IV. "Em geral, ritmo é o tempo que demora a repetir-se um qualquer fenômeno repetitivo, mas a palavra é normalmente usada para falar do ritmo quando associado à música, à dança, ou a parte da poesia, onde designa a variação (explícita ou implícita) da duração de sons com o tempo. Quando se rege por regras, chama-se métrica. (...) Na música ociental, os ritmos estão em geral relacionados com uma notação de tempo, que em parte implica uma métrica. A velocidade do pulso subjacente, chamada batida, é o tempo. (...) No século XX, compositores como Igor Stravinsky, Philip Glass, e Steve Reich escreveram música de maior complexidade rítmica, usando métricas estranhas e técnicas como o faseamento ou o ritmo aditivo. Ao mesmo tempo, modernistas como Olivier Messiaen e os seus seguidores usaram um aumento na complexidade para quebrar a sensação de uma batida regular, o que levou ao uso generalizado de ritmos irracionais na Nova Complexidade. LaMonte Young também escreveu música na qual a sensação de uma batida regular está ausente, porque a sua música consiste apenas de longos tons sustentados (drone)." (Wikipédia)
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Harmonia é a arte ou a ciência dos acordes e de sua relação mútua. Acorde é a junção de três ou mais notas, ou tons, que soam ao mesmo tempo. Enquanto a melodia define o desenvolvimento horizontal de uma música (isto é, a sucessão de notas umas após as outras), a harmonia define o desenvolvimento vertical (as notas que são tocadas simultaneamente).
Os acordes são feitos a partir da nota mais grave, adicionando a ela terças ascendentes. Os acordes mais comuns têm apenas três notas. Eles são chamados de tríades. Cada nota de uma escala tem sua importância. A primeira nota é a tônica, a quinta é a dominante e a quarta é a subdominante, e esta é sua hierarquia.
Isto também vale para os acordes. As tríades construídas usando a tônica como base têm o mesmo poder relativo da tônica, e causam ao ouvinte uma sensação de repouso, de lar-doce-lar. Já a tríade sobre a dominante provoca uma suspensão, uma tensão que só é aliviada quando ouvimos novamente a tônica. Por fim, a tríade sobre a subdominante serve como preparação da dominante [ou afastamento]. Dessa maneira, a subdominante chama a dominante, e essa sempre pede pela tônica. Grosso modo, na música tudo acaba na tônica.
Esse jogo de tensão e relaxamento, provocado pelo acorde da tônica e todos os outros que desembocam nele, forma o que se chama de tonalidade. Quando se diz que tal peça está na tonalidade de sol maior, isto significa que o tom principal é sol e que o "acorde do perfeito bem estar" é a tríade de sol. As tonalidades têm o mesmo nome das escalas (os dois conceitos estão atrelados), portanto há 24 tonalidades, 12 maiores e 12 menores.
Uma peça de música não é composta inteiramente em apenas uma tonalidade. Tecnicamente, o artifício de passar de uma tonalidade a outra (e, conseqüentemente, trocar de escala) se chama modulação.
Na politonalidade, duas tonalidades diferentes são utilizadas simultaneamente. Isto é, a linha melódica em uma tonalidade e o acompanhamente em outra. Uma obra assim é quase que o oposto de uma obra atonal [sem tonalidade definida, utilizando todos os tons e semitons, o que é chamado de cromatismo ou escala cromática], por ser duas vezes tonal. Mesmo assim representa uma ruptura bastante drástica com as normas tradicionais de harmonia. [Miles Davis e Sonic Youth, por exemplo, utilizam essa técnica.] (Allegro)
Entre os 30 finalistas do concurso da Tramavirtual que vai premiar três artistas/bandas com um "supercomputador" estão Blue Afternoon (do Guilherme Barrella) e Senador Medinha. Votem lá.
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Terminou ontem a minha audição ininterrupta de Lavajato (discos 'Assim como tah' e 'O mínimo recomendável') que começara segunda-feira. É sem dúvida um dos projetos musicais mais interessantes do país hoje. Fiquei curioso quanto a este outro disco, mencionado na página do LVJT dentro do Antena:
1a 1f 1g (2004/2005): ep virtual da Truma Virtual Records. Vinhetas resultantes dum processo bem peculiar na linha de desmonte e remontagem do LVJT. Partindo de uma série de 15 freqüências numéricas e de 6 parâmetros alfabéticos a,b,c,d,e...etc, Lavajato realizou uma combinação aleatória destes grupamentos sonoros se inspirando no processo pictórico de Jackson Pollock. O resultado é um action painting sonoro digital. Faixas de curta duração a fim de torná-las de fácil download.
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Enquanto isso, novos loops estão sendo produzidos massivamente por mim para um próximo álbum do input_output. Algumas parcerias serão testadas para o próximo trabalho em estúdio. Amanhã será o segundo ensaio da formação live, que acho que terá outro nome que não imput_output (estamos em dúvida entre i_o_live ou reaproveitar nomes como Kaufman e o restaurante do fim do universo), primeiro com o Renan na guitarra. Ontem, além dos loops, criei algumas vozes de guitarra para os novos arranjos das músicas.

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