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quarta-feira, 26 de outubro de 2005

rain won't stop?
rain won't stop?,
originally uploaded by _Silverstar_.
Nunca tive tanto medo da morte. A qualquer momento eu podia desmaiar por falta de ar ou me quebrar sendo pisoteado. E eu estava muito longe da saída, muito perto do palco - a umas cinco pessoas da grade. Eu sempre cheguei na frente em todos shows a que fui e nunca tive que voltar, mas ontem foi diferente. Quando cheguei aonde eu queria, no vazio do pavilhão, custei um pouco a retornar do estado de animal acuado e voltar a saber quem eu era e o que eu iria fazer. Experiência traumática, desumana (aposto que na mídia só vai sair que a lotação insana representou "sucesso absoluto"), fez todos os amigos que vão para São Paulo ver o Sonic Youth temerem um repeteco da violência. E ver a banda de trás, no telão, não vale 397 reais. O que salvou a noite foi a performance mágica do Arcade Fire, com destaque para a técnica de arranjo em que um instrumento fica num só acorde e os outros variam. O baixo às vezes era tocado "rasgueado", como guitarra. E a beleza da imagem e dos movimentos da primeira dama da banda formava um par hipnótico com os sons graves, ora disparados pelo baixo, ora pelo teclado. Os vocais apoteóticos provocaram choro em todos com quem eu falei depois. E, mesmo assim, o público gritava "enough" para o Arcade Fire. Para, depois, vibrarem, retardados, ao som do CD dos Strokes (Placebo II...). E, porra, esses shows em segunda-feira!

Parte do espetáculo dos canadenses é o rodízio de instrumentos:

Win Butler (Guitar / Lead Vocals / Bass Guitar / Keyboards / Harmonica)
Régine Chassagne (Keyboards / Lead & Backing Vocals / Accordion / Xylophone / Drums)
Richard Parry (Guitar / Percussion / Helmet / Backing Vocals / Upright Bass / Keyboards / General Mayhem)
Tim Kingsbury (Bass / Backing Vocals / Guitar)
Will Butler (Percussion / Helmet / Guitar / Bass Guitar / Backing Vocals / General Mayhem)
Sarah Neufeld (Violin / Backing Vocals)
Jeremy Gara (Drums / Guitar / Backing Vocals)



Contam que o texano Win Butler cruzou a fronteira do Canadá em 2000. Três anos depois, encontrou Régine Chassagne numa performance jazzística, na Universidade de Concórdia. Os pais dela abandonaram o Haiti quando o ditador François Duvalier comandou o país, nos anos 60. As primeiras músicas do que viria a ser o Arcade Fire passaram a surgir com a consolidação da dupla, que se transformou em casal. "Começamos a tocar juntos na mesma altura em que começamos a namorar. Foi praticamente tudo de uma vez. Senti que a Régine tinha uma aproximação muito pessoal e única em relação à música, e tivemos desde logo essa ligação", disse Win ao Nuno Proença, do site português Mondo Bizarre. O nome da banda surgiu de uma história relatada a Win, sobre uma casa de fliperama que teria incendiado, resultando na morte de várias crianças. (...) Durante as gravações do primeiro disco, Régine perdeu sua avó, os irmãos Butler perderam um avô e Parry perdeu uma tia: "Funeral", o álbum de estréia.



Saiu como uma das frases da semana no site da Isto É: "Estou louca para ouvir as pessoas conversando em português." (Régine Chassagne)

Procurando as fotos que postei aqui, encontrei um site de uma fotógrafa muito boa de shows. E mais uma coisa: João Perassolo viu o show do M. Takara no Tim do sudeste e disse que ao vivo são um laptop, uma mesa de som e duas baterias!

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