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sábado, 2 de fevereiro de 2013

Ryotan Tokuda Igarashi:


A oitava consciência é a consciência depósito, enquanto a sétima se chama consciência contaminada. Vivemos agora aquilo que já está depositado em nossa consciência, nesse momento não pode ser alterado; não tem mais jeito. Mas o que eu registrar ou depositar na subconsciência nesse momento presente é de minha responsabilidade. A limitação da percepção do mundo depende da personalidade, cultura, educação, conhecimento, tradição ou ponto de vista de valores e preconceitos. A nossa percepção está limitada ao que recebemos, ou com o que fomos criados (condicionamentos).

Dependendo do que eu depositar, o mundo externo começa a mudar. Dependendo do que depositamos, às vezes vemos o que não existe. Isto acontece quando, por exemplo, estamos lendo o jornal. Há um tipo de teste para saber se você está velho ou não. Se, ao abrir o jornal, em primeiro lugar você quer ver quem morreu, uma nota de falecimento ou uma coisa preta com uma cruz, dizendo: "Morreu com 78 anos..." "Eu tenho 77", pensa o idoso que lê o jornal. Não somente os velhos morrem, mas os jovens não ligam para isso, a não ser que se trate de uma pessoa íntima, um parente ou amigo que tenha morrido. Dependendo do nosso interesse ou experiência, começamos, portanto, a ver as coisas.

Cada um de nós está armazenando sua experiência e karma, ou seja, cada um está vivendo no mundo que ele próprio criou com este karma que está acumulando. Então, você pode achar que não tem jeito de mudar - mas tem. Neste momento, aquilo que você está observando, aquilo que você está estudando, o que está pensando, é o que vai ser guardado, e com isso o mundo todo começa a mudar. Se realmente transformamos toda a nossa consciência em uma coisa pura, o mundo inteiro muda totalmente.

A oitava consciência tem três nomes: Alaya, Vipaka, Adana, mas depende do estado em que a pessoa estiver operando dentro dela. Alaya é o primeiro nome da oitava consciência. Indica aquele estado em que se está ainda apegado ou impressionado, com a sétima consciência, a da identidade do ego, a Manas Vijnana ou o egocentrismo. Por isso, até chegar ao estado do Bodhisattva, a ideia de ego prossegue como lembrança porque não entrou profundamente ainda na oitava consciência, ainda há lembranças dele na sétima consciência.

Em segundo lugar a Vipaka. Este estado significa que as coisas, ruins ou boas, são depositadas dentro da oitava consciência. Mas enquanto estão guardadas dentro da oitava consciência de Alaya são neutras. Esta semente não é boa nem má; ela é neutra. Havendo condições ela brota e aí pode dar a visão boa ou má.

A boa semente guardada é neutra, mas quando brota faz coisas boas. Isto quer dizer duas coisas. Mesmo que a pessoa esteja fazendo coisas boas, não precisa ficar vaidosa, porque na verdade a ação é neutra. Mesmo fazendo coisas ruins, também a ação é neutra, o que significa que ainda há possibilidade de melhorar. Há a possibilidade de salvação. E assim, a semente má e a semente boa podem se transformar em uma outra coisa. O processo de treinamento budista é isso, é como um glóbulo branco combatendo as doenças e matando os micróbios. Devemos trabalhar para a limpeza total, para a iluminação completa do ego, pois aí o mundo inteiro fica totalmente puro e perfeito e o exterior também fica totalmente, totalmente puro e limpo. Esta consciência se chama Adana, e já é o estado de Buda. Chegou-se ao estado de Buda e Adana é o terceiro nome da oitava consciência. Muita gente fica preocupada em ganhar a Iluminação e isto soa como uma brincadeira, não é? O treinamento não é isto. Não é tão fácil assim. Temos de trabalhar bem dentro de nós.

A pessoa vive neste mundo sem saber o que faz. Jesus Cristo disse: "Pai, perdoai-os porque eles não sabem o que fazem". Sempre existe a preocupação com alguém que está fazendo coisas ruins. Alguns reclamam, mas a pessoa quando não sabe o que está fazendo não sabe se está fazendo o mal ou não. Ela não deve ser culpada. Tudo bem, ela pode não ser culpada, mas o karma está criado e a responsabilidade é inteiramente da pessoa. A ignorância é isso: é não saber as coisas.

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