Follow douglasdickel on Twitter
www.flickr.com
[douglasdickel]'s items Go to [douglasdickel]'s photostream


Instagram
http://soundcloud.com/input_output
:: douglasdickel 18 anos de blog :: página inicial | leituras | jormalismo ::
:: trabalho artístico :: projeto musical input_output | desenhos | fotografia instagram | fotografia flickr | pesquisa de discos | pesquisa de filmes | programa podcast musical ::
:: catarses musicais inativas :: hotel | blanched | o restaurante | homem que não vive da glória do passado ::
:: no pé da página :: currículo | discografia ::

segunda-feira, 20 de setembro de 2010

Abaixo da resenha da Marta Isaacsson, aumenta o número de relatos, advindos do blog do Porto Alegre Em Cena, de pessoas que eu não sei por que foram ver a peça do Robert Wilson.


"[Em Happy Days], a conversa entre dois deuses do teatro teve lugar nesse Porto Alegre em Cena. Bob Wilson encontra Beckett e trava com ele uma aproximação nos mesmos moldes como fez com tantos outros dramaturgos. Não encena o texto, não explora ações de composição da situação dramática. Para Wilson, a dramaturgia possui suas próprias imagens e sobre as quais ele se recusa intervir. É através das palavras que os personagens de Beckett têm a sensação de existirem e esquecer sua miséria. E é para as palavras de Beckett que Bob Wilson abre passagem enquanto a cena corre em paralelo. E, para deixar o texto de Beckett passar com liberdade, compõe um quadro fixo, em que o relevo se aplaina pela disposição frontal dos elementos, conhecida marca da primorosa visualidade de seus espetáculos." (Marta Isaacsson)





"Enquanto a monotonia começa a chegar, lembro das mediações feitas na Bienal e me pergunto: sobre o que é o espetáculo [Happy Days]? Mesmo encontrando respostas como: é sobre o patético da vida, sentia que algo não estava funcionando ali. A plateia faz um silêncio enorme. Mesmo as tosses, tão comuns nestes momentos, estavam praticamente sumidas. E, enquanto o texto vai sendo despejado com um sotaque que mais me lembrava uma feirante em Marseille, vou sentindo necessidade de olhar o relógio. Havia se passado apenas meia hora e o sono já começava a chegar de forma incontrolável. Logo eu que este ano fiz questão de não comprar ingressos para o espetáculo japonês com medo de que eles botassem toda a minha cultura ocidental para dormir. Troco minhas impressões com algumas pessoas e, além de concordarmos que o espetáculo está botando para dormir, descubro que isto ocorre porque há um problema na interpretação da atriz que apenas despeja o texto, acrescentando interjeições desnecessárias. Neste momento, concluo que há uma falta de sutileza na hora de dizer as palavras do texto cujas intenções do autor precisariam ser respeitadas." (Helena Mello)


Bob Bahlis: Fostes ver o espetáculo do Japão, Tobari? Fiquei sabendo que algumas pessoas dormiram. É verdade?

Margarida Leoni Peixoto: Tem gente que dorme até em assalto, né, meu anjo? As pessoas que dormiram podem estar acostumadas com espetáculos de dança e teatro com ação. Lamento muito por elas. A beleza plástica de Tobari chega a qualquer olhar. O espetáculo mostra o ciclo vital, o nascimento, morte e renascimento. A tradução do nome do grupo [Sankai Juku] é "o ateliê da montanha e do mar". Deveria ter visto o espetáculo de joelhos. Uma obra prima.


"Equívoco ou desastre, este é o resultado da direção de Bob Wilson da peça de Samuel Beckett, Happy days. Um espetáculo inerte, repetitivo, sem uma linha dramática ascendente que sustente minimamente o interesse do espectador durante a hora e meia de duração. Em suma, um espetáculo chato. Mesmo a iluminação, que tem sido um dos mais requintados recursos cênicos utilizados pelo diretor, não atinge o nível dos espetáculos anteriores. O que vimos no Theatro São Pedro foi uma luz ácida, agressiva, tentando desesperadamente se impor acima e além do que acontecia no palco, uma espécie de tábua de salvação diante de um afogamento iminente." Luiz Paulo Vasconcellos)


"Canso-me. Dou algumas piscadas, pois meus olhos quase fecham. Intervalo. Não vou embora. Penso: 'Tudo bem dormir, aconteceu isso no Quartett e também já ouvi outras pessoas falarem o mesmo, mas, eu não ter nenhum encanto, além de ficar alerta ao texto... Isso é estranho...' Volto ao espetáculo. Adormeço completamente. Surge o som de um raio e ele cai em neon sobre o palco. Acordo. Contemplo encantada, mas, na hora do raio em neon ir embora, vejo as cordas que o levantam. Desencanto-me. Creio que não era a proposta mostrar o processo. Continuo atenta. O homem sai da 'toca' e aparece para nós. Penso: 'não precisava'. Uma dramaticidade que não precisava. Ascendem-se as luzes, bato algumas palmas e vou embora. E nada mais." (Rochelle Porto)

Nenhum comentário: