Mas que barbaridade o que fazem com cara de pau. Charles Kiefer conta:
"Neste semestre, uma aluna apresentou-me contos suspeitos, excessivamente bem construídos, com extraordinário equilíbrio entre meios expressivos e procedimentos construtivos. No primeiro, concedi-lhe a presunção de inocência. Talvez, na prova escrita, em sala de aula, ela estivesse indisposta, e depois, em casa, visitada pelas musas, fosse capaz de gerar grandes e poderosos textos. Nunca se sabe. Já tive alunos que saíram do nada literário e se converteram em bons romancistas. Evidente que não em menos de dois meses, como era o caso. No terceiro trabalho, produzido em aula, a aluna não manifestou, mais uma vez, grande talento. No entanto, o quarto conto, feito em casa, foi uma revelação. A voz narrativa era de escritor português, provavelmente do início do século XX. Como atento leitor que sou, destaquei várias expressões portuguesas típicas utilizadas no conto. Em aula, depois, perguntei para a suposta autora o significado daqueles sintagmas. Não sabia, afirmou ela, publicamente. Diante de meu espanto (como alguém podia escrever coisas que não sabia o que eram?), ouvi uma explicação muito criativa: ela confessava, ao professor e aos trinta colegas, que incorporava espíritos! No primeiro conto suspeito, fora visitada por um escritor francês do século XIX; e, no segundo, por um escritor português!"
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sexta-feira, 17 de julho de 2009
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