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terça-feira, 20 de janeiro de 2015

Jørgen Randers co-escreveu, em 1972, o trabalho Limites Para o Crescimento, que evidenciava os impactos devastadores de um crescimento exponencial econômico e demográfico, num planeta com recursos finitos. Em 2004, publicou uma atualização pessimista do texto de 1972, mostrando que as previsões ora feitas estão vindo a ser altamente precisas. Em 2006, integrou uma comissão, na Noruega, com um plano de 15 pontos para resolver o problema do clima. (The Guardian)

"Se cada norueguês pagasse €250 (£191) a mais de imposto por ano até a próxima geração, isso poderia reduzir as emissões de gases em 2/3 até 2050 e servir de exemplo para outros países. Pra mim, esse seria um custo ridiculamente pequeno, equivalente a um aumento de 36% a 37% no total de impostos. Apesar disso, uma vasta maioria dos noruegueses [isso que estamos falando no país mais desenvolvido do mundo] foram contra esse sacrifício. Para ser franco, a maioria dos eleitores preferiram usar o dinheiro para outras coisas – como mais uma viagem de fim de semana para fazer compra em Londres ou na Suécia. Quando se fala em mais imposto, os eleitores tendem a se revoltar e, como consequência, os políticos continuam recusando a dar passos corajosos, por medo de serem catapultados de seus gabinetes nas próximas eleições. O sistema capitalista não ajuda. Ele é cuidadosamente desenhado para alocar capital nos projetos mais lucrativos. E isso é tudo de que não precisamos hoje. Precisamos de investimentos em energia solar e eólica, não em carvão ou petróleo. Mas o mercado não tomará essa iniciativa. É preciso que o Estado dê condições favoráveis, como preços alternativos ou nova regulação. Diante dessa intransponível resistência, o que podemos fazer? O primeiro passo é comunicar efetivamente aos cidadãos que o imediatismo representa uma ameaça real para a sustentabilidade da sociedade democrática. Outra sensível mudança seria aumentar o período de mandato para dar aos políticos tempo de implementar medidas impopulares antes que eles percam a eleição seguinte, e garantir que todos os trabalhadores recebam salário adequado depois que seus empregos 'sujos' forem extintos e até eles conseguirem novos e 'limpos' empregos. Uma outra ideia seria instalar uma leve ditadura, por tempo determinado em áreas mais críticas, mas acredito que essa solução não é realista no ocidente democrático." (Jørgen Randers)

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