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segunda-feira, 13 de julho de 2009

"Durante o longo período em que manteve o nome Smog como álibi, Bill Callahan expôs pedaços obscuros da psique, que alguém com mais prudência não partilharia com o diário nem num desabafo de bêbados. Fê-lo de forma múltipla e geralmente crua. (...) Oscilando entre a lo-fi perturbada e uma americana com temperamento próprio, Bill Callahan evitou deixar no lugar do réu um músico facilmente identificável. As acusações recaíram todas sobre Smog, e o plano de evasão não poderia ser mais perfeito: a sua marcha fúnebre ('One less star') estava pronta desde 1993, e os rios, úteis à ocultação dos segredos e pecados, traçados por todas as canções. A saga criminosa e uma das obras maiores da década anterior permanecem em 10 + 1 (o disco de transição 'A river ain't too much love') álbuns que o tempo ainda demorará a digerir.

"Bill Callahan renasceu no coração da baleia e galopa agora num cavalo que aspira a ser águia. A adoção do nome próprio, assumida em 'Woke on a whaleheart' (2005), coincidiu com o aprumar da canção, que, a partir daí, incluiria arranjos de primeiro nível e uma lucidez impossível na temporada tóxica de Smog. Com a chegada, já este ano, do excepcional 'Sometimes I wish we were an eagle', confirma-se uma nova abordagem tão fértil quanto recompensadora. Só assim se chega ao sumário contemplativo de 'Jim Cain', à epifania de 'Eid ma clack shaw' (tema incontornável) ou à constatação de que toda a fé tem o seu tempo, tal como o escutamos no brando repousar de 'Faith/Void'. Todos reforçam a blindagem de 'Sometimes I wish we were an eagle' [Nota do Douglas: melhor disco do ano até agora na minha opinião] como clássico prestes a acontecer." (Miguel Arsénio/Bodyspace.net)

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