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terça-feira, 29 de agosto de 2017

"Entendo, e respeito. Acho até que quem sofrerá intimamente será ela, não ele. O meu ponto é que nada disso me parece uma superação de um trauma, ou uma tentativa disso, mas uma vingança pessoal mesmo, boba e imatura. Caso leia as últimas postagens dela, há uma vibração em torno disso, inclusive com ameaças contra ele e os integrantes da banda. O que ela tem tentado fazer é dizer que isso é um processo de libertação, mas eu observei de outra forma, pois dizer que vai falar mais coisas caso tentem defender a banda parece sincero pra você? Por que escondeu essas coisas? Por que prolongar isso? O que importava, a princípio, não eram as denúncias? Agora ela só denuncia se a irritarem? Pra mim, ela está mais presa do que antes. (...) Acho que um dos piores desdobramentos dessa figura estática do homem é que, se ela existe, se o homem é um produto imutável, parado no tempo, com um destino unicamente opressor, inevitavelmente as mulheres também ocupam a posição de vítima por determinação natural. Tal tentativa de engessar o homem nessa identidade homogênea, contraditoriamente, vai de encontro às tentativas do feminismo de emergir formas plurais de ser mulher. Tem sido necessário notar que o combate às supostas essências deve vir acompanhado da alteridade, ou, como temos visto, a prática se torna uma política sem lógica. Outro problema é que essa acusação de passar pano pra homem, como se, enfim, o discurso conservador daquela postagem não falasse exatamente sobre isso, no sentido literal, do fracasso dessa mulher subserviente, é que noto uma tentativa de impor a narrativa coletiva, de uma cartilha muito bem vedada, que já está esgotada no sentido de suas definições, em cima das produções individuais - e isso, com maior ou menor rigor, tem sufocado as opiniões que divergem. Acho mais propositivo pensar um movimento que considere mais as trocas, os encontros, que valorize esse dissenso." (Sofia Favero, psicóloga)

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