"No século 21, por causa da aceleração do espaço-tempo, da biotecnologia e da virtualidade da vida, teremos, cada vez mais, o desespero da 'instantaneidade'. O aqui e o agora vão ser fugazes. O passado será chamado de 'depreciação'; teremos nostalgia de um presente que não tem repouso e angústia por um futuro que não pára de 'não' chegar.
"Será o fim do fim. Qualquer esperança de síntese será ridícula. O mundo será fragmentário, um fluxo sem nexo, e nossa infinita desimportância no universo ficará nua. Como poderemos ser humanos perante a ascensão incontrolável da tecnologia?
"Teremos saudades da linearidade, da perspectiva, do princípio, do meio e do fim; teremos saudades do inútil e da lentidão. A indústria sentirá este mercado potencial e, além de nos vender celulares e palmtops, também inventará drogas da câmera lenta, do vazio, do inerte, do descanso pelo tédio.
"Definitivamente, haverá o fim do 'sujeito'. Os últimos resquícios desta ilusão individual serão abolidos. No séc. 21, seremos todos objetos, sem o charme de qualquer sentimento de especialidade. Mergulhados em uma incompreensão total dos signos, nenhuma razão nos restará a não ser as regras de ouro de manutenção dos mercados, estes sim, definitivamente organizados, lógicos e previsíveis. As corporações serão proprietárias exclusivas das 'grandes narrativas'.
"Como a História será incompreensível, talvez floresçam Parques Temáticos de Sentido (os PTS), onde poderemos viver epopéias que acabam bem ou grandiosas apoteoses de pessoas ou nações. Como os filmes de hoje prefiguram, teremos Hiper-Hollywoods transcendentais. (...)" (Arnaldo Jabor)
O restante, metade final do texto, era o tradicional exagero apocalíptico (incluindo que a arte desapareceria por causa dos efeitos especiais...) com as contaminações da sociologia. Até aqui foi genial.
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Que me desculpem aquelas do trio que são minhas amigas, mas eu, como anti-fã do referido filme, declaro que a alucinação coletiva com relação ao mesmo está chegando ao nível do descontrole. De qualquer forma, está divulgado:
Você já imaginou a Amélie Poulain dançando rock? Pois é, nós imaginamos
e resolvemos fazer uma festa exatamente assim!
Discotecagem do trio Fofoletes Glitterérrimas (CrisGrings, AmandaReche
e MarianneDill)
Dance Rock, Amélie!
05 de novembro, sábado
Beco (João Pessoa, 203)
$10 - valem uma ceva
Amanda Reche has invited you to join 'Dance Rock, Amélie!'.
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Esse é o Tony. "Fui parado numa barreira policial hoje enquanto dirigia. Pediram os documentos.
Perguntaram o que tinha no porta-malas.
Eu disse 'dois casacos'. Falei brincando 'Sinto muito, mas não estou carregando drogas' e sorri."
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Agora um flyer menor.
Vá.
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O Autechre cancelou a vinda ao Tim Festival, e a gravadora Warp mandou um substituto também do seu cast, um Jamie sei lá das quantas. Toca junto com Vincent Gallo e M. Takara.
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Vou substituir o João Perassolo na discotecagem de sábado na Noisy Toca Strokes, no Garagem. Reforçarei o time já escalado com DJ Jaspion (mais conhecido como Éverton) e Antônio Xerxenesky (o Tony). O que eu poderia dizer? Vão. Ide vós.

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