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quarta-feira, 4 de setembro de 2002

Não tem como fazer cocô com os faxineiros, que ficam no banheiro em quase tempo integral, batendo papo sobre se a garota deu bola ou não deu e cantarolando um sambinha batucando nas paredes das patentes. Depois disso, passam de cabine em cabine, que são cinco, e mexem na maçaneta das portas fechadas tentando abri-las. Ora, se estão fechadas, não precisa e não se deve testar se tem alguém. As portas são para fechar quando estamos lá dentro fazendo força. E, se estamos fazendo a tal força, é sagrado que a façamos sem papo, sem samba e sem tentativa de invasão. De vez em quando aparece um rodo quase alcançando os pés. E isso parece que é em todos os andares do prédio, pois o Flávio, do 15.º, falou que só falta eles botarem a cabeça por baixo da porta. Tem mais, eles puxam assunto com quem vai lá mijar. Um burro pensaria que é preconceito, mas imagina que tipo de assunto eu vou ter que esses caras. Nenhum. Um deles me disse que quem arrebentou uma cordinha que é presa atrás da porta e que segura os rolos de papel higiênico merecia ter um carro andando de ré esmagando a sua cabeça.

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