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quinta-feira, 20 de outubro de 2005

Which body part?
Which body part?,
originally uploaded by Stebbi.
(Vamos ao terceiro post desta semana sobre música contemporânea.) A música [o texto que aqui começa é colado da Wikipédia] é um fenômeno natural intuitivo que opera em três dimensões, quais sejam, tempo, energia e altura. Enquanto tal, apresenta três estruturas organizativas distintas entre si, porém, interdependentes: ritmo, harmonia e melodia. [Há quem acrescente o timbre. O conteúdo programático da disciplina Sonorização Para Multimídia, da Universidade de Aveiro, Portugal, diz: "Concepção 'clássica' da música: ritmo, melodia, harmonia, timbre, intensidade. A Música como fenômeno sonoro: altura, duração, timbre, intensidade, localização." Que inveja... (Não sei o que é 'localização'.) Segue: "A natureza abstrata da Música. A Música como sistema formal. Estrutura e organização sonora: (a altura do som/harmonia como princípio organizador da estrutura: da organização tonal ao serialismo). Macro e micro estruturas; idéias, processos e invenção de 'gramáticas'. Repetição e contraste. O papel do computador na criação sonora. Dos primórdios da musica eletrônica ao 'desktop musician'. Principais ferramentas de apoio à criação sonora com computador: síntese, edição, sequenciação, 'sampling', composição." Que inveja.]

Em si mesma, a música não constitui arte, no entanto criá-la e expressá-la sim. Enquanto ouvir música possa ser um lazer e aprendê-la e entendê-la sejam tanto mais disciplinas, a música em si é um fenômeno natural e universal. Exemplo disto é que até mesmo plantas respondem a ela.

Tradicionalmente, uma das maiores dificuldades em definir esta palavra tem sido seu emprego na descrição de todas as atividades e elementos relacionadas à música e/ou som. Uma composição somente irá gerar música no momento em que for executada ou quando gravadas e retocadas. Compor, improvisar e executar são formas de arte que utilizam o fenômeno música.

Porque este fenômeno é natural e intuitivo, os seres humanos podem executá-lo e ouvi-lo virtualmente em suas mentes sem mesmo entendê-lo.

A música pode ser criada matematicamente (racionalmente) ou intuitivamente (improvisação). Pode ser construída baseada em uma forma musical (ex: jazz, rock, mpb), aonde nessas formas, existem padrões harmônicos.

A música que contêm elementos escolhidos ao acaso é chamada de música aleatória. [Acrescentei aqui o resultado da minha pesquisa sobre música eletrônica (concreta e pura), eletroacústica, acusmática e música eletroacústica mista, ou viva, ou em tempo real.

*

A música eletrônica não é considerada música, nessas concepções, quando não utiliza ritmo, melodia e harmonia, mas apenas timbre, configurando-se em música aleatória. É o caso da eletrônica de noise que menciono três posts abaixo.

Diante desse "problema" (o Lavajato [leia as letras do Mortimer Só em letrasmortas] se diz não-música, mas eu discordo, considero e música, e das boas!) e pensando em termos práticos, pensei num conceito diferente de música: arte construída e veiculada em áudio (principalmente hoje em CD e MP3), exceto leitura de poemas, mesmo que musicada, com foco único nos poemas. Que acham vocês?

***

Muito interessante é a descrição deste disco do catálogo da netlabel Antena:

AjaxFree vs. Splinter vs. Stalin - 'We Are Here to Fuck our Ears'

2004. Depois de Splinter vs Stalin ter cometido um disco de remixes de AjaxFree, AjaxFree se vinga, remixando sem respeito as músicas de Splinter vs Stalin. Um disco feio, sujo, barulhento e mau.


Netlabel é mais um conceito que eu aprendi nas últimas semanas. São os selos que promovem lançamentos virtuais, com disponibilização das imagens das capas para impressão.

***

Olha o Porsche.



***

Quanto ao Fumproarte, foi sugerido à Secretaria da Fazenda o pagamento de todas as primeiras parcelas, de todos os 23 projetos contemplados com o penúltimo edital, até o final do ano - e não a regularização total como já havia sido sugerido - e a administração municipal negou. Quatro parcelas do antepenúltimo edital ainda não foram pagas. Leia mais sobre o drama dos contemplados, no Bife.

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