"O budismo é a única religião genuinamente positiva que pode ser encontrada na História, e isso se aplica até mesmo à sua epistemologia (que é um fenomenalismo estrito) - ele não fala sobre 'a luta contra o pecado', mas, rendendo-se à realidade, diz 'a luta contra o sofrimento'. (...) Nos ensinamentos de Buda o egoísmo é um dever. A 'única coisa necessária', a questão 'como posso me libertar do sofrimento', é o que rege e determina toda a dieta espiritual. (...) O Budismo, eu repito, é uma centena de vezes mais austero, mais honesto, mais objetivo. Não precisa mais justificar suas aflições, sua suscetibilidade ao sofrimento, interpretando essas coisas em termos de pecado - simplesmente diz o que simplesmente pensa: 'eu sofro'. Para o bárbaro, entretanto, o sofrimento em si é pouco compreensível: o que necessita é, em primeiro lugar, uma explicação sobre o porquê de seu sofrimento (o seu instinto leva-o a negar completamente seu sofrimento, ou a suportá-lo em silêncio). Aqui a palavra 'Diabo' era uma bênção: o homem devia possuir um inimigo onipotente e terrível - não havia motivos para envergonhar-se por sofrer nas mãos de tal inimigo." (NIETZSCHE)
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