Viviane Mosé:
A dança afasta a prisão do eu e abre o si mesmo, que é a experiência real de si. O si mesmo é infalável.
Com o surgimento da filosofia no século V a.C., temos uma divisão do mundo em corpo e alma, e falar se tornou muito mais importante do que viver.
É comum a gente dizer que nós fazemos um culto ao corpo, mas isso é completamente irreal. Nós não só não vivemos um culto ao corpo, como nós desvalorizamos o corpo. O que é isso que a gente valoriza tanto, que a gente chama de corpo e que eu estou dizendo que não é corpo? Nós valorizamos a imagem do corpo. O corpo não tem nada a ver com o ideal - é o inesperado. O nosso corpo virou um suporte de exercício de poder. O tempo do corpo passou a ser uma vergonha. Com a melhoria das plásticas, envelhecer é um sinônimo de vergonha ou de pouco dinheiro.
Valorizar o corpo é valorizar a porção de vida que eu trago em mim.
Para atuar no mundo com originalidade, é preciso aprender a conviver com a frustração. Então por que a gente não quer atuar no mundo com originalidade? 'Porque eu não aguento ser contrariada'..." Então todos querem seguir. Ninguém quer determinar uma direção. A gente carece de lideranças.
Se você quer modificar a sua vida, não mude o seu pensamento, mude sua ação.

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