"Publicamos dois documentos relativos a esse assunto. O mais importante é, provavelmente, uma admissão do subchefe do Estado-Maior israelense (o major-general Gadi Eizenkot) para a Embaixada dos EUA em Tel-Aviv de que, pouco após a guerra com o Líbano de 2006, Israel planejava ir adiante com a 'doutrina Dahiya', que é uma estratégia de retaliação contra valores, de tratar as regiões de onde ataques partem como alvos e de usar deliberadamente força desproporcional - o que significa matar a população civil que cerca a atividade militar, com o objetivo de impor pressão política na área. E isso é um crime de guerra, um crime de guerra brutal, não há dúvida sobre isso."
"Neste momento, a Agência de Segurança Nacional intercepta quase todas as telecomunicações brasileiras com o resto do mundo. E isso compromete a autonomia do Brasil. Os EUA são capazes de cortar o Brasil do resto do mundo em qualquer momento que queiram. Então, é importante que o Brasil e a América Latina como um todo tenham elos de telecomunicações independentes com o resto do mundo, para que não sejam isolados nesse sentido. Há alguns outros aspectos a considerar, como a decisão do Brasil de comprar caças suecos, por exemplo: mais de 51% dos componentes daqueles caças vêm dos EUA - isso está em um documento que revelamos - e outros componentes vêm da Grã-Bretanha. Num eventual futuro conflito para o Brasil, um dos possíveis cenários estudados envolveria Estados apoiados pelos EUA na região, como a Colômbia, e a possível necessidade de intervir em uma crise humanitária na região do Caribe, por exemplo, poderia colocar o Brasil em conflito com os EUA ou a Grã-Bretanha, que controla muitas das ilhas caribenhas. No limite, os caças comprados pelo Brasil poderiam não estar funcionais, pois não haveria um abastecimento de componentes contínuo." (Julian Assange)

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