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sexta-feira, 31 de julho de 2009

Não deu para entender direito, fechar por causa da tal Luíza... De qualquer forma, é uma notícia sui generis:

30 de julho de 2009
REMIX | POR PAULO GERMANO
Uma saída para o Beco


Uma vez a Luíza, que era uma patricinha típica lá da Padre Chagas, daquelas com a cabeleira entupida de mechas amarelas e o peito entregue ao silicone, uma vez a Luíza foi ao Porão do Beco.

O som mais alternativo que a Luíza tinha ouvido era, sei lá, Seu Jorge, e a única bebida alcoólica que ela curtia era, sei lá, Martini. Nada contra Seu Jorge nem Martini, é só para exemplificar que a Luíza curtia coisas que o Porão do Beco jamais ofereceu, como um pagodinho esperto, privada cheirosa e donos de academia – porque patricinhas da Padre Chagas curtem donos de academia.

Não que o Porão do Beco fosse uma chinelagem, ao contrário. Depois que ele foi inaugurado, no início de 2008, popularizou-se em Porto Alegre um gênero de festa cujo Cabaret do Beco – outro bar comandado pelo mesmo proprietário, também na Avenida Independência – alavancara dois anos antes: o underground chique.

O resultado foi o seguinte. A Luíza, duas horas após entrar no Porão, viu-se agarrada num cano de metal, daqueles muito populares em prostíbulos, berrando “Ai, gurias, eu preciso de um roqueiro!!!”. Constrangedor, de fato, mas aberrações como essa farão falta se o Porão do Beco fechar de vez. Ele e outros sete bares foram interditados pela prefeitura na semana passada, por falta de alvará.

Vitor Lucas, o dono da casa, diz que o prédio já tinha autorização para funcionar antes mesmo de ser o Beco. Mesmo assim, encaminhou à prefeitura a papelada exigida. Se em 15 dias não for liberado, Vitor desistirá do local. E aí, não há dúvida, Luíza vai chorar o fim do bar que a arrancou do pagodinho e dos donos de academia. Os roqueiros, mais ainda.

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