Gaúcho vira 'midas' da cena goiana
Uma das fragilidades da criação musical da cena roqueira goiana, a produção dos discos, começa a mudar pelas mãos de um "gringo" do Rio Grande do Sul. Músico ligado à cena roqueira de Porto Alegre, baterista da banda Tom Bloch, Iuri Freiberger tem sido o nome por trás da nova leva de álbuns do rock feito em Goiás. Tem até passado temporadas na capital para trabalhar em novas produções dos grupos locais.
Além do MQN, Freiberger já produziu por aqui a dupla Réu e Condenado (única não lançada pela Monstro) e finaliza os novos discos do Violins, Mechanics e Barfly. Vai produzir também o novo do Valentina, grupo com quem tem tocado bateria em shows. Saiu também das mãos dele discos de bandas de outros Estados lançados pela Monstro Discos, caso da brasilienses Prot(o) e das gaúchas Walverdes e Irmãos Rocha. O início em produção, contou ele, foi com um disco do conterrâneo Frank Jorge, em 2000.
Depois da MQN, o produtor recebeu convites para produzir outros grupos da capital, tanto da "geração Mostro" como outros do rock-pop da cidade, como Casa Bizantina, cuja negociação está em andamento. Enquanto produz os discos, Iuri aproveita para tocar por aqui. Além dos shows com o Valentina, tocou no disco de blues que Dênio de Paula prepara e no novo da volta da veterana Plebe Rude, de Brasília.
Freiberger concorda com a tese de que faltam produtores preparados para o rock feito na cidade. "Falta material humano, know how, imagino que seja pela falta de histórico do próprio rock por aqui, que é coisa recente", avalia. Mas ele enxerga em Goiás um diferencial em relação aos outros Estados brasileiros, inclusive à cidade dele.
"Porto Alegre alimenta um starsystem que acabou no mundo. Acho que os músicos goianos têm mais o pé no chão. É gente que quer o sucesso, mas não a qualquer preço. Acho até que não existe no Brasil essa coisa tão alternativa como se prega, mas eles têm uma relação diferente com a música", afirmou Freiberger. Freiberger tem fama de respeitar o som das bandas que produz. Ele diz que procura ouvir antes o que vai produzir e saber o que os músicos querem de um disco.
"É como pizza, tem gente que gosta de quatro queijos com orégano e outros sem. A tecnologia ajuda nessas horas, em que eles não têm tanta grana para gastar em estúdio", falou sobre as adaptações que costuma fazer para as gravações. O toque final vem na mixagem, que ele já faz nos programas que carrega no laptop (Pro Tools e Logic Audio, seu preferido). (O Popular, de Goiás)
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