar os demais. Na realidade, muitos profissionalizam essa pulsão inata com a qual nasceram tornando-se médicos, enfermeiros, psicólogos, assistentes sociais e voluntários dedicados a alguma causa humanitária. (...) Acima de tudo, se comprometem com a generosidade, com o altruísmo e com estar a serviço dos demais. No entanto, esse comportamento, aparentemente impecável, pode esconder um lado obscuro. Cedo ou tarde se chega a um ponto em que a compulsão por ajudar termina cobrando seu preço. (...)
Muitos deles se forçam a fazer o bem, seguindo o que dita uma voz que os lembra de que pensar apenas em si mesmos e em suas próprias necessidades, é "um ato egoísta". E não é em vão que estão convencidos de que, para serem felizes, precisam do carinho e da admiração alheias, e, para que isso ocorra, devem ser boas pessoas. Movidos por esse tipo de crenças, costumam oferecer, compulsivamente, sua ajuda, trazendo para suas vidas pessoas necessitadas e incapazes de se autogerir.
Ao se colocarem como salvadores, consideram que as demais pessoas não poderiam sobreviver nem prosperar sem sua ajuda. Então, tendem a interferir nos assuntos de seus conhecidos, oferecendo conselhos até mesmo quando ninguém os pede. Sem ter consciência disso, pecam pela soberba ao se colocarem acima daqueles que ajudam, achando que sabem o que necessitam melhor do que eles mesmos.
Paradoxalmente, o orgulho os impede de reconhecer suas próprias necessidades e de pedir ajuda quando precisam. Por trás de uma personalidade bondosa, serviçal e inclinada a agradar sempre, se esconde uma dolorosa ferida: a falta de amor próprio. Um sentimento que buscam obter, desesperadamente, daqueles que ajudam, tornando-se indivíduos muito dependentes emocionalmente.
Esta é a razão pela qual, com o tempo, aflora sua escuridão em forma de repreensão. Eles se sentem tristes e magoados por não receber afeto e agradecimento em troca dos serviços prestados. Em alguns casos extremos, terminam explodindo agressivamente, jogando na cara das pessoas tudo que fizeram por elas. Também utilizam a chantagem emocional e a manipulação para se colocarem como vítimas e fazer com que os que receberam ajuda se sintam culpados, esperando, assim, obter o amor que acham que merecem e que necessitam para se sentirem bem consigo mesmos. (...)
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domingo, 26 de julho de 2015
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