(Georg Tarne)
Aikidô é uma arte marcial na qual você não tenta contra-atacar ou superar a força da pessoa oponente, mas sim utilizar a própria força dela e redirecioná-la – buscando defender-se, sem machucá-la.
Aikidô social refere-se a deixar de ver a “oposição” como inimiga e, ao invés disso, buscar unir-se a ela contra um problema em comum.
Por que isso é tão importante?
Porque não importa se é numa amizade, na relação de vizinhança ou na relação entre países: se você só disser “eu odeio isso”, mas não disser “Como podemos trabalhar em conjunto para que VOCÊ possa conseguir o que precisa de uma maneira que NÓS também consigamos o que precisamos?”, você não conseguirá muito.
(E apenas a favor da clareza: ter respeito pelas necessidades da outra pessoa não significa aceitar as suas estratégias. "Sim, eu entendo que você está magoada e que quer ser ouvida e respeitada. Mas eu ainda vou usar minha força para impedi-la de bater em quem quer que seja, enquanto nós tentamos descobrir um jeito de fazer a sua necessidade de ser ouvida e respeitada ser satisfeita").
Como Buckminster Fuller disse: “Você nunca mudará as coisas lutando contra a realidade existente. Para mudar algo, construa um novo modelo que tornará o modelo existente obsoleto”.
Isto funciona muito bem quando você criou conexão com seu aikido social – se torna bem mais árduo se você não fez isto.
Além disso, se você está criando um sistema alternativo – como uma ecovila – estas habilidades de resolução de conflitos se tornam bastante úteis. De outra forma, você estará, sem saber, reconstruindo todos os sistemas de dominação dos quais você quis escapar em primeiro lugar, como visto em muitas das comunas nos anos 1960 e 1970. É por isto que muitas ecovilas que eu conheço se focam especialmente nestas habilidades de relacionamento.

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