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terça-feira, 29 de agosto de 2017
<< Defensores das táticas black-bloc acreditam que os apelos à ação não-violenta são para os privilegiados e traidores. Sobre os chamados para um protesto pacífico, um defensor das ações black-bloc disse: "Este tipo de argumento pode levar a algo como ‘sente e espere que passe’. E não vai passar". Em última instância, contudo, as táticas black-bloc com frequência prejudicam as causas pelas quais estes ativistas alegam estar lutando. Ainda que confrontos violentos por vezes tenham produzido vantagens táticas de curto-prazo, elas quase sempre trazem custos dolorosos a longo prazo para os movimentos que buscam por mudanças – e as comunidades que eles se propõem a representar. Praticantes experientes da violência sabem que, para realmente se suprimir as divergências, é necessário ganhar a batalha política mais ampla por legitimidade. Não se compete por legitimidade nos extremos ideológicos, mas no centro – uma audiência que, geralmente, não pode ser persuadida a tomar ações violentas para seguir vigilantes mascarados até um futuro utópico desconhecido. Líderes precisam de pretextos para convencer o centro que é necessário que ocorra uma repressão intensa aos dissidentes. Historicamente, os governos têm explorado facilmente os ataques violentos para reafirmar sua legitimidade e suprimir grandes movimentos de dissidência não-violenta. Este é o paradoxo crucial da resistência: quanto mais opressor o adversário, mais a resistência deve se opor a jogar seu jogo. O custo estratégico das ações violentas reside no fato delas transformarem a luta em um tabuleiro de xadrez, no qual o regime tem uma vantagem clara. A história nos oferece amplas provas de como o fascismo responde a ações violentas no âmbito de movimentos mais amplos de resistência civil. >> (Erica Chenoweth)
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