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terça-feira, 21 de outubro de 2014

<< "Escutar, ou seja, ouvir com atenção, é uma atividade que muita gente entende errado. É comum pensar que basta focar em algum som e ignorar os demais. Para mim, isso não é escuta, mas deficiência controlada", explica o norteamericano Gordon Hempton, que tem 30 anos de carreira como caçador de sons e 7 mil gravações de "músicas" da natureza, cada uma com duas horas de duração. Hempton, tal como Frisch e Wrightson, é um ecologista acústico, um ambientalista preocupado em preservar a natureza física dos ambientes e a paisagem sonora composta por todos os sons que permeiam o espaço, emitidos por todos os seres. "Para mim, um ecologista acústico é, acima de tudo, uma pessoa que sabe escutar. O que fazemos é tratar todos os sons com igual importância para saber interpretá-los", afirma. (...) Hempton destaca a "ausência de pálpebras para ouvidos" nos animais. Até hoje, não se tem notícia de uma espécie que possa interromper a audição. "Se você fechar os olhos, para de ver. Mas note que não temos pálpebras nas orelhas. Nenhum animal tem. E por uma boa razão: no ambiente selvagem, é muito perigoso parar de escutar. É um processo essencial para a sobrevivência. Nascemos para escutar", explica. (...) Tente fazer uma lista de cinco sons ambientais - não músicas - escutadas hoje. Depois, escreva mais cinco sons naturais que você aprecia e cinco que não gosta. Poucos podem realizar essa tarefa. >> (Maíra Lie Chao/Revista Planeta)

<< Para o ornitólogo brasileiro Johan Dalgas Frisch, a Amazônia deveria ser mais apreciada. "O planeta Terra é uma jukebox movida a energia solar", diz. "Quanto mais luz incide sobre a superfície, mais alta é a música tocada pela natureza, por conta da captação de energia pelos painéis solares - ou seja, as folhas. Na região equatorial existe a maior incidência de raios solares, portanto a Amazônia oferece a música mais alta e mais diversa do mundo! É preciso escutá-la para acreditar", admira-se. >> (Maíra Lie Chao/Revista Planeta)

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