"O que fazer quando fico irritado e com raiva quando alguém não faz as coisas do modo como eu entendo que seria correto?"
(Jetsunma Tenzin Palmo/Tradução livre de Jigmé Chöedzin)
Se o solo do mundo inteiro estivesse coberto de espinhos teríamos duas opções, uma é cobri-lo totalmente com couro, de modo que pudéssemos andar confortavelmente - o que não é possível; ou poderíamos pegar um pedaço de couro e colocar sobre a sola dos nossos pés fazendo uma sandália - quando então poderíamos andar em qualquer lugar sem nos machucar.
Do mesmo modo, o mundo todo é cheio de “pessoas difíceis”, todos tem suas pessoalidades, todos tem seus “gosto e não gosto”, e todos acreditam que estão com a razão.
Não há como mudarmos as pessoas para que todos concordem conosco – e não precisamos disto. A única coisa que precisamos é mudar nossa própria atitude e aprendermos com as pessoas e com situações difíceis, pois o que precisamos é internamente nutrir gratidão por elas estarem nos permitindo praticar paciência. Afinal, como poderíamos aprender a ser tolerantes se todos fossem tão legais conosco?
Ao invés de sentir ressentimento quando nos deparamos com pessoas que fazem as coisas diferente do que gostaríamos, devemos sentir gratidão por termos a oportunidade de aprendermos a ter uma mente mais aberta, gratidão pela oportunidade de aprender a não ficar chateado toda vez que alguém não diz algo que ‘eu gostaria’ que dissesse, ou aprender a não ficar com raiva quando alguém não faz as coisas do jeito que ‘eu quero’ que faça.
Nessas situações, ao invés de sentir ressentimento e raiva devemos sentir gratidão, pois estas pessoas ou situações nos ajudam a crescer, elas nos ajudam a deixar de ser infantis; pois é assim que as crianças agem, quando elas tem o que querem estão felizes e animadas, mas quando as coisas seguem de um jeito que não as agrada elas gritam e esperneiam. Quando temos quatro anos tudo bem fazermos isso, mas quando temos quarenta... - Por favor!!!
Precisamos crescer.
O Buda sempre se referiu às pessoas ordinárias, às pessoas não-iluminadas como nós, como ‘pessoas infantis’, exortando que o caminho espiritual é o caminho para o amadurecimento, o caminho para o crescimento.
Assim, precisamos crescer, precisamos parar de apenas nos sentirmos felizes quando todos fazem o que queremos, e nos afundarmos em irritação e raiva quando as pessoas nos desagradam.
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sábado, 10 de janeiro de 2015
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