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sexta-feira, 11 de fevereiro de 2005

"O padre usa o nome de Deus em vão: chama o estado da sociedade humana no qual ele próprio determina o valor de todas as coisas de 'o reino de Deus'; chama os meios através dos quais esse estado é alcançado de 'vontade de Deus'; com um cinismo glacial, avalia todos povos, todas épocas e todos indivíduos através de seu grau de subserviência ou oposição do poder da ordem sacerdotal. (...) Reduziram todos grandes acontecimentos à estúpida fórmula: 'obedientes ou desobedientes a Deus'. E foram mais adiante: a 'vontade de Deus' (em outras palavras, as condições necessárias para a preservação do poder dos padres) tinha de ser determinada - e para tal fim necessitavam de uma 'revelação'. Dizendo de modo mais claro, uma enorme fraude literária teve de ser perpetrada, 'sagradas escrituras' tiveram de ser forjadas . . . A desobediência a Deus, ou seja, a desobediência ao padre, à lei, agora porta o nome de 'pecado'; os meios prescritos para a 'reconciliação com Deus' são, é claro, precisamente os que induzem mais eficientemente um indivíduo a sujeitar-se ao padre; apenas ele 'salva'. Considerados psicologicamente, os 'pecados' são indispensáveis em toda sociedade organizada sobre fundamentos eclesiásticos; são os únicos instrumentos confiáveis de poder; o padre vive do pecado; tem necessidade de que existam 'pecadores'... Axioma Supremo: 'Deus perdoa a todo aquele que faz penitência' - ou, em outras palavras, a todo aquele que se submete ao padre." (NIETZSCHE)

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